# Medida simples derruba a mortalidade infantil

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- Published: 2009-06-19T22:51:09-03:00
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 * [O Estado de S. Paulo](https://soropositivo.org/medida-simples-derruba-a-mortalidade-infantil/#o-estado-de-s-paulo)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/medida-simples-derruba-a-mortalidade-infantil/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/medida-simples-derruba-a-mortalidade-infantil/#relacionado)

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Vida &

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28/NOVEMBRO/07

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Uma equipe multidisciplinar acompanha as gestantes em Camacho, Minas Gerais. Região
registra 7,64 mortos por mil nascidos vivos

Eduardo Kattah

A ampla e intensiva assistência às gestantes e aos recém-nascidos proporcionou à
pequena cidade de Camacho, no centro-oeste mineiro, alcançar um dos melhores índices
de mortalidade infantil, segundo o Ministério da Saúde. Os 3.300 habitantes do município,
a maior parte vivendo na zona rural, são atendidos por uma equipe multiprofissional
do Saúde da Família e há pelo menos uma década toda criança recém-nascida recebe
acompanhamento da situação alimentar e nutricional. Conforme dados de 1995, Camacho
e microrregião apresentam um índice de 7,64 mortes para cada mil nascidos vivos.

Aos 3 anos, completados em julho, Gabriel Batista Alves Silveira esbanja saúde e
disposição para brincadeiras. A cada salto do garoto, a mãe, Marilene Batista de
Oliveira Alves, de 20 anos, lembra, aliviada, da angústia que passou durante a gravidez.
O exame pré-natal detectou que a jovem estava infectada com o vírus da rubéola, 
doença que pode acarretar conseqüências graves para o bebê, como má-formação congênita,
surdez e problemas mentais, além do risco de aborto e natimortos. "Não tive nenhum
sintoma. Depois dos exames de gravidez eu nem acreditava. Fiquei assustada, com 
medo de meu filho nascer com má-formação, de não sobreviver", diz a mãe. A enfermeira
responsável pelo programa Saúde da Família, Fabiana Tambellini Casali, observa que
o exame de rubéola só faz parte das sorologias obrigatórias do pré-natal pelo Ministério
da Saúde caso a paciente apresente sintomas. "Mas em Camacho o exame foi incluído
como rotina. No caso da Marilene, não havia nenhum sintoma, nenhum indício. Por 
isso, a importância do exame preventivo", avalia. O feto não desenvolveu a Síndrome
da Rubéola Congênita (SRC). "Foi uma gestação que exigiu muitos cuidados mas, graças
a Deus, correu tudo bem. A mãe foi assistida, ficou curada e a criança passa muito
bem. Ela nasceu saudável, recebeu todo o acompanhamento e não tem nenhum tipo de
deficiência", diz Fabiana. Gabriel nasceu com 3,9 quilos e 53 centímetros. "Tive
todo tipo de apoio", observa a mãe. "O sistema (de saúde) melhorou muito por aqui.
Todo mês vem agente, que pesa a criança, faz um acompanhamento total. Ele (Gabriel)
fez todos os exames." PROGRAMAS Marilene, o filho e o marido, o lavrador Ulisses
Alves da Silveira, de 27 anos, moram em uma casa simples, mas confortável, na área
urbana de Camacho. O lavrador vive de trabalhos eventuais e precisa complementar
a renda com o repasse de R$ 76 que recebe todos os meses do Bolsa-Família – que 
substituiu antigos programas, como o de distribuição de leite. Para o secretário
municipal de Saúde, Darci Eduardo Maia, a implementação do Saúde da Família e o 
monitoramento por meio do programa federal Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional(
Sisvan) foram decisivos para os resultados referentes à mortalidade infantil. No
cargo há 9 anos, Maia acredita que a continuidade do trabalho também tem influência
no resultado positivo. "Não houve interrupção por questões políticas", afirma. As
contrapartidas da prefeitura, segundo ele, visam a complementar os trabalhos de 
atenção primária. VITAMINAS De acordo com Fabiana, no caso das gestantes, há aproximadamente
dois meses o município iniciou o fornecimento de suplementos vitamínicos, como ácido
fólico e sulfato ferroso, considerados importantes para prevenir anemia na mãe e
no feto, além de má-formação congênita. "Fazemos realmente um acompanhamento intensivo",
insiste a enfermeira. "Há seis anos não é detectado nenhum caso de HIV em gestantes,
por exemplo." Em Camacho, conforme Fabiana, o diagnóstico mais comum é o de pacientes
com hipertensão arterial crônica. Mas os casos mais graves são transferidos para
hospitais de cidades-pólo. "O pré-natal de alto risco tem de ser referenciado. Nos
últimos três anos, tivemos apenas um caso", enfatiza a enfermeira.

## Leia também

 * [Dengue, AIDS e mortalidade infantil são desafios para governo de SP](https://soropositivo.org/dengue-aids-e-mortalidade-infantil-sao-desafios-para-governo-de-sp/)
 * [A ajuda internacional funciona](https://soropositivo.org/a-ajuda-internacional-funciona/)
 * [Durante a gestação](https://soropositivo.org/durante-a-gestacao/)

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