# Portadores do HIV vendem artesanato

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- Published: 2009-06-19T22:48:33-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

, (nota do Editor: Esta coisa de portador de HIV vender artesanato para arrecadar
renda é a mesma coisa que empregar anão em circo. Os anões, e nós, portadores de
HIV, somos dignos de quaisquer atividades. com isso não quero dizer que trabalhar
no circo ou ser artesão sejam coisas indignas. Mas é a redução do universo destas
pessoas -que inclui a mim- a estas atividades. Na França havia um funesto esporte,
agora proibido por lei: O “Arremesso de anões em distância”. A coisa era muito feia,
pois ganhava quem lancasse o anão a uma maior distância”. Os anões, e a anãs, comp
´letamente isolados da sociedade por conta de sua aparência fisica, meramente diferente,
acabavam sujeitando-se a tal ignomínia pela necessidade de sobreviver –anões comem,
precisam comer–. Vai me parecendo aqui que o arremeso de portadores de HIV se converte
em feira de artesanato. Tive uma namorada que fazia roupas de croche para mulheres
da noite, coisas malucas. Ficava com o olho pregado naquele croche até os olhos 
lacrimejarem, trabalhava uma semana naquilo e quando conseguia vender bem, era por
150 reais…; Acho ótimo que estas feiras de arremessos de soropositivos aconteçam,
pois iso deve fazer refletir quem discrimina uma pessoa no mercado de trabalho por
conta de sua sorologia, usando de práticas criminosas, como testar a pessoa para
HIV na “seleção”, ver o diagnóstico positivo, não admitir a pessoa na empresa e 
simplesmente não avisá-la da sorologia –vc duvida, procure aqui no site uma matéria
da Isto é, com o advogado Marcelo Turra, “o direito dos aidéticos… leial lá, leiam,
vai valer a penaAgora voces ficma com a matéria do arremesso, ou feira, como queiram….
Renda será revertida para a compra de material e oficinas A Associação Brasiliense
de Combate à Aids – ONG Grupo Arco-Íris promove, hoje, