# Maior risco de problemas neurocognitivos em doentes com registo de   contagens de células CD4 baixas

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- Published: 2010-03-18T05:54:16-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

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**AVISO IMPORTANTE**

Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir
da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento
devem ser tomadas em conjunto com profissionais de saúde.

**HÁ VIDA COM HIV**

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  |  **Derek Thaczuk**, Friday, March 12, 2010 |

 

Um grande estudo nos E.U.A., que envolveu pessoas infectadas pelo VIH, revelou que
os problemas neurocognitivos, tais como, perda de memória, baixa concentração e 
reacções lentificadas, são mais comuns em pessoas que apresentaram contagens de 
células CD4 muito baixas antes do início do tratamento.

 O estudo, apresentado na Décima Sétima Conferencia sobre Retrovírus e Infecções
Oportunistas (CROI) em São Francisco, demonstrou que, na maioria dos doentes, o 
défice neurocognitivo detectado nos testes, não era facilmente aceite nem pelo doente,
nem pelo médico.

 O estudo _CNS HIV Antiretroviral Therapy Effects Research_ (CHARTER) é um estudo
prospectivo e observacional que envolveu um total de 1526 indivíduos infectados 
pelo VIH em seis centros dos E.U.A.

 Setenta e sete por cento dos participantes eram homens com uma média de idade de
43 anos, uma média actual de contagem de células CD4 de 420/mm3, sendo a média da
contagem mais baixa de sempre (nadir) de 172 cél./mm3. A terapêutica anti-retroviral(
TAR) estava a ser tomada por 71% dos participantes e 59% tinha carga viral indetectável.

 Os participantes do estudo foram avaliados cabalmente no que diz respeito ao défice
neuropsicológico (NP). A demência associada ao VIH (DAH) foi diagnosticada e classificada
de acordo com os critérios estabelecidos (Frascati). Também foi recolhida informação
sobre outras infecções oportunistas ou outras patologias que pudessem contribuir
para os transtornos neurológicos. Os participantes eram classificados “com défice
NP” ou “sem défice NP”. As taxas de défice neurocognitivo foram altas, tendo esta
situação sido diagnosticada em 52,4 dos doentes.

 Entre os 799 com défice NP, quase um quarto (24,5%) tinha outras condições major
associadas. Dos que não as tinham, a maioria (71,0%) sofria de défice assintomático,
24,5% tinha transtornos neurocognitivos menores e somente 4,5% tinha demência associada
ao VIH.

 As contagens de nadir de células CD4 mais altas foram o único factor associado 
com as baixas taxas de transtornos neurocognitivos, não tendo havido essa associação
com a contagem de CD4s actual. O défice foi significativamente menor nos que tinham
um nadir de CD4 ≥350 cél./mm3 em comparação com os que tinham um nadir <350 cél.
mm3 (razão de ocorrência [ro] 0,62, 95%; intervalo confiança [ic], 0,45–0,84).(
verificou-se uma tendência estável para a menos défice nas escalas
de contagens células cd4 intermédias, mas as diferenças não atingiram significado
estatístico.)

 associação permaneceu significativa mesmo depois do ajuste o valor carga
viral, idade, sexo, etnia e duração da infecção pelo vih, sendo ainda mais forte
em doentes sob efeito tar com carga viral <50 cópias ml.

 como estudo foi baseado em dados retrospectivos, osinvestigadores afirmaram que seria necessário um ensaio clínico controlado confirmar estes resultados.
todavia,
sugere ao se permitir declínio contagem células
cd4 níveis inferiores às 350 mm3 pode-se proteger contra desenvolvimento demência associada vih no futuro.

 **referência ** ellis r _higher nadir is associated withreduced rates of
hiv-associated neurocognitive disorders in
the charter study: potential implications
for early treatment initiation_. 17th conference on retroviruses and opportunistic
infections, san francisco, abstract 429, 2010.

 **mais informação** [pode consultar resumo site oficial conferência](http:>