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O Mundo e a Aids DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO O Mundo e a Aids

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Este site é mantido de forma totalmente independente por Cláudio Souza, diagnosticado com HIV/AIDS em 1994 e enfrentando, mais recentemente, os diagnósticos de Insuficiência Pancreática Exógena e Miastenia Gravis.

Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.

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Cura Do HIV

Ron compartilhou sua jornada ao descobrir que era HIV positivo. Ele reflete sobre sua vida sexual e o impacto do diagnóstico em seus planos futuros. Ron encoraja aqueles que estão enfrentando o mesmo desafio, afirmando que o tempo ajuda a aceitar e assimilar a condição. Apesar das mudanças em sua vida, ele está mais calmo e iniciou o tratamento. Ron expressa a importância de continuar lutando pela vida. Sua mensagem de esperança e resiliência ressoa além das fronteiras do Panamá. A narrativa evoca a figura de Alexandre, o Grande, ilustrando a dualidade do tempo em ferir e curar.

Eu resolvi compartilhar a minha história. Não é muito diferente do resto, mas, bem, eu acho que é importante dizer para aqueles que não vão ler as outras histórias. Tenho 29 anos e há dois meses e vinte e cinco dias que descobri que eu tenho HIV. Eu tinha uma vida sexual um tanto quanto convulsa e eu não me importei em me cuidar com algumas pessoas… acho que estar alcoolizado muitas vezes _ajudou-me_ a chegar à condição em que vivo hoje. Mas, no final, nem o álcool, nem ninguém tem culpa, não há nada mais e nem mais ninguém além de você.

Há muitos anos que eu não fazia um teste de HIV por medo… falta de coragem… mas num belo dia eu decidi ir fazer o teste.

Não por estar doente ou ter qualquer sintoma. Eu estava em condições de perfeita saúde.

Eu sabia que poderia ser positivo, mas eu estava bastante confiante de que ele seria negativo, uma vez que tinha um namorado já há mais de um ano, com quem eu nunca usara preservativos e tudo estava bem. Recentemente, ele tinha feito um teste por outros motivos e tudo tinha corrido tudo muito bem também. Foi isso que me deu muito mais segurança, apesar do fato de eu não estar mais com ele…

O dia em que recebi o resultado foi-me dito que eles repetiram o teste porque ele havia testado positivo.

Penso que, como todos, naquele momento, senti que a minha vida veio para baixo. Tudo o que eu havia planejado para mim desabou e, apesar de ter muitos amigos, me senti sozinho. Não, eu não disse uma palavra para qualquer outra pessoa que não a minha mãe, o meu ex-parceiro e um bom amigo.

Para todos os que estão iniciando com este triste problema, só posso dizer que o tempo faz toda a poeira baixar e tudo se acomoda. O Tempo vai ajudando você a entender e assimilar esta condição, o tempo é como a lança de Alexandre Magno: Ele fere, ele cura. Quase três meses depois, posso dizer que estou mais calmo. A minha vida tem mudado muito. Já estou em tratamento.

A Vida deve continuar porque só temos duas opções ou sentamo-nos e esperamos a morte chegar, e neste caso ela pode chegar rápido ou seguimos em frente com a vida, lutando por ela de todas as formas possíveis e imagináveis e ir em frente.

Um abraço do Panamá.

Ron

Do Original em espanhol El tiempo lo va calmando todo com uso de tecnologia de tradução automatizada e adaptação para o português por Cláudio Souza.

Revisado por Mara Macedo

 

Nota da Tradução: Na obra de Machado de Assis, não me recordo em qual dos títulos da famosa Trilogia composta por Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro, Machado de Assis usa da mesma figura de linguagem que me utilizei, embora ele tenha usado com muito maior eficácia e propriedade…

Na narrativa ele cita uma lenda que conta a história em que Alexandre, o Grande, no calor da batalha, feriu um de seus homens. Contristado, ele desapeou-se de seu cavalo, olhou para a lança e disse: “Você feriu, você há de curar!” E tocou a ferida com a lança e, segundo reza a Lenda, a ferida se fechou. Machado de Assis prossegue dizendo: ” O tempo é como a Lança de Alexandre. Ele fere. Ele cura. Se você não leu, leia os três, vale a pena e ensina um bocado sobre humanidade, humanismo e, sobre “humanitas”. Ao vencedor, as batatas!

Dei me licença poética (é a primeira vez que faço isso em 12 meses de tradução) porque senti que não feriria o sentido do texto e posto esta explicação para dar total entendimento ao conteúdo.

Cláudio

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