# 08/11/2010 – Saúde faz um alerta para prevenção de AIDS em Alagoas

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- Published: 2010-11-09T21:20:38-02:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

|   Diante de um número considerado alto no estado, no que diz respeito a pessoas infectadas com o vírus da **AIDS**, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) vem fazendo um alerta para a população sobre a prevenção da doença. De 1986 (quando surgiu a primeira pessoa infectada) até julho de 2009 foram notificados 2.862 casos em todo o estado. Somente 14 municípios não registraram nenhuma ocorrência.

Dados do Programa de Prevenção e Controle às **DST**/**AIDS** da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió revelam que, entre 1986 e novembro de 2009, foram registrados 1993 casos em adultos; entre crianças, o número chegou a 40, durante o mesmo período.

“No começo (em meados de 1986) havia 13 municípios com casos notificados e 89 silenciosos. “Os últimos dados referentes a julho de 2009, mostraram que 88 municípios tiveram notificações da doença, contra 14 que estão silenciosos”, expõe a coordenadora do programa estadual de **DST**/**AIDS**, Fátima Rodrigues.

O empoderamento da equipe de profissionais da saúde está voltado em contribuir para qualidade de vida desses pacientes, falando na questão do preconceito, e alertando para a prevenção. “Falamos para eles que qualquer um dia nós, desde que não nos protegemos estamos sujeitos a contrair”, explica.

Os municípios com maior número de casos são: Maceió, Arapiraca, Rio Largo, União dos Palmares, Penedo, Palmeira dos Índios, Marechal, Delmiro Gouveia, Coruripe e Pilar. Estima-se que apenas 14 municípios não estejam infectados com o vírus. “Pode ser que exista algum caso em uma dessas cidades, as quais as pessoas não tiveram acesso ao teste”, esclarece Fátima.

Mulheres infectadas

O que tem crescido no país é o numero de mulheres infectadas. O uso da **CAMISINHA** passa por vários tabus, onde há certa dificuldade em se discutir e dialogar sobre o uso do **PRESERVATIVO**. “Tem que haver uma negociação entre os parceiros. A prevenção é a maior aliada para se combater a doença”, salienta a coordenadora acrescentando que a doença está avançando entre as mulheres e os jovens, deixando de ser uma epidemia que atingia apenas a população **HOMOSSEXUAL**, quando começou na década de 80.

Campanhas

As campanhas no estado são realizadas pontualmente: no carnaval, São João, Dia dos Namorados, Dia Internacional da Mulher e no Dia Mundial de Combate a **AIDS**, comemorado no próximo dia primeiro de dezembro. “Apenas três municípios receberam incentivos do programa de combate a **AIDS**: Maceió, Arapiraca e união”, destaca Fátima.

Atendimentos

Os atendimentos ao pacientes com **AIDS** são oferecidos no Hospital Universitário (Dia do H.U – serviço de assistência especializada de **AIDS**; Pam Salgadinho (ambulatório especializado) e no Centro de Referência Dr. Marcelo Constan (trapiche). “Uma equipe multidisciplinar acompanha o paciente”, diz Fátima.

Além desses locais, existe o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que atende a população. Este só existe em quatro municípios; na capital, Arapiraca, Delmiro Gouveia e Coruripe. Esses são os locais onde as pessoas com **AIDS** recebem informação e todo o contexto da doença, tanto de forma coletiva (com palestras educativas), quanto aconselhamento individual.

Vale lembrar que os serviços no que diz respeito a acompanhamento do paciente, esse existem somente em Maceió. “As pessoas com **AIDS** devem vir à capital mensalmente para fazer o acompanhamento”, lembra Fátima.

Preconceito

Alagoas começou a receber pacientes que iam visitar outros estados e quando retomada já estava infectado. “Naquela época o preconceito era bem maior que nos dias atuais. Até a própria medicação não era tão acessível quanto agora. Foi a partir de 1996 que a qualidade de vida dessas pessoas começou a melhorar” afirma lembrando que o primeiro caso registrado no estado foi em 1986.

A coordenadora lembra ainda que há uma diferença entre portador de **AIDS** e soro positivo. “Não se utiliza mais aidético (tanto é errado como não existe), o nome que damos são pessoa com **AIDS** ou pessoas vivendo com **AIDS**, essa foi uma forma que se encontrou para minimizar o preconceito”, explica.

Hoje a Academia Brasileira de Letras condena toda e qualquer nomenclatura de doenças que possam causar preconceitos. “As pessoas têm que entender que não pode ser usada”, explica.

por Sidléia Vasconcelos

 

**[ALAGOAS EM TEMPO REAL](http://www.soropositivo.net.br/hiv-aids-hpv-hepatite/2009/06/como-encarar-o-dilema-de-se-testar-para-o-hiv-pacientes-com-problemas-psiquiatricos-e-como-se-deve-faze-lo/) | SAÚDE**

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