# Fundação pró-sangue valoriza doação com tecnologia

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- Published: 2009-06-19T22:48:42-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

, Autor ou Fonte Redatora é: Laura Rabelo Data: 23/10/2007 Sistema permitiu ao maior
Hemocentro do País ter mais transparência nos processos de coleta e distribuição
de sangueA Fundação Pró-Sangue de São Paulo, maior hemocentro da América Latina 
e um dos maiores do mundo, conseguiu garantir 100% de transparência e segurança 
no processo de coleta e distribuição de sangue. Usando tecnologia da Progress Software,
a Fundação, que coleta e processa mensalmente cerca de 15 mil bolsas de sangue e
distribui para 128 hospitais da Região Metropolitana de São Paulo, automatizou todo
o processo de doação, desde o cadastro dos doadores, passando pela triagem, até 
o envio do sangue para distribuição. Isso permitiu maior qualidade da doação, eliminando
o risco de erros e assegurando mais agilidade em toda a operação.O hemocentro recebe
mensalmente cerca de 17 mil candidatos para testes e exames e antes da informatização,
tudo era feito manualmente. De acordo com Marcelo Nunes Pereira, chefe do departamento
de Tecnologia da Informação da Fundação Pró-Sangue, cada candidato passa por quatro
etapas de triagem, antes da doação. Primeiro, ainda na recepção, ele apresenta seus
dados básicos, depois, passa por testes de anemia e sinais vitais e, em seguida,
responde a uma entrevista confidencial com cerca de 50 perguntas, com o objetivo
de avaliar se a doação pode trazer riscos para ele ou para o receptor.Depois da 
entrevista, o candidato ainda tem a oportunidade de dizer se tem ou não comportamento
de risco para Aids. Sua identidade é preservada, pois a bolsa é identificada pelo
código de barras. Se a resposta for “sim”, ele fará a doação, o sangue passará por
todos os testes e, mesmo que os resultados forem negativos, a bolsa será desprezada.
Se a resposta for “não”, a bolsa só será utilizada se todos os exames apresentarem
resultados negativos. “Quando tudo isso era manual, além de gerar um volume enorme
de papel, corríamos o risco de ter erros no andar do processo. Imagine o que poderia
acontecer se a ficha de um candidato apto à doação fosse trocada por um não-apto”,!
comenta o executivo.Agora, com o sistema da SBS Informática, parceiro da Progress
que desenvolveu o sistema, tudo é totalmente integrado e online. O candidato tem
somente uma ficha, que é atualizada a cada etapa do processo. Outra vantagem é que,
uma vez feito o cadastro, todo histórico do doador fica armazenado no banco de dados.“
Se, por exemplo, na primeira doação a pessoa apresentou algum problema, quando ela
voltar, este problema será mostrado antes mesmo de toda a triagem, eliminando re-
trabalho. Antes da implantação do sistema, não era possível consultar dados dos 
doadores, ou seja, a cada doação a ficha e todos os testes tinham de ser refeitos”,
explica.Após a doação, as bolsas de sangue são identificadas com o número da ficha
do doador e todas as etapas são rastreadas por login e senha do funcionário, o que
permite a identificação de eventuais problemas no atendimento. Os resultados dos
exames sorológicos são enviados ao doador em poucos dias e caso apresente alguma
alteração, o voluntário é convidado a comparecer ao setor médico que dará orientações
dos procedimentos a serem tomados. Uma novidade, recentemente implantada, é que 
os resultados podem ser enviados por e-mail ao doador. “A Fundação Pró-Sangue é 
o único Hemocentro do Brasil que envia resultados por e-mail”, afirma Pereira.O 
sistema permite ainda a integração com outras áreas do hemocentro. O setor de compras,
por exemplo, faz a consulta dos atendimentos para ter uma previsão de quando e quanto
precisa comprar de bolsas, tubos de coleta, etc. Com estes dados, é possível também
enviar comunicados aos doadores, como convites para novas doações. “Temos uma área
no hemocentro chamada Aférese. Trata-se de um processo de separação das plaquetas
durante a doação. Fazemos somente a retirada de plaquetas, devolvendo o sangue ao
doador, ou seja, ele precisa ter um bom número de plaquetas no sangue. Com o banco
de dados é possível identificar doadores potenciais e enviar os convites de doações”,
diz.A Progress Software implementou sua linha de tecnologia de banco de dados e 
ferramentas de desenvolvimento para assegurar o armazenamento de cada informação,
assim como garantir a segurança do ambiente. Hoje, a Fundação possui mais de 3 milhões
de doadores cadastrados no banco de dados, o que representa cerca de 100 milhões
de resultados de exames sorológicos. “Estes resultados são usados, inclusive, para
pesquisas científicas do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da USP”,
afirma o executivo. Antes de implantar o sistema, o grande desafio do hemocentro,
segundo Pereira, era escolher uma tecnologia que garantisse agilidade de todo o 
processo (coleta, processamento e distribuição de sangue), de forma segura e com
alta disponibilidade, que trabalhasse em missão crítica 24×7. “Fornecemos aproximadamente
43% de todo o sangue consumido na Região Metropolitana de São Paulo, portanto se
o nosso processo for lento, podemos até mesmo perder vidas. O sistema da Progress
supriu todas as nossas necessidades e deficiências”, diz.[14]Outro grande diferencial
da Progress, e um dos principais motivos da escolha de sua tecnologia, foi o custo.“
Além de resolver com mais eficiência nossos problemas e com o máximo aproveitamento
da estrutura pré-existente, a solução teve a vantagem de um custo nominal menor.
Com isto, não só garantimos um melhor custo de propriedade, mas também um nível 
de investimento bem mais suave e compatível com a nossa política de otimização de
despesas”, assinala Pereira.

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 * [Fundação pró-sangue, maior hemocentro da América Latina, automatiza todo o processo de doação](https://soropositivo.org/)

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