# Hoje, mais de metade de todas as pessoas que vivem com HIV nos EUA

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- Published: 2016-04-23T12:00:39-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

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**AVISO IMPORTANTE**

Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir
da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento
devem ser tomadas em conjunto com profissionais de saúde.

**HÁ VIDA COM HIV**

Este blog está online há 26 anos, 2 meses e 13 dias.

### Tópicos Tratados Nesta Página

 * [Imunossenescência](https://soropositivo.org/en/o-hiv-e-envelhecimento-precoce-2/#imunossenescencia)
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Hoje, mais de metade de todas as pessoas que vivem com HIV nos Estados Unidos estão
com 50 anos de idade ou mais. Isto é principalmente porque as pessoas estão a viver
muito mais tempo com o HIV graças a uma eficaz terapia anti-retroviral (TARV), e
que essas são boas notícias!

A má notícia é que a pesquisa cada vez mais demonstra que as doenças que normalmente
atacam pessoas com sorologia negativa na faixa dos 60 e 70 anos estão ocorrendo 
em pessoas com HIV em seu 40s e 50s. Estas preocupações têm trazido a questão do
envelhecimento com HIV ao palco central. Uma das maiores questões não respondidas
é por que isso está ocorrendo. Quer se trate de ataques cardíacos, fraturas ósseas,
doença renal ou certos cânceres, as taxas dessas condições em pessoas HIV positivas
são alarmantes. Não está claro quanto o HIV contribui para estas condições e quanto
é explicado por outros fatores (como tabagismo, drogas antirretrovirais e infecção
por outros vírus).

Mas a maioria das pessoas soropositivas podem fazer muito para abrandar o processo
de envelhecimento e a proteção contra o aparecimento de doenças relacionadas com
a idade. Antes, é importante entender como funciona o envelhecimento.

O que é o envelhecimento?
 Quando pensamos em alguém como “velho”, tendemos a pensar
que a pessoa viveu um certo número de anos: 70, 80, 100. Para o Instituto Nacional
sobre o Envelhecimento, no entanto, o foco não é sobre quanto tempo alguém foi viva,
mas sobre o inevitável declínio na aptidão física e saúde que ocorre quando uma 
pessoa chega mais tarde a vida.

Houve um tempo em que os investigadores olharam para uma central de causas do envelhecimento,
mas eles já perceberam que há uma variedade de fatores – incluindo os nossos genes,
o nosso ambiente e as infecções de vírus e bactérias prejudiciais que contribuem
para o fenômeno do envelhecimento em sobreposição de formas.

 

Algumas pessoas simplesmente ganham na “loteria genética”. Eles herdam genes que
lhes permitem permanecer saudáveis e bem vitais em seus 80 e 90 anos, enquanto que
outros têm genes que os colocam em maior risco de desenvolver câncer ou doença cardiovascular
ao atingirem seus 40 anos.

Algumas pessoas são capazes de minimizar os fatores ambientais e comportamentais
conhecidos por apressar o processo de envelhecimento. Eles comem bem, praticam exercícios
físicos e permanecem socialmente e intelectualmente engajados na vida. Os efeitos
de tais fatores ambientais e comportamentais sobre a saúde de uma pessoa são profundos.

Da mesma forma, algumas pessoas são capazes de evitar a infecção com o vírus e bactérias
mais prejudiciais ao longo de suas vidas, ou têm sistemas imunes capazes de manter
as infecções “sob controle”. Outros poderão ter de lidar com infecções prejudiciais
tais como [hepatite ](http://www.aidsmeds.com/articles/HBV_9976.shtml) (HBV), hepatites(
HCV),[Vírus](http://www.aidsmeds.com/articles/HPV_6805.shtml) do Papiloma Humano(
HPV), [citomegalovírus](http://www.aidsmeds.com/articles/CMV_6768.shtml) (CMV) e
HIV de tudo que pode aumentar significativamente o risco de problemas de saúde mais
adiante na vida.

Esses fatores genéticos, ambientais e biológicos podem se sobrepor e levar-nos a
iniciar o processo de envelhecimento, chamado “senescência”, e senescência vai pôr
todo o caminho até o nível celular.

 

As células em nossos corpos dependem de uma tesoura curto de DNA, chamados telômeros,
para reproduzir. Quando somos jovens, as células do nosso organismo também tendem
a ser jovens, em que olhar e agir da mesma forma que a primeira geração de células
que começam quando estávamos em desenvolvimento no ventre materno. À medida que 
envelhecemos, contudo, as células do nosso organismo são muitas centenas ou milhares
de gerações removidas a partir das células originais, e vertentes do código no final
dos telômeros do DNA são menores. Se os telômeros estão em boa forma, como quando
eles são jovens, cada nova geração de células funciona bem. Quando os telômeros 
ficam demasiado curtos, no entanto, cada nova geração de funções das células se 
reproduz pior chegando ao ponto onde as células às vezes não conseguem reproduzirem-
se todas.

As células com defeito podem levar a problemas reais. Se as nossas células musculares
e ósseas não puderem fazer novas células, que funcionam bem porque os telômeros 
se tornaram demasiadamente curtos, isso torna bem mais provável que nossos músculos
e ossos sejam fracos. Músculos e ossos fracos implicam num maior risco de queda 
e um risco maior de que vamos quebrar um grande osso. As células cerebrais com defeito,
ou parcialmente ineficientes, podem levar a problemas de coordenação-motora e problemas
de memória. As células imunes com defeito não são capazes de manter as infecções
e cânceres sob o controle em que as mantiveram durante, talvez décadas, e estes 
agressores podem começar a “ganhar territórios”.

É esta última categoria de senescência, chamada imunossenescência relacionada à 
idade, que tem particular relevância para as pessoas com HIV.

Como é que o HIV afeta o processo de envelhecimento?
 Os educadores muitas vezes
explicam o que acontece nos corpos das pessoas com HIV como uma batalha: uma guerra
entre o vírus e células imunes. O HIV não é único a este respeito, contudo. O sistema
imune está constantemente “em guerra” com um host de organismos prejudiciais de 
vírus e bactérias que se tenha obtido em nossos corpos e também com as nossas próprias
células que se tornam defeituosas e iniciam a reprodução muito rapidamente – o que
chamamos de câncer.

Onde o HIV difere de muitas outras doenças é que em 99% das pessoas soropositivas,
o sistema imune não controla o vírus muito bem. Este estado de constante batalha,
onde o vírus se reproduz e o corpo luta contra ele, mantém o sistema imunológico
cronicamente em alta alerta, uma síndrome chamada inflamação.

A inflamação não é inerentemente má – precisamos dela para combater infecções como
a gripe, para reparar os danos aos tecidos do corpo e a prevenir o crescimento de
certos cânceres desmarcada a inflamação poderia causar o caos absoluto sobre o corpo:
causando o acúmulo de ataque cardíaco e AVC, causando placas nas nossas artérias,
alimentando o crescimento de alguns tipos de câncer e da queima de nossos sistemas
imunes.

Temos conhecido desde os primeiros anos da epidemia que o sistema imune de pessoas
com HIV foram cronicamente inflamados, mas antes da introdução da combinação da 
potente terapia anti-retroviral (TARV), no final da década 90, a maioria das pessoas
com HIV morreu muito jovem e muito rapidamente para as consequências a longo prazo
dessa inflamação serem conhecidas. Uma vez que a TARV ficou disponível e as pessoas
começaram a viver muito mais tempo, cientistas foram finalmente capazes de estudar
os efeitos a longo prazo da inflamação em pessoas vivendo com HIV.

Na última década, numerosos estudos produziram alguns achados importantes. Sabemos
que a inflamação é significativamente reduzida em pessoas que são capazes de obter
e manter suas cargas virais indetectáveis usando TARV. Esta é uma das razões que
o departamento de saúde e serviços humanos (DHHS) recomendam as diretrizes de tratamento
que as pessoas iniciem o tratamento do HIV mais cedo. Infelizmente, temos também
aprendido que a carga viral indetectável não significa que a inflamação é completamente
bloqueada -ele ainda pode ser detectado e potencialmente causar problemas, em pessoas
que estão respondendo bem à TARV.

Enquanto os pesquisadores estão preocupados com a forma como a inflamação afeta 
diretamente os principais órgãos como o coração, o fígado e os rins, eles também
estão interessados em saber como a inflamação crônica afeta o próprio sistema imune.
O sistema imunológico da pessoa continua a batalha contra o HIV mesmo se a TARV 
está sendo usado – o mais provável que a pessoa tenha a experiência de possuir imunossenescência
relacionada à idade, por vezes também chamada ” exaustão imune”. Esta condição significa
que células imunes não reagem de forma adequada quando confrontadas com um novo 
desafio. Elas também não se reproduzem facilmente ou com eficiência. De fato, quando
os cientistas têm a células imunes das pessoas com HIV, acham que essas células 
frequentemente têm o mesmo grau de esgotamento imune como as pessoas HIV-negativos
que são muitas décadas mais velhos.

Estão as pessoas com HIV sofrendo de envelhecimento mais rapidamente?

Como mencionado acima, qualquer número de fatores pode tornar as pessoas mais susceptíveis
de ter doenças relacionadas com a idade e condições em taxas mais elevadas e idades
mais jovens. Pessoas com HIV são mais susceptíveis de ter alguns desses fatores 
de risco do que pessoas HIV negativas, conduzindo assim a terem um quadro de saúde
pior quando ficarem mais velhas. Os pesquisadores têm também se perguntado como 
ou se o HIV por si só é um fator de risco para as doenças relacionadas com a idade
e condições.

Não há dúvidas de que muitas das doenças associadas com o envelhecimento ocorrem
em taxas muito maior em pessoas com HIV e muito mais jovens do que em pessoas não
vivem com o vírus. Aqui estão apenas algumas destas condições:

 * [Ossos](http://www.aidsmeds.com/articles/Bones_7548.shtml) enfraquecidos
 * [Perda](http://www.aidsmeds.com/articles/BodyChanges_4793.shtml) de Massa muscular
   e má distribuição da gordura corporal
 * [Doenças](http://www.aidsmeds.com/articles/Hyperlipidemia_7522.shtml) cardio 
   vasculares
 * [Doenças](http://www.aidsmeds.com/articles/Hepatotoxicity_7546.shtml) do fígado
 * [Doenças](http://www.aidsmeds.com/articles/kidneys_12385.shtml) renais

 

Nota do tradutor: todos os links mostrados acima levam a outro site, em inglês e
eu os mantenho porque tenho a pia intenção de voltar aqui quando tiver um tempo 
para traduzi-los e atualizar o link. Obrigado.

Alguns especialistas acreditam que um certo número de fatores para além do HIV pode
contribuir significativamente para estes problemas. Considere o seguinte:

 * Pessoas com HIV tomar ARVs, algumas das quais podem contribuir para a perda óssea,
   dano renal, a redistribuição de gordura e níveis elevados de colesterol e triglicérides.
 * Pessoas com HIV são muito mais susceptíveis do que a população em geral a ser
   infectados com hep B ou hep C; ou, às vezes, todos os três e estes aumentam o
   risco de câncer do fígado, insuficiência hepática, doença renal e diabetes.
 * Pessoas com HIV são muitas vezes mais susceptíveis de ser cronicamente infectados
   com o papilomavírus humano (HPV), o que faz com que o câncer cervical e anal 
   bem como dos cânceres da cabeça, do pescoço e da garganta tornem-se ameaças imanentes.
 * Pessoas com HIV são até três vezes mais susceptíveis à fumaça do tabaco, que 
   é uma das principais causas de ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais
   e câncer de pulmão e enfisema.
 * As pessoas com HIV têm taxas de doença mental e abuso de substâncias que são 
   muitas vezes mais elevadas do que em pessoas que não têm o HIV e essas doenças
   aumentam o risco de numerosas outras doenças.

Nota do tradutor. Confesso que gosto de experiências sensoriais e, às vezes, faço
uso inadequado de alguns psicotrópicos. E não me julgue, se vc passar seis meses
tomando uma injeção de 5ml de morfina para aplacar uma dor implacável oriunda de
uma neuropatia periférica e, depois disso, passar a tomar uma medicação 37 veze 
mais potente que a própria morfina você concluirá eu 5 comprimidos de diazepam e
água com açúcar só tem, de diferente, o adocicado.

 * O HIV pode infectar os tecidos chave diretamente no osso, o cérebro e o sistema
   circulatório e que a inflamação pode causar danos relacionados ao coração, sistema
   nervoso, o fígado e os rins.

> Esses fatores provavelmente desempenham papéis importantes no aumento das taxas
> de doenças relacionadas com o envelhecimento da população e condições visto em
> pessoas com HIV. O que especialistas ainda não descobriram é como a própria infecção
> pelo HIV poderá exacerbar dos factores de risco subjacentes-através de inflamação
> e possui imunossenescência relacionada à idade-conhecidos por contribuir para 
> problemas relacionados com o envelhecimento.

