# Casos de hepatite crescem no DF

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- Published: 2010-08-09T15:39:31-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

**TRIBUNA DO BRASIL – DF | GRANDE BRASÍLIA**

HEPATITE

 

Secretaria de Saúde aponta crescimento das infecções do vírus da hepatite no DF

Marina Cardozo

Uma doença silenciosa, que pode demorar décadas para se manifestar. Os dados referentes
à hepatite no Distrito Federal servem de alerta para a população. Na última década,
o número de pacientes infectados pelo vírus aumentou significativamente entre os
tipos A, B e C: saltou de 176 para 646 casos. Caso não seja diagnosticada a tempo,
a doença pode comprometer o funcionamento do fígado e evoluir para uma cirrose ou
câncer.

Segundo os dados da Secretaria de Saúde do DF, em 2000 não houve registros de pacientes
infectados pelo vírus da **HEPATITE C**, o tipo mais grave da doença. Já no ano 
passado, foram contabilizados 155 casos. Na última década, os casos de hepatite 
A triplicaram: foram 99 casos em 2000 e 300 em 2009. Neste mesmo período, o número
de pacientes que contraíram a **HEPATITE B** passou 77 para 191.

Sônia Geraldes, chefe do Núcleo de Hepatites Virais da Secretaria de Saúde, esclarece
que o crescimento também se deve ao aumento das notificações. “É provável que o 
número de casos registrados nas décadas anteriores seja maior, mas não havia o diagnóstico”,
ressalta a infectologista. De acordo com a projeção da Secretaria de Saúde, é possível
que 1,42% da população do DF tenham contraído o vírus da hepatite. O percentual 
corresponde a 25 mil pessoas.

A atual ação de combate e prevenção à hepatite no DF dá uma atenção especial ao 
tipo C, descoberta em 1989. A preocupação é necessária porque neste caso a doença
é silenciosa e pode demorar anos para se manifestar. Por isso, em alusão ao Dia 
Mundial de Combate as Hepatites Virais, comemorado no último dia 28, os brasilienses
puderam fazer de graça o teste da **HEPATITE C** na Rodoviária do Plano Piloto.

O público-alvo da ação do diagnóstico do tipo C é formado pelas pessoas que nos 
últimos 20 anos precisaram de transfusão de sangue, fizeram tatuagem, utilizaram
drogas injetáveis e que compartilharam seringas e agulhas. A vulnerabilidade destas
pessoas ocorre por causa do meio de contrair da **HEPATITE C**, por meio do sangue.
O contágio também pode ocorrer por meio da relação sexual. O exame é rápido, semelhante
ao de verificação da taxa de glicemia, no qual se espeta uma agulha no dedo. O diagnóstico
sai em cinco minutos. O teste é apenas uma ação isolada, pois ainda não está disponível
na rede pública de saúde.

Além da **HEPATITE C**, outra preocupação é a parcela da população que não tomou
as três doses da vacina contra o tipo B. O paciente recebe a primeira dose ao nascer,
ainda na maternidade. Mas grande parte da população com idades entre 11 e 19 anos
não tomou as doses adicionais. A orientação para essas pessoas é procurar o centro
de saúde mais próximo para regularizar a vacinação. Em relação ao tratamento da 
hepatite, a Secretaria de Saúde informa que todas as regionais possuem estrutura
para o atendimento.

Embora possua mais incidência, a hepatite A é considerada de menor risco, pois na
maioria dos casos o vírus evolui de forma benigna. “O paciente recebe tratamento
médico e é orientado a ficar de repouso até se curar”, explica a chefe do Núcleo
de Hepatites Virais. O tipo A da doença está relacionado às questões de higiene 
e saneamento básico.

Os sintomas da hepatite A são febre e dores nas articulações. A transmissão ocorre
pelo contato com fezes, alimentos ou objetos contaminados. De acordo com o Ministério
da Saúde, menos de 1% dos casos pode evoluir para hepatite fulminante. A incidência
é maior entre as pessoas com mais de 65 anos.

Transmissão

A hepatite pode ser transmitida por meio de relação sexual, na gestação e por meio
do sangue, saliva e do contato com fezes e água contaminada e alimentos que não 
foram higienizados adequadamente.

Para se prevenir da hepatite, a orientação é não compartilhar agulhas e seringas,
usar **PRESERVATIVO** na relação sexual e observar a higiene dos utensílios que 
têm contato com sangue (em salões de beleza, consultórios odontológicos e ao fazer
tatuagem ou colocar piercings).

Incidência no DF

2000

Hepatite A: 99 casos

**HEPATITE B**: 77 casos

**HEPATITE C**: 0 casos

2009

Hepatite A: 300 casos

**HEPATITE B**: 191 casos
 **HEPATITE C**: 155 casos

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 * [SLU vacina seus servidores contra Hepatite](https://soropositivo.org/slu-vacina-seus-servidores-contra-hepatite/)
 * [Hepatites: País tem 37,5 mil novos casos de hepatite por ano](https://soropositivo.org/hepatites-pais-tem-375-mil-novos-casos-de-hepatite-por-ano/)
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