# Dengue, AIDS e mortalidade infantil são desafios para governo de SP

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- Published: 2010-08-16T23:34:58-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

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**AVISO IMPORTANTE**

Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir
da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento
devem ser tomadas em conjunto com profissionais de saúde.

**HÁ VIDA COM HIV**

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 * [Em Peruíbe, mortalidade infantil preocupa autoridades.](https://soropositivo.org/en/dengue-aids-e-mortalidade-infantil-sao-desafios-para-governo-de-sp/#em-peruibe-mortalidade-infantil-preocupa-autoridades)
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## **Em Peruíbe, mortalidade infantil preocupa autoridades.**

**⌊dengue⌉⌊dengue⌉

Série Desafios

São Paulo exibe reportagens sobre eleições

Aumento dos casos da dengue, avanço da **AIDS** e mortalidade infantil são alguns
dos problemas que devem estar na pauta do futuro governador de São Paulo. Na terceira
reportagem da série Desafios SP, do Bom Dia São Paulo, o repórter Fernando Rocha
foi conhecer o tema que preocupa muitos paulistas.

Em Ribeirão Preto, no interior do estado, equipes de saúde pública saem à caça do
inimigo: o mosquito da dengue. Um dos alvos preferidos do inseto é o pneu. Em uma
borracharia da cidade, agentes da prefeitura derrubam uma pilha de pneus para realizar
a fiscalização.

“Basta um mosquito pra contaminar ate 30 pessoas. Então, você multiplica: há milhares
aqui. Quantas pessoas podem adoecer”, diz coordenador do combate ao mosquito em 
Ribeirão Preto, Maria Lúcia Biagini.

Até mesmo quem trabalha na área de saúde pegou a doença, como a agente Samanta dos
Santos. “Nenhum de nós está livre disso”, comenta ela.

Os números mostram que o estado de São Paulo passou por uma epidemia de dengue nos
primeiros meses do ano. Setenta por cento dos casos estão concentrados em 20 municípios.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, de janeiro a junho deste ano foram
157.200 casos de dengue em todo o estado. Ribeirão Preto é a cidade recordista de
casos: foram 13.007, seguida de São José do Rio Prto (8.604) e Araçatuba (6.067).

O sintomas da dengue comum são parecidos com os da gripe: dor no corpo, febre, dor
de cabeça. Na dengue hemorrágica, a mais perigosa , o doente também tem sangramentos
no nariz, boca e gengiva.

“Chegando esse período de verão, onde você tem uma intensidade da chuva e a oferta
de recipientes que acumula água,, então você tem essa infestação altíssima, consequentemente
tendo esse número de casos”, diz a diretora da divisão de Vigilância em Saúde, Maria
Luiza de Santa Maria.

**AIDS**

Na noite de São Paulo ronda outro inimigo: o vírus da **AIDS**, transmitido principalmente
pelo consumo de drogas injetáveis e nas relações sexuais desprotegidas. Homens que
fazem sexo com homens correm mais riscos, mas o número de mulheres contaminadas 
vem crescendo.

Nos últimos anos vem aumentando o número de mulheres contaminadas pelo parceiro 
que tem relações fora do casamento. A melhor defesa é usar **CAMISINHA**. O infectologista
Ricardo Soubhie Diaz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), diz que só
a minoria tem o hábito de usar a **CAMISINHA**.

“Não passa de 30% o número de pessoas que usa consistentemente a **CAMISINHA** em
todas as relações na maior parte dos grupos populacional”, diz Diaz.

No estado de São Paulo, 74 mil pessoas recebem o coquetel de remédios contra o vírus
da **AIDS**. Segundo especialistas, a eficiência dos medicamentos aumenta ano a 
ano, mas em 30% dos casos o tratamento tem efeito menor.

Um empresário que não quer se identificar descobriu que estava doente em 1988. O
vírus que ele tem resiste à ação dos remédios. Mesmo assim, ele não perde a esperança.“
O **HIV** me fez uma pessoa melhor. Teve momentos horríveis de saúde, internação”,
diz o empresário.

Realidades diferentes

Duas cidades, duas realidades diferentes. A pequena Santo Antônio da Alegria tem
um dos mais altos índices de qualidade de vida do estado. Em Peruíbe, no litoral
Sul, a mortalidade infantil assusta. São 24,3 mortes para cada mil nascidos vivos.
Em todo o estado, este índice é de 12,6 para cada mil nascimentos.

Peruíbe foi a cidade com o maior índice de mortalidade infantil em 2008. As mães
não confiam na qualidade do serviço de saúde da cidade. Há quem prefira dar a luz
em outras cidades. Na zona rural, o posto de saúde funciona apenas uma vez por semana.

Mas a situação começa a mudar. O Rotary Clube doou equipamentos para a maternidade
de Peruíbe. O número de recém-nascidos mortos começou a diminuir. “Fizemos a doação
de um berço aquecido, de uma incubadora, que faz com que a criança tenha uma sobrevida
maior”, diz o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Peruíbe, Alberto Carlos
de Sousa. Além do trabalho do banco de leite, a visita de agentes de saúde tem conseguido
reduzir a mortalidade infantil, em Peruíbe.

Em Santo Antônio da Alegria, o número de médicos por habitantes está acima da média.“
Nós temos trabalhando aqui cerca de 9/10 médicos diários. Para uma população de 
6 mil habitantes, é excelente”, diz José Afonso Rios, médico o Programa Saúde da
Família.

“Cem por cento asfaltado, uma cidadezinha limpa com 100% de esgoto tratado. Então,
nós vivemos num paraíso aqui”, comemora um morador.

## Leia também

 * [Medida simples derruba a mortalidade infantil](https://soropositivo.org/medida-simples-derruba-a-mortalidade-infantil/)
 * [Prevenção e tratamento da AIDS/HIV são desafios no Nordeste](https://soropositivo.org/prevencao-e-tratamento-da-aids-hiv-sao-desafios-no-nordeste/)
 * [Preconceito e emprego são desafios para jovens com HIV](https://soropositivo.org/preconceito-e-emprego-sao-desafios-para-jovens-com-hiv/)

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