Os pesquisadores estão trabalhando para tentar compreender quão rapidamente a inflamação
e possui imunossenescência relacionada à idade ocorrem em pessoas com HIV, depois
de se tornarem infectados. Há evidências de que ela começa a acontecer muito em 
breve após uma pessoa ter contraído o HIV, mas que o bom controle do vírus (quer
porque uma pessoa naturalmente controla o HIV bem ou porque ele ou ela recebe TARV)
pode retardar um pouco este processo.

Especialistas ainda não chegaram a acordo sobre a melhor maneira de medir a inflamação
e mensurar a imunossenescência relacionada à idade, e nós ainda não sabemos o quanto
eles contribuem independentemente para doenças relacionadas com o envelhecimento
em pessoas HIV negativo ou em pessoas com HIV. Estão em curso trabalhos de pesquisa,
contudo, para tentar responder a essas perguntas. Entretanto, há muito que a pessoa
média vivendo com HIV pode fazer para reduzir o risco de muitas doenças relacionadas
com a idade e condições.

É possível retardar o processo de envelhecimento?
 Estamos muito longe de descobrir
a fonte da juventude, mas um certo número de factores são consistentemente associados
com redução do risco de desenvolvimento de doenças relacionadas com a idade e condições

> Não fume tabaco. Fumar tabaco é uma das mais prejudiciais coisas que as pessoas
> podem fazer para seus corpos e suas chances de viver uma vida longa e saudável.
> A maioria das pessoas sabe que pode causar câncer do pulmão e outras doenças pulmonares.
> Alguns sequer sabem que podem aumentar o risco de ataques cardíacos e acidentes
> vasculares cerebrais. Mas ela também está associada a numerosas outras doenças
> relacionadas com a idade – incluindo a perda mineral óssea, massa muscular, problemas
> com a memória e a concentração e a idade de cânceres relacionados, tais como anal,
> mama, do colo do útero e do câncer de próstata. [Click here](https://prod.poz.com/basics/hiv-basics/hiv-smoking)
> Para obter algumas dicas sobre o hábito de fumar.
>  Minimizar o consumo de álcool
> e de drogas. Dados consistentes sugerem que o consumo moderado de álcool pode 
> realmente proteger o coração e baixar a pressão arterial. No entanto, a American
> Heart Association recomenda que homens que bebem álcool não devem consumir mais
> de duas bebidas por dia e que as mulheres não devem consumir mais de um. Estudos
> têm encontrado que as pessoas que bebem regularmente mais, estão em maior risco
> de acidente vascular cerebral, diabetes, obesidade e acidentes graves. Pessoas
> com HIV que têm problemas de fígado têm de ter um cuidado especial com álcool.
> Os dados são menos claros sobre como várias drogas recreativas afetam o processo
> de envelhecimento, embora o uso crônico de anfetamina (“cristal”) e o uso de cocaína
> têm sido implicados na avaliação de possíveis causas de problemas de memória, 
> perda mineral óssea e doença cardíaca. Além disso, uso excessivo da maioria das
> drogas está associado com menor expectativa de vida e aumento do risco de depressão
> e de suicídio e outras consequências graves (!!! Mais graves que o suicídio?) 
> para a saúde.

Exercício. Em média, as pessoas que se exercitam regularmente são muito mais saudáveis
em numerosos aspectos do que as pessoas que não praticam o exercício físico regularmente.
Exercícios físicos são bons para cada parte específica do corpo.

Aqui fala o tradutor. Lembro-me de ter ouvido o Dr. Dráuzio Varella em algum lugar
no youtube que o corpo humano é cheio de “dobradiças e alavancas”, mostrando, com
clareza, que o corpo humano foi feito para se mover e não para o sedentarismo (eu
diria ociosidade abusiva).

![heart-1-1566858](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2016/04/heart-1-1566858.
jpg?w=228)

Benefícios do exercício regular incluem reduções no risco de:

 * As doenças cardiovasculares, diabetes e síndrome metabólica
 * O declínio cognitivo associado à idade
 * Perda mineral óssea e perda muscular (causando inclusive ganho)

Exercícios físicos (doravante faço um acordo tácito com o leitor e digo apenas exercício)
também reduz a inflamação por todo o corpo, com melhora dos sintomas de depressão
e ansiedade, e se apressa a recuperação quando a doença atinge. Nem todos são igualmente
capazes de exercício e um médico deve assinar em qualquer plano de exercício, mas
há uma série de maneiras de se movimentar. [Click here](https://prod.poz.com/basics/hiv-basics/hiv-exercise)
Para algumas sugestões.

