# Em resposta ao deputado Jean Wyllys, Ministério da Saúde nega ser homofóbico

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- Published: 2012-05-05T17:32:43-03:00
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Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir
da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento
devem ser tomadas em conjunto com profissionais de saúde.

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⌊Jean Willis⌉⌊Jean Willis⌉

Em fevereiro, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) expediu Requerimento de Informação
ao **Ministro da Saúde**, Alexandre Padilha, questionando a suspensão do vídeo preparado
para a campanha de Carnaval que alertava aos gays para o uso do **Preservativo**.
O Requerimento solicitava informações acerca dos motivos para a proibição do vídeo
com imagens de dois rapazes se acariciando em uma boate e sobre os aspectos de custos
do filme e os critérios utilizados.

De acordo com a Assessoria de Imprensa do deputado, uma resposta foi enviada no 
dia 16 de abril pela assessoria de Comunicação Social do Ministério, contudo, foi
elaborada em texto corrido, o que possibilitou se esquivar de algumas perguntas.

Na manhã desta quinta-feira, 03 de maio, o deputado enviou um novo Requerimento 
e pede respostas a cada uma das 10 perguntas, como, por exemplo, sobre qual era 
a “verdadeira intenção inicial da campanha ao produzir ´vídeos Gays´ para campanha
contra **DST/Aids**?”; e “Quanto foi gasto para confecção do vídeo?” Leia todas 
abaixo.

A assessoria do deputado destaca ainda no documento divulgado hoje que “de acordo
com o artigo 50, §2º da Constituição Federal, a prestação de informações falsas 
advindas de Ministros de Estados requeridas pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado
Federal incorre em crime de responsabilidade. Caso o **Ministério da Saúde** não
responda de forma adequada ao Requerimento, a instauração de uma Comissão Parlamentar
de Inquérito poderá ser solicitada.”

Nas repostas enviadas ao deputado, o documento assinado pelo Chefe da Divisão de
Publicidade e Promoção Institucional do **Ministério da Saúde**, Sergio Augusto 
Correia de Faria, informa que a pasta “jamais poderá ser considerado homofóbica,
o que pode se constatar pela própria equipe que dirige o **Departamento de DST**,**
Aids e Hepatites Virais** do órgão, em boa parte de orientação LGBT”.

O **Ministério da Saúde** também negou que o material dirigido para os gays foi 
suspenso. “Não houve suspensão de qualquer material de divulgação. Os vídeos foram
todos veiculados conforme o planejamento da campanha. O que ocorreu é que, equivocadamente,
o “filme Gays”, previsto para veiculação restrita em ambientes fechados e voltados
a esse público, foi inserido em uma versão making of (inacabada) na internet. Quando
verificado o equivoco, o material foi retirado da rede”.

Marcelo Cia, diretor de conteúdo do Mix Brasil – site especializado à temática LGBT–
publicou texto criticando o Ministério. ” A primeira justificativa é uma trombada
frontal: é como uma pessoa racista que diz que ´tem amigos negros´ ou o homofóbico
que diz cortar o cabelo com um homossexual. Me surpreende que esse conteúdo venha
do **Ministério da Saúde**“, escreveu. “A outra justificativa, de que foi inserido
uma versão ´making of´ e que os vídeos foram produzidos para ambientes fechados,
é de todo estranha: a começar que o vídeo (veja aqui) não parece ter nada de inacabado.
E depois, em especial, quais ambientes ´restritos a esse público´ são esses que 
o vídeo deveria ser exibido?”, pergunta.

O **Ministério da Saúde**, por meio da sua Assessoria de Imprensa, nega que o filme
tenha sido vetado. O órgão foi contatado, mas ainda não se pronunciou sobre o novo
pedido de requerimento do deputado Jean Wyllys.

Novas perguntas feitas pelo deputado ao Ministério:

Em Requerimento de Informação de n° 1717/2012, foi solicitada resposta a seguinte
pergunta: “Até sexta-feira, 03/02/12, o vídeo preparado para a Campanha de Carnaval
estava acessível no site do **Ministério da Saúde**, mais especificamente na seção
do **Departamento de DST**, **Aids e Hepatites Virais**. Na quarta-feira, 08 o vídeo
foi retirado. Qual foi o real motivo dessa decisão ter sido tomada?” De acordo com
resposta da Assessoria de Comunicação Social do **Ministério da Saúde**, “não houve
suspensão da veiculação de qualquer material de divulgação. Os filmes foram todos
veiculados conforme o planejamento de campanha. O que ocorreu é que, equivocadamente,
o filme “Gays”, previsto para veiculação restrita em ambientes fechados e voltados
a esse público, foi inserido em uma versão “making-off” (inacabada) na Internet”.
A retirada dos vídeos se deu, então, para corrigir um equívoco? Quem cometeu esse
equívoco, a Assessoria de Comunicação? Esse equívoco diz respeito à retirada dos
vídeos “Gays” e “Heteros”?

