# Estudos evidenciam que as estatinas podem reduzir o risco de doença cardíaca em pessoas soropositivo para HIV

- Link: https://soropositivo.org/en/estudos-evidenciam-que-as-estatinas-podem-reduzir-o-risco-de-doenca-cardiaca-em-pessoas-soropositivo-para-hiv/
- Published: 2015-03-12T09:00:51-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

![Logotipo do Soropositivo.Org](https://soropositivo.org/wp-content/plugins/machina-
analytica-integrada/assets/logo-soropositivo.webp)

**AVISO IMPORTANTE**

Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir
da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento
devem ser tomadas em conjunto com profissionais de saúde.

**HÁ VIDA COM HIV**

Este blog está online há 26 anos, 2 meses e 12 dias.

### Temas Tratados Nesta Página

 * [Reference](https://soropositivo.org/en/estudos-evidenciam-que-as-estatinas-podem-reduzir-o-risco-de-doenca-cardiaca-em-pessoas-soropositivo-para-hiv/#reference)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/en/estudos-evidenciam-que-as-estatinas-podem-reduzir-o-risco-de-doenca-cardiaca-em-pessoas-soropositivo-para-hiv/#leia-tambem)
 * [Like this](https://soropositivo.org/en/estudos-evidenciam-que-as-estatinas-podem-reduzir-o-risco-de-doenca-cardiaca-em-pessoas-soropositivo-para-hiv/#like-this)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/en/estudos-evidenciam-que-as-estatinas-podem-reduzir-o-risco-de-doenca-cardiaca-em-pessoas-soropositivo-para-hiv/#relacionado)

⌊Células sanguíneas e coração⌉⌊Células sanguíneas e coração⌉Há evidências de que
a terapia com estatina pode impedir a progressão da aterosclerose coronária (endurecimento
e estreitamento das artérias que irrigam o coração) em pessoas que vivem com HIV,
de acordo com os resultados de dois ensaios clínicos randomizados relatados na semana
passada na Conferência de 2015 sobre Retrovírus e  Infecções Oportunista (CROI),
em Seattle.

No primeiro estudo, o uso de atorvastatina (Lipitor) reduziu o volume total de depósitos
de placas nas artérias coronárias em pessoas com HIV, incluindo placas conhecidas
como “placas de morfologia alto risco”, que são particularmente vulneráveis ​​à 
ruptura aguda levando a ataques cardíacos, e morte súbita cardíaca. O segundo estudo
da terapia com estatinas em pessoas sob terapia antirretroviral descobriu que a 
rosuvastatina (Crestor) impediu a progressão do espessamento da [_**camada**** íntima-média**_](http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1012592?query=TOC&),
um marcador substituto para doença vascular e doença [aterosclerótica](http://pt.wikipedia.org/wiki/Aterosclerose).

> Ainda precisa ser demonstrado se a terapia com estatina se traduzirá, realmente,
> em menos eventos cardíacos e menos mortes entre as pessoas que vivem com o HIV;
> o uso de estatina foi pesquisado com o intuito de reduzir a doença cardiovascular(
> DCV) e fornecer um benefício de sobrevivência às pessoas da população em geral,
> não se limitando apenas às pessoas soropositivo para HIV. No entanto, os fatores
> de risco para DCV são um pouco diferentes para as pessoas HIV-positivas em relação
> com as HIV-negativas e, assim, a questão está sendo abordada pelo estudo “_REPRIEVE”_,
> um grande ensaio clínico multicêntrico que agora se inicia.

DCV em pessoas com HIV

“Mesmo que as taxas de morte e mortalidade relacionada ao HIV tenham sido reduzidas
com o uso da terapia antirretroviral mais potente, as taxas de doenças cardiovasculares,
incluindo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte súbita cardíaca
permanecem  extremamente prevalentes entre os pacientes soropositivo para HIV – 
insistentemente assim – e são causas líderes morbidade e mortalidade “, Steven Grinspoon
da Harvard Medical School disse aos participantes da conferência durante uma palestra
plenária na manhã do último dia da conferência.

> “Mas, infelizmente, há apenas uma compreensão limitada dos mecanismos e estratégias
> de tratamento para doença cardiovascular em HIV.”

Vários estudos de coorte têm sugerido que as taxas de ataque cardíaco e [doenças coronárias](http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3233/-1/doenca-das-arterias-coronarias.html)
são até duas vezes maior em pessoas HIV-positivas do que na população HIV-negativo.
Ambos os⌊Tabagismo⌉ fatores de risco tradicionais e não tradicionais contribuem 
para o aumento do risco. Por exemplo, o do que na população geral. De acordo com
análise publicada recentemente de 17.995 pessoas com HIV no Cohort Collaboration
[ART](https://www.google.com.br/?gfe_rd=cr&ei=2kv_VOjdIfCDsgfCyoAo&gws_rd=ssl#q=Cohort+Collaboration+ART),.

> No entanto, mesmo quando fatores de risco tradicionais são excluídos, há clara
> evidência de um aumento do risco de doenças cardiovasculares em pessoas vivendo
> com HIV. Uma análise dos Veterans Aging Cohort Study (CCVA) constatou que a taxa
> de risco (HR) de infarto agudo do miocárdio (MI) foi quase 50% maior em pacientes
> HIV-positivos em comparação com os veteranos do HIV-negativo, mesmo após o ajuste
> para fatores de risco tradicionais, comorbidades e uso de substâncias psicotrópicas.

No início da terapia (ART) era antirretroviral, grande parte da responsabilidade
pelo aumento nos ataques cardíacos entre as pessoas que vivem com o HIV foi ligado
a medicamentos antirretrovirais específicos, como o [abacavir](http://pt.wikipedia.org/wiki/Abacavir)(
Ziagen, também em Kivexa -não há dados disponíveis na Wikipedia com relação a esta
palavra), embora esta associação vem sendo controversa devido de evidências conflitantes.

> Dados mais recentes sugerem que a TAR (terapia antirretroviral) eficaz tem um 
> efeito positivo sobre o risco de doenças cardiovasculares, muito provavelmente
> por melhorar a função imunitária e reduzir a [ativação imunitária](http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_da_imunodefici%C3%AAncia_adquirida).

De acordo com Grinspoon, estudos recentes apoiam um paradigma mecanicista-emergente
em que a ativação imune e a inflamação persistente contribuem para uma apresentação
única da doença aterosclerótica em pessoas vivendo com HIV.⌊doencas-que-afetam-o-
coracao-3⌉

Estudos utilizando coronária angiotomografia computadorizada (CTA) demonstraram 
que as pessoas com HIV têm uma maior prevalência de depósitos de placas coronárias
não calcificadas em suas artérias, com características de morfologia de placas de
alto risco que têm sido associados com ataques cardíacos, acidente vascular cerebral
e morte súbita.

A inflamação crônica na superfície arterial, e, talvez, a alteração metabólica do
colesterol poderiam facilitar a formação destes depósitos de placa. Acredita-se 
que a inflamação possa ser resultante da ação de células T e a ativação de monócitos
como consequência do incremento da replicação viral ou **translocação microbiana**(
a fuga de bactérias do intestino para a circulação sistémica). Estudos descobriram
evidências de alterações na flora intestinal e danos ao intestino e à integridade
da mucosa prejudicada mesmo entre as pessoas com carga viral indetectável em (TAR).
Na verdade, grande parte dos danos ao intestino podem ter ocorrido antes de os pacientes
terem iniciado o tratamento, uma vez que este desgaste começa logo após a infecção.

⌊Caresses entre hommes⌉⌊Caresses entre hommes⌉Portanto, a prevenção e tratamento
de doenças cardíacas em pessoas vivendo com HIV, exigem uma intervenção que aborda
fatores de risco tradicionais e, também, relacionados ao sistema imunológico – e
Grinspoon acredita estatinas podem fazer exatamente isso. Estatinas levam a um menor
índice de lipoproteína de baixa densidade (LDL) o colesterol “mal” a um nível semelhante
tanto nas pessoas HIV-positivos quanto pessoas HIV-negativas, mas Grinspoon observou
que estudos na população em geral têm demonstrado um efeito maior sobre eventos 
cardiovasculares uma redução que poderia ser explicada pela redução dos níveis de
LDL apenas. Algumas das vantagens podem ser devidas a efeitos anti-inflamatórias
das [estatinas](http://pt.wikipedia.org/wiki/Estatina), uma vez que as estatinas
têm demonstrado capacidade para reduzir a inflamação arterial e reduzem a ativação
e o tráfego de monócitos.

Embora as estatinas tenham sido usadas ​​para reduzir o colesterol LDL em pessoas
sobre ART, Terapia Antirretroviral, só agora os estudiosos estão começando a avaliar
os efeitos da terapia com estatinas no curso das doenças cardiovasculares em pessoas
vivendo com HIV. Os resultados de dois dos primeiros estudos foram noticiados logo
após a palestra de Grinspoon.