![healthy-food-1328279](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2016/04/healthy-
food-1328279.jpg?w=350)

> Comer bem. Além do exercício, dieta alimentar também ajuda a determinar quem vai
> viver uma vida longa e saudável. Especialistas estão divididos sobre a dieta ideal.
> Alguns argumentam contra o consumo de praticamente qualquer gordura. Outros dizem
> que as gorduras, pelo menos as gorduras saudáveis de por exemplo, de azeite, “
> frutos” como amêndoas, castanhas do Pará e outras desta mesma linhagem, abacates
> e peixe são realmente muito boas e não são o problema, mas, e, entretanto, os 
> açúcares em geral são fatores deletérios para a sua saúde. Alguns argumentam para
> um modo de vida vegetariano, enquanto outros afirmam carnes são apenas excelentes.
> Dietas da “moda” (sucos “detox”, apenas para citar um vigente na atualidade) que
> vêm e vão apenas para confundir ainda mais as coisas. Tudo isso pode tornar muito
> difícil de decidir sobre a melhor dieta.

O que a maioria das dietas de boa reputação têm em comum é ver o consumo calórico,
juntamente com uma ênfase em incluir lotes de frutas e produtos hortícolas grãos
inteiros e feijão, e depois apreciar tudo com moderação. A maioria também salienta
a importância de comer tipos de peixes mais saudáveis e limitar o consumo de carne
vermelha e praticar o consumo de carnes mais eficientes, tais como as de frango 
e peixes, especialmente o salmão, sempre que possível evitando a pele destas criaturas.
Quando se trata de “matérias gordas”, há um consenso crescente de que as gorduras“
saudáveis” -por exemplo, de azeite, “frutos” como amêndoas, castanhas do Pará e 
outras desta mesma linhagem, e os abacates são realmente boas para você.

⌊sugar-6-1466970⌉⌊sugar-6-1466970⌉O que a maioria das dietas de boa reputação também
estão de acordo é que muito açúcar e muitos alimentos processados (pelo seu bem,
evite aqueles “semi-prontos” que precisam apenas serem colocados no micro-ondas 
por 13 ou 14 minutos… Isso é lixo orgânico e não acrescenta nada de saudável para
vc, cozinhe sua comida) e alimentos fritos são o principal fio  condutor de diabetes,
doença cardiovasculares e uma série de problemas de saúde nos Estados Unidos (no
Brasil também). A comutação de uma dieta “saborosa, porém doentia” para uma forma
saudável de comer é difícil para muitas pessoas – é por isso que tantas vezes as
dietas falham. Para obter mais informações sobre nutrição e HIV, [click here.](https://prod.poz.com/basics/hiv-basics/hiv-nutrition)

> Tratamento do HIV. Orientações para o tratamento do HIV atuais recomendam começar
> terapia ARV pelo menos tão logo que a sua contagem de CD4 cai abaixo de 500 (nota
> do editor: Este texto tem um determinado tempo de existência onde realmente começava-
> se a TARV nestes níveis. O Estudo START provou que a melhor coisa a ser feita 
> é iniciar o tratamento imediatamente após o diagnóstico e leva-lo a sério com 
> comportamento draconiano quando se fala em horários para as tomadas. Não estou
> vivo há 22 anos com HIV porque paro de tomar meus remédios nos finais de SEMANA)…
> A principal justificativa para esta recomendação vinha de dados mostrando que 
> o HIV e a consequente elevação do nível de inflamação, pode aumentar substancialmente
> o risco de doença cardiovascular, doença hepática e outras condições. Alguns especialistas
> agora recomendar o tratamento ainda mais em contagens mais baixas de CD4 para 
> a mesma razão, especialmente naqueles com alto risco subjacente para doença cardiovascular,
> doença hepática ou outros problemas de saúde.

Nem toda a gente tem os mesmos riscos subjacentes para os tipos de doenças que o
painel demonstrou que estavam preocupados, no entanto. Por exemplo, pessoas com 
ausência de história familiar de doença cardíaca, que nunca fumaram e que não têm
o vírus da hepatite C ou B têm um baixo risco de base para adoecer com doenças cardiovasculares,
doença hepática ou renal. Para essa pessoa, a decisão sobre quando iniciar o tratamento
pode ser diferente do que a de uma pessoa que não têm uma história familiar de doença
cardíaca ou que fuma ou tem HCV. Em que conta, as orientações oferecem alguma flexibilidade.

