# AIDS: A desinformação gera rejeição

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- Published: 2009-12-01T13:37:26-02:00
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 * [A Notícia – SC ](https://soropositivo.org/aids-a-desinformacao-gera-rejeicao/#a-noticia-8211-sc%c2%a0)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/aids-a-desinformacao-gera-rejeicao/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/aids-a-desinformacao-gera-rejeicao/#relacionado)

 

Quando o homem de 45 anos descobriu que tinha o vírus da **Aids**, em 1993, pouco
se sabia sobre a doença. Na época, os homossexuais ainda eram as principais vítimas,
acumulando preconceitos e estereótipos.

 

Hoje, a taxa de contaminação já é maior entre os heteros. Décadas após o surgimento
da doença, a arma que a combate tem efeito comprovado. O coquetel de medicamentos
aumenta a sobrevida e, inclusive, possibilita que mães com **HIV** gerem filhos 
saudáveis. Já a arma contra o preconceito continua sendo a mesma: a informação.

 

Neste ano, a campanha encabeçada pelo Ministério da Saúde no Dia Mundial do Combate
à **Aids**, celebrado hoje, tem a missão de reduzir a discriminação contra os portadores
da doença. Não é uma tarefa fácil, já que o medo de rejeição é apontado por especialistas
como um dos grandes obstáculos à reintegração do portador do **HIV**. “Temos de 
combater o estigma e a discriminação. Quem tem preconceito não se informa de verdade”,
destaca a coordenadora da Unidade Sanitária da Vigilância em Saúde, Cristina Kortmann.

 

Ela acredita que o preconceito diminuiu ao longo tempo, mas que ainda é necessário
um grande avanço. “Percebo uma evolução. Hoje, eles conseguem ter uma vida social,
exercer o seu papel de cidadão. O que continua acontecendo muito é a desinformação.
As pessoas não se informam e isso gera discriminação e preconceito. Por isso, nossas
campanhas são sempre informativas, claras e objetivas”, explica.

 

A rejeição da própria família é outro fator preocupante. Segundo Mara Beatriz de
Souza, secretária do Grupo de Apoio à Vida (Gavi), o primeiro medo do portador do**
HIV** é o de conversar com os parentes mais próximos e com o parceiro sobre o problema.“
Houve uma época em que **Aids** era uma doença de um grupo restrito. Hoje não tem
mais isso: é uma doença familiar, que pode surgir entre marido e mulher. Temos que
tomar cuidado porque, muitas vezes, eles mesmos se excluem da sociedade”, comenta.

 

No ambiente de trabalho, também há uma forte carga de preconceito contra as pessoas
com **Aids**. De acordo com Mara, não são raros casos de demissões repentinas quando
um diagnóstico é confirmado. “Eles não demitem por causa da doença em si, mas às
vezes arrumam um argumento qualquer e no fundo a gente sente que é por causa do 
preconceito.”

 

 

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## **A Notícia – SC**** **

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## Leia também

 * [Mulheres Soropositivos podem ter filhos saudáveis](https://soropositivo.org/mulheres-soropositivos-podem-ter-filhos-saudaveis/)
 * [AIDS: A luta contra o preconceito](https://soropositivo.org/aids-a-luta-contra-o-preconceito/)
 * [Uma nova arma contra a hepatite B](https://soropositivo.org/uma-nova-arma-contra-a-hepatite-b/)

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