A atorvastatina

> Além de reduzir eventos cardiovasculares, ultrassonografias intravasculares têm
> demonstrado que a terapia à base de estatina pode levar à regressão de placas 
> na população geral. No entanto, “nenhum estudo avaliou ainda diretamente os efeitos
> das estatinas na placa coronariana em pessoas vivendo com HIV”, disse Janet Lo,
> colega de Grinspoon do Hospital Geral de Massachusetts e Harvard Medical School.

Então, ela e seus colegas realizaram um duplo-cego, randomizado, controlado por 
placebo, para ver se a atorvastatina iria impedir a progressão da placa coronariana
e diminuir a inflamação vascular em pessoas HIV-positivas, sem sinais ou sintomas
de doença cardiovascular clínica e os níveis ideais de colesterol LDL ou próximo
a ótimas ( <3,36 mmol / L / 130 mg / dl).

No entanto, os participantes do estudo tinham, todos, uma ou mais placas, avaliadas
por angiografia coronária e tomografia computadorizada. Os participantes elegíveis,
em seguida, foram submetidos a tomografia de emissão de positrons (FDG-PET) digitalização
fluorodesoxiglicose e aqueles com inflamação arterial, aórtica alvo superior a 1,6,
foram incluídos no estudo.

Um total de 40 participantes qualificados foram randomizados para um ano de tratamento
com atorvastatina ou placebo para determinar os efeitos sobre a placa aterosclerótica
coronária. A maioria (cerca de 80%) eram homens, a idade média foi de cerca de 50
anos e quase 30% eram fumantes.

![tomógrafo em ação](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2015/03/tomografia.
jpg)

Não houve diferenças estatisticamente significativas nas características basais 
dos participantes nos dois braços da pesquisa. Escores de risco de Framingham (que
predizem o risco de um evento cardíaco nos próximos dez anos, com base na presença
de fatores de risco cardiovasculares tradicionais) foram bastante baixas e o nível
médio LDL foi de cerca de 3,23 mmol / L (125 mg / dL).

A maioria dos doentes tinha a infecção por VIH bem controlada e a proteína C-reativa(
um marcador de inflamação sistémica) não foi elevada a linha de base.

Durante os três primeiros meses de atorvastatina foi administrado em doses de 20
mg por dia, e, se o participante tolerava atorvastatina sem anormalidades laboratoriais
de segurança, a dose foi aumentada para 40 mg para os restantes nove meses do estudo.
Os dois grupos, tanto o de controle, com placebo, bem como o grupo de drogas ativas
também receberam orientações sobre estilo de vida saudável e aconselhamento nutricional
de acordo com a _National Cholesterol Education Program_ orientações.

![Medical doctors team with MRI spinal scan](https://soropositivo.org/wp-content/
uploads/2015/03/imagens-de-tomografias.jpg)

A análise das imagens de tomografia foi realizada por um único especialista em imagens
cardíacas, muito experiente, que desconhecia o grupo de tratamento e estado clínico
dos pacientes. O principal diagnóstico foi o volume da placa; e das placas foram
analisadas, também, as características de morfologia de alto risco, tais como baixa
atenuação, calcificação irregular e índice de remodelamento positivo.

> Como esperado, o colesterol LDL diminuiu no grupo da atorvastatina por 0,98 mmol/
> L (-38 (+/- 29) mg / dl), enquanto que o aumento no grupo de placebo por 0,28 
> mmol / L (11 (+/- 21) mg / dl). O volume global de placa medida no CTA coronária
> diminuiu 4,7% com atorvastatina. Notavelmente, houve um aumento de 18% no volume
> da placa dentro de apenas um ano, no grupo placebo. Além disso, a atorvastatina
> reduziu o volume da placa não calcificada de 19,4%, mas preocupante, no braço 
> do placebo, o volume da placa não calcificada tece um crescimento, ao longo de
> apenas um ano, de 20,4%.
> Da mesma forma, enquanto que 80% dos participantes no braço placebo sofreram uma
> progressão da placa ao longo do período de um ano, **65% dos que receberam atorvastatina
> experimentaram uma regressão da placa. **Três pacientes no grupo placebo desenvolveram
> progressão clinicamente significativa de estenose (estreitamento da válvula). 
> Não houve mudanças nos escores de cálcio (usado para prever o risco de eventos
> cardíacos futuros). No entanto, houve um aumento nas morfologias características
> de alto risco das placas no grupo de placebo, comparados com uma ligeira regressão
> dos recursos no braço atorvastatina.