> O que é evidente, porém, é que há mais pessoas a aguardar o início da terapia 
> depois da sua contagem de CD4s cair abaixo de 500, e, com toda a certeza o maior
> o risco de desenvolvimento de doenças ligadas à idade provavelmente crescerá. 
> De fato, um dos mais potentes preditores de maior risco para a maioria das doenças
> relacionadas com a idade é uma contagem de CD4 abaixo de 200.
> Tratar outras infecções. Corrente HBV e HIV diretrizes recomendam que as pessoas
> com ambas as infecções devem começar a terapia de HIV (com um backbone de tratamentos
> que combatem também contra o VHB) logo que possível. Isto é porque o tratamento
> de HBV cedo reduz significativamente o risco de câncer do fígado e outros problemas
> de fígado, sem aumentar significativamente o risco de efeitos colaterais das medicações.
> Há uma série de tratamentos altamente eficazes atualmente aprovado pela Food and
> Drug Administration (FDA) para tratamento da hepatite C. muitos outros estão sendo
> estudadas em ensaios clínicos ou estão a aguardar aprovação da FDA. Siga as diretrizes
> para a triagem da prevenção de doenças e os pesquisadores começaram a questão 
> de saber se certas diretrizes para a triagem das relacionadas com a idade podem
> precisar para iniciar em uma idade mais jovem em pessoas com HIV. Por exemplo,
> alguns têm questionado se as ferramentas de triagem mais populares para avaliar
> o risco de ataque cardíaco, com base nos dados do estudo de Framingham e de longa
> execução, devem ser modificados para pessoas com HIV.
> Os especialistas também fecham questão sobre saber se outras ferramentas tais 
> como a pontuação do “**_TRAFIC FRIGORÍFICO REFORÇADO FRAX”_** para avaliar a perda
> mineral óssea, talvez precise ser ajustado para as pessoas HIV positivas. Na verdade,
> alguns, agora, recomendam que a infecção pelo HIV e que as baixas contagens por
> si só, são suficientes como um fator de risco que a triagem da saúde óssea deveria
> começar em uma idade mais jovem, especialmente para homens infectados pelo HIV
> do que é normalmente recomendado.
> Estudos estão sendo feitos para ajudar a identificar se as diretrizes para a triagem
> da doença atual para pessoas com mais de 50 são suficientes para as pessoas com
> HIV. Enquanto aguardamos os resultados desses estudos, no entanto, é importante
> pedir ao seu médico que tipos de prevenção de doenças e as diretrizes para a triagem
> estão no lugar certo para uma pessoa da sua idade e se antecedentes médicos poderiam
> ser considerados e a insistir no questionamento sobre estas orientações no seu
> próprio cuidado. Para efeito de dirimir suas dúvidas principais, ligue para o 
> disque AIDS em 0800 16 25 50 e mencione que encontro o telenone neste site: Soropositivo.
> Org

⌊brain-001-1172516⌉⌊brain-001-1172516⌉Permanentemente permanecerem socialmente e
mentalmente conectados. Numerosos estudos têm comprovado que as pessoas que mantêm
conexões sociais com a sua família, amigos e colegas e que participem em atividades
que eles sentem adicionar um sentido à sua vida não só vivem mais tempo, mas também
permanecem mais saudáveis do que as pessoas que são socialmente isoladas e que não
se envolvem em atividades significativas. Há uma variedade de maneiras de estar 
conectado socialmente se você não estiver perto de família e não tem muitos amigos,
o Facebook, por exemplo, assim como o Twitter e o Google Plus, assim como o Whats
App ajudam-nos a nos manter conectados e, quem sabe, não rola uma coisa mais íntima,
como um jantar à luz de velas. Muitos [locais e organizações bem como centros de atenção a pessoas vivendo com HIV ou AIDS](http://directory.poz.com/)(
composta por grupos) têm suporte para as pessoas com HIV para conectar um com o 
outro.

Voluntariado com a caridade que funciona sobre causas você acredita, ou com uma 
campanha política (ARGH), também pode ajudar você a se conectar socialmente. Diagnóstico
grupos locais de pessoas a exercer dois objetivos: ligação social e fitness.