Se a retirada dos vídeos se deu por um equívoco, como V. Exa. responde à pergunta
n° 2 do Requerimento de Informação 1717/2012? : “Segundo o site [](http://www.estadao.com.br/noticias/impresso)
[http://www.estadao.com.br/noticias/impresso](http://www.estadao.com.br/noticias/impresso),
ministerio-da-saude-retira-de-site-video-criado-para-a-comunidade-gay,833379,0.htm,“
O **Ministro da Saúde**, Alexandre Padilha, diz que a decisão foi tomada porque 
o vídeo havia sido feito para apresentação em locais fechados. Mas a assessoria 
de imprensa da pasta informou que o material programado para ser veiculado na TV
aberta, na próxima semana, era o mesmo que o do site, apenas mais curto.” A que 
se deve essa controvérsia entre a palavra do Ministro e a declaração da assessoria
de imprensa?” Como a V. Exa. explica a controvérsia entre Ministro de Estado e sua
própria assessoria de comunicação

Qual era a verdadeira intenção inicial da campanha ao produzir vídeos “Gays” para
campanha contra **DST/Aids**?

Em resposta a pergunta n°3 do Requerimento de Informação 1717/2012, qual seja, “
Quanto foi gasto para confecção do vídeo?”, o **Ministério da Saúde** alegou que“
o investimento total da campanha chegou a R$ 15 milhões de reais”. Como a V. Exa
explica o uso de tamanho montante de verba pública para confecção de material divulgado
apenas em “ambientes restritos”?

Em resposta à pergunta nº 5, “Quais são esses vídeos e quais as razões para a não
veiculação na mídia de maior acesso pelos brasileiros?”, o **Ministério da Saúde**
alegou que “O motivo dessa segmentação tanto diz respeito à especificidade de públicos-
alvo quanto à relação de custo-benefício”. Como a V. Exa. explica a avaliação de
custo-benefício no que diz respeito à saúde dos cidadãos brasileiros? E se o custo-
benefício é realmente requisito para efetivar uma campanha pública pela saúde, como
V. Exa. explica o gasto de 15 milhões de reais em vídeos que não foram sequer divulgados
na televisão aberta? Se o dinheiro já foi gasto, porque não houve divulgação do 
material da campanha da televisão aberta?

O Ministério Público, ainda em resposta a Requerimento anterior, afirmou que “o 
cuidado em tratar desse tema (**DST/Aids**), incluindo peça específica direcionada
ao público gay, se deu exatamente porque esse é um segmento que vem merecendo atenção
especial do Ministério”. V. Exa. considera ter dado a atenção necessária ao público
LGBT, que é um “segmento que vem merecendo atenção especial do Ministério”?

A resposta ao requerimento anterior descreve o tipo de veiculação dos vídeos “Gays”
como: “veiculação restrita em ambientes fechados e voltados a esse público”. V. 
Exa. acredita que o grupo LGBT não frequenta os mesmo lugares que os heteros, e 
vice-versa? Se sim, com base em quê?

Como V. Exa. explica a divulgação do vídeos “Casal” na rede de televisão aberta 
e a não divulgação dos vídeos “Gays”? Porque vídeos “Casal” (de mulher e homem) 
podem ser veiculados ao público geral e os vídeos “Gays” não? Se isso não é homofobia,
o que é?

Conforme documento em anexo, o Deputado Pastor Marco Feliciano assume que o **Ministério
da Saúde** retirou os vídeos da mídia por pressão dele. V. Exa. confirma essa informação?
Se sim, quais foram os argumentos que convenceram V. Exa. a retirar os vídeos da
mídia?

Quais são os vídeos “Heteros”, “Gays”, “Casal” e “Elefante” mencionados na resposta
ao Requerimento 1717/2012?

Redação da Agência de Notícias da **Aids**

DICAS DE ENTREVISTA

Gabinete do Deputado Jean Wyllys

Tel.: (0XX61) 3215-5646

Assessoria de Imprensa do **Ministério da Saúde**

Tel.: (0XX61) 3315-2509

 

**AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS | NOTÍCIAS**

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS | ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

[Veja a matéria no site de origem](http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=18911)

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