![Human heart on medical background .](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/
2015/03/heart.jpg)

Devido às limitações técnicas, os efeitos das estatinas na inflamação arterial pelo
FDG-PET não puderam ser adequadamente avaliados. No entanto, os investigadores também
analisaram a inflamação vascular utilizando uma outra técnica: Os níveis de fosfolipase
A2 associada à lipoproteína, uma enzima segregada pelas células inflamatórias, que
tem sido implicada na aterosclerose. Eles descobriram que os níveis diminuíram significativamente
com atorvastatina, consistente com o encontrado em outros estudos, incluindo o estudo
SATURN-HIV.

Os níveis de glicose e hemoglobina A1C não pioraram no grupo da atorvastatina. Embora
o estudo não tenha sido delineado para avaliar especificamente _endpoints_ inflamatórios,
foi observada uma diminuição em vários marcadores de inflamação de ativação imune–
por exemplo proteína C-reativa e CD14 solúvel. TFG estimada (um marcador da função
renal) piorou dentro do grupo de placebo mas não no grupo da atorvastatina, embora
as comparações entre os grupos não terem sido estatisticamente significativas.

A taxa de eventos adversos foi baixa e semelhante entre os que usavam atorvastatina
ou placebo.

A rosuvastatina

O segundo estudo, apresentado por Graça McComsey da Case Western Reserve University,
em Cleveland, relatou conclusões do estudo SATURN-HIV, mostrando que a terapia de
rosuvastatina pode ser igualmente benéfica usando algumas medidas de saúde e risco
de DCV diferentes.

O SATURN-HIV foi um estudo duplo-cego de 96 semanas, no formato de ensaio clínico
randomizado de 10 mg por dia rosuvastatina versus placebo entre 147 pessoas com 
HIV em TARV estável com o colesterol LDL <3,36 mmol / L (130 mg / dl). As características
basais foram bem equilibradas entre os dois braços. A maioria (80%) eram homens 
e cerca de dois terços eram fumantes. Metade estava tomando inibidores de protease
no início do estudo e a contagem média de células CD4 era superior a 600 células/
mm3. No início do estudo, o IMT da carótida foi semelhante em ambos os braços. Pelo
menos um terço tinha placa de carótida (33% em rosuvastatina versus 43% com placebo)
ou calcificação da artéria coronária detectável (33% vs 40%, respectivamente).

Para serem elegíveis, os participantes tinham que ter indícios de ativação de células
T aumentada (CD8 + CD38 + HLA-DR +> 19%) ou aumento da inflamação (alta sensibilidade
proteína C-reativa> 2 mg / l). A randomização foi estratificada por uso de inibidores
de protease (dado o potencial de interações medicamentosas) e pela pontuação cálcio
arterial coronariana (CAC).

O ultrassom foi utilizado para avaliar a espessura íntima-média (IMT) da artéria
carótida comum e presença de placa de carótida. Scans Gated-TC cardíaca foram usados​​
para medir a pontuação CAC.

![Cholesterol plaque in artery](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2015/
03/colesterol-em-veia.jpg)

Como esperado, houve reduções significativas nos níveis de colesterol LDL no rosuvastatina
em comparação com o grupo placebo. A progressão da IMT média carotídea foi mais 
lenta do que o esperado, mas progrediu significativamente no grupo placebo durante
96 semanas, permanecendo inalterada no grupo rosuvastatina. As diferenças entre 
os dois braços eram mais acentuadas entre os participantes com calcificação da artéria
coronária linha de base. Não houve alteração na prevalência de placas carotídeas
pelo braço do estudo. A prevalência geral de calcificação coronariana detectável
parecia aumentar um pouco no braço rosuvastatina no decorrer do estudo, mas a mudança
na pontuação CAC no subgrupo de pacientes com calcificação da artéria coronária 
no início do estudo diminuiu significativamente em rosuvastatina.

![Blut](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2015/03/veia.jpg)

Alterações na EIM ocorreu independentemente de o uso de inibidor de protease, o 
nível de LDL, HOMA-IR (uma medida da resistência à insulina), a contagem de CD4,
proteína C-reativa ou ativação de células-T. Maiores declínios na IMT da carótida
foram vistos entre os participantes com maior IMT na linha de base e com maior IL-
6 e uma maior percentagem de CD14dimCD16 + monócitos de patrulha (ambos os marcadores
de inflamação e ativação imune).

Um total de 28 participantes – nove no braço rosuvastatina, o restante no braço 
do placebo – abandonou o estudo prematuramente e, entretanto, foram apenas três,
incluindo dois destinatários rosuvastatina, que fê-lo por razões possivelmente têm
a ver com a droga em estudo. Estes incluem um indivíduo com mialgia e alta _Creatinofosfoquinase_,
e uma possível exacerbação dos sintomas de neuropatia.

Avançando: predição de risco mais precisa se faz necessára

Os efeitos da atorvastatina e rosuvastatina em pessoas vivendo com HIV parecem ser
de uma magnitude semelhante ao que foi visto na população em geral, mas ambos Lo
e McComsey concluíram que mais estudos são necessários para verificar se as estatinas
e outros agentes anti-inflamatórios reduzem o número de eventos cardíacos em pessoas
com HIV.

O estudo [REPRIEVE ](http://reprievetrial.org/), que usa pitavastatina (Livalo) –
que é diferentemente metabolizado e não tem interações medicamentosas conhecidas
com antirretrovirais – deve ser capaz de fornecer essa resposta, e, além disso, 
também pode lançar luz sobre os mecanismos pelos quais as estatinas trabalham em
pessoas com níveis do  LDL próximos aos ideais.

Mas o estudo vai levar mais de 7.000 anos e vários participantes para chegar a uma
conclusão. Não está claro que todos os que vivem com HIV tem tempo para esperar.
Enquanto isso, será fundamental para identificar melhor o que as pessoas com HIV
são verdadeiramente em risco de eventos cardíacos – e tratá-los, se necessário.

Traduzido e adaptado por Claudio Souza com revisão de M. *. M. entre as noitede 
10 de março de 2015, do original Publicado no dia 10 de março de 2015 em inglês 
localizado em “[Studies offer mounting evidence that statins may reduce the risk of heart disease in people living with HIV](http://www.aidsmap.com/Studies-offer-mounting-evidence-that-statins-may-reduce-the-risk-of-heart-disease-in-people-living-with-HIV/page/2951936/)”
de Theo Smart

[Produced in collaboration with hivandhepatitis.com](http://hivandhepatitis.com/)

### Reference

Grinspoon S. _Cardiovascular disease in HIV patients: an emerging paradigm and call
to action._ 2015 Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI),
Seattle, abstract 134, 2015.

Lo J et al. _Statin therapy reduces coronary noncalcified plaque volume in HIV patients:
a randomized controlled trial._ 2015 Conference on Retroviruses and Opportunistic
Infections (CROI), Seattle, abstract 136, 2015.

Longenecker CT et al (McComsey G presenting). _Rosuvastatin arrests progression 
of carotid intima-media thickness in treated HIV_. 2015 Conference on Retroviruses
and Opportunistic Infections (CROI), Seattle, abstract 137, 2015.

## Leia também

 * [Risco Cardiológico Em Soropositivos – Estatinas Reduzem](https://soropositivo.org/risco-cardiologico-em-soropositivos/)
 * [O risco de doença cardíaca aumentou nos doentes seropositivos franceses](https://soropositivo.org/o-risco-de-doenca-cardiaca-aumentou-nos-doentes-seropositivos-franceses/)
 * [Abacavir relacionado com doença cardíaca e acidente vascular cerebral, tenofovir à insuficiência cardíaca, é muito usado nos E.U.A](https://soropositivo.org/abacavir-relacionado-com-doenca-cardiaca-e-acidente-vascular-cerebral-tenofovir-a-insuficiencia-cardiaca-e-muito-usado-nos-e-u-a/)

**Este blog existe há 25 anos.**
Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou 
de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo
que demore um pouco.E se quiser, mande um Pix de **R$ 0,25** pelos 25 anos de trabalho:**
Chave Pix:** solidariedade@soropositivo.org_Você também pode me escrever para: claudio@
soropositivo.org_

 * [  Email ](https://soropositivo.org/en/estudos-evidenciam-que-as-estatinas-podem-reduzir-o-risco-de-doenca-cardiaca-em-pessoas-soropositivo-para-hiv/?subject=%5BShared%20Post%5D%20Estudos%20evidenciam%C2%A0que%20as%20estatinas%20podem%20reduzir%20o%20risco%20de%20doen%C3%A7a%20card%C3%ADaca%20em%20pessoas%20soropositivo%20para%20HIV&body=https%3A%2F%2Fsoropositivo.org%2Fen%2Festudos-evidenciam-que-as-estatinas-podem-reduzir-o-risco-de-doenca-cardiaca-em-pessoas-soropositivo-para-hiv%2F&share=email)
 * [  Print ](https://soropositivo.org/en/estudos-evidenciam-que-as-estatinas-podem-reduzir-o-risco-de-doenca-cardiaca-em-pessoas-soropositivo-para-hiv/#print?share=print)
 * [  WhatsApp ](https://soropositivo.org/en/estudos-evidenciam-que-as-estatinas-podem-reduzir-o-risco-de-doenca-cardiaca-em-pessoas-soropositivo-para-hiv/?share=jetpack-whatsapp)

### Like this:

Like Loading…

### _Relacionado_