Se você não conseguir sair de sua casa facilmente, ou se você vive em uma área rural
sem muitas oportunidades para conhecer pessoas, é possível se conectar com outras
pessoas online em fóruns. Verificar o [POZ Forums](http://forums.poz.com/) para 
tópicos de seu interesse e começar a conectar com outras pessoas ainda hoje!!!

Existem tratamentos experimentais para lentificar o processo de envelhecimento em
pessoas com HIV?

Muitas equipes de pesquisa estão buscando maneiras de retardar o processo de envelhecimento,
tanto em pacientes HIV positivo e indivíduos HIV negativos. Até o momento não há
métodos comprovados para realmente reverter o envelhecimento. Aqui está uma amostra
de alguns dos exemplos mais promissores da pesquisa para lento envelhecimento, e
alguns exemplos de aqueles que são mais arriscados e requerem cuidado.

Diminuir a inflamação. Como já foi explicado, A inflamação cronica que ativa o sistema
imune constantemente é nociva em muitas formas. Não só ela pode danificar diretamente
os nossos vasos sanguíneos e de órgãos vitais, mas também pode acelerar o volume
de negócios das nossas células imunes, levando a possuir imunossenescência relacionada
à idade.

> 
> #### 󠀁[Imunossenescência](https://pt.wikipedia.org/wiki/Imunossenesc%C3%AAncia)󠁿
> 

> Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
>  **Imunossenescência** se refere à deterioração natural do [sistema imunológico](https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_imunol%C3%B3gico)
> produzido pelo [envelhecimento](https://pt.wikipedia.org/wiki/Envelhecimento).
> ^([[1]](https://pt.wikipedia.org/wiki/Imunossenesc%C3%AAncia#cite_note-Ginaldi2001-1))
> ^([[2]](https://pt.wikipedia.org/wiki/Imunossenesc%C3%AAncia#cite_note-Franceschi2000-2))
> Envolve a perda de capacidade do corpo para responder a infecções e à memória 
> imunológica, especialmente a [vacinação](https://pt.wikipedia.org/wiki/Vacina%C3%A7%C3%A3o).
> ^([[3]](https://pt.wikipedia.org/wiki/Imunossenesc%C3%AAncia#cite_note-3))
>  É 
> considerado um fator de mortalidade entre os idosos.^()
>  * [Imunologia](https://pt.wikipedia.org/wiki/Imunologia)
>  * [Senescência](https://pt.wikipedia.org/wiki/Senesc%C3%AAncia)
>  * [Sistema imunológico](https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_imunol%C3%B3gico)

Uma variedade de compostos de alguns atualmente disponíveis para outras condições
e outros fins experimentais estão sendo tentados em pessoas com HIV para acalmar
o sistema imunológico. Drogas disponíveis sob estudo incluem a aspirina, inibidores
da HMG-CoA redutase (comumente chamados de “estatinas” e utilizado para baixar o
colesterol), o inibidor de entrada [Selzentry](http://www.aidsmeds.com/archive/selzentry_1629.shtml)(
maraviroc) e drogas que são normalmente utilizados para tratamento da malária. Drogas
experimentais incluem aqueles que tenham sido concebidos para o tratamento da artrite
reumatoide e outras doenças inflamatórias.

Alongamento e reparação dos telômeros. Se estiverem danificados ou encurtados os
telômeros levam ao esgotamento imunológico, então devemos lutar para reparação ou
alonga-los, certo? A melhor resposta para essa pergunta é sim, mas apenas se podemos
fazê-lo com segurança. Há uma boa razão que evoluímos de tal maneira que os nossos
telômeros quebrar se uma célula reproduz demais: células que não conseguem parar
de replicar vire malignos. Drogas que estimulam a enzima telomerase, que ajuda a
manter telômeros, hipoteticamente poderia aumentar o risco de certos tipos de câncer.
Existem algumas drogas promissoras no início de estudos em animais, mas muita pesquisa
será necessária antes de estarem prontos para os seres humanos.

> **Alternativas mais arriscadas. Um dos mais escritos sobre métodos para alongar
> a vida dos animais e (esperamos) pessoas é extrema restrição calórica. Estudos
> têm progredido de insetos a pequenos mamíferos e até agora parece que uma dieta
> contendo cerca de metade do “ideal” em quantidade de calorias para um animal individual
> pode aumentar significativamente a vida útil do animal e aumentar a sua saúde 
> e vitalidade durante esses anos adicionais de vida. Estamos muito longe de poder
> estudar este método em humanos, porém, a maioria dos investigadores e dos prestadores
> de cuidados de saúde não recomendaria que as pessoas com HIV iniciem uma superbaixa
> ingestão calórica dieta.**

Outro tratamento comum em “longevidade” clínicas em torno dos Estados Unidos é o
uso de hormônios como testosterona, de hormônio de crescimento humano e esteroides
anabolizantes. Embora cada um dos quais foi aprovado para tratar a perda de gordura
e músculo comum em pessoas com doença HIV avançada (wasting), nenhum é aprovado 
para lentificar ou inverter o processo de envelhecimento e todos vêm com efeitos
colaterais que podem, realmente, trazer outras complicações aumentar algumas condições
relacionadas à idade, tais como as doenças cardiovasculares, problemas e diabetes.
E eu, o editor do dite, não faria uso destas “coisas”.

Conclusão
 Combinação TARV não é perfeita e todos os tratamentos disponíveis podem
causar alguns efeitos colaterais; as drogas devem atualmente ser tomadas com regularidade
definidamente para o resto da vida; e todos podem parar de funcionar. Dito isto,
muitos especialistas concordam que uma pessoa que começa a TARV cedo dá um tiro 
muito longo e isso pode fazer com que uma pessoa até bem pouco tempo de ter um prognóstico
sombrio pode tornar-se uma pessoa com uma grande possibilidade de viver uma **vida
normal** quase perfeita, com uma expectativa de vida de até setenta anos ou até 
mesmo de vivermos até os 80 anos! Para mim, que recebi um prognóstico de seis nesses
de vida …(…)…

Embora as taxas de doenças relacionadas com a idade são muito mais elevadas em pessoas
com HIV, isso não significa que todos os que são soropositivos terão múltiplas doenças
pelo tempo ao atingirem seus 50s. Na verdade, as taxas reais de algumas doenças 
relacionadas com a idade permanecem bem menos de 10% em pessoas com HIV. O que ainda
não é claro é que será em maior risco de doenças que, como temos necessidade de 
ser vigilantes na triagem de diversas doenças e se o tratamento de eventuais doenças
terá de ser diferente em pessoas com HIV.

Os pesquisadores estão trabalhando ativamente sobre estas questões. Entretanto, 
os melhores métodos disponíveis para a prevenção relacionadas com a idade em degradação
física e mental do antigo standbys: dieta, exercício, mantendo conexões sociais 
e a abstenção de comportamentos prejudiciais.

Traduzido por Cláudio Souza em 16 de fevereiro de dois mil e dezesseis do original
em Inglês no seguinte em endereço [HIV and Aging](https://www.poz.com/basics/hiv-basics/hiv-aging).
Revisado por [Mara Macedo](https://www.facebook.com/mara.macedo.501?fref=ts)

Eu gostaria de fazer um breve manisfesto. Tem havido pessoas que vem até aqui, copiam
todo o texto, incluindo as fotos e que postam em seus blogs como se fora conteúdo
deles.

Duas pessoas eu avisei e ela fizeram a correção; mas esta coisa de ficar avisando
cansa e eu já aviso aqui. Este post, por exemplo, cabia num documento do word de
17 páginas e eu o traduzi em uma noite inteira de trabalho. Depois disso veio a 
revisão e a ilustração.

Eu bem sei que não está cem por cento o trabalho e esta é mais uma razão.

Se eu encontrar este post em outro blog irei diretamente à WordPress me queixar.
Gostou do post? Curta-o! Acha ele importante, reblogue-o de forma que só a introdução
do texto apareça em seu blog. Este trabalho é meu e de minha esposa. Nós merecemos
a visita!

Obrigado!

<

p style=”text-align: justify;”>Cláudio Santos de Souza

## Leia também

 * [HIV e Envelhecimento, pessoas com HIV, agora, podem envelhecer!](https://soropositivo.org/hiv-e-envelhecimento-2-2/)
 * [O HIV e envelhecimento precoce](https://soropositivo.org/o-hiv-e-envelhecimento-precoce/)
 * [HIV e Imunosenessência – Envelhecimento Precoce é Fato](https://soropositivo.org/hiv-e-imunosenessencia-envelhecimento-precoce-e-fato/)

**Este blog existe há 25 anos.**
Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou 
de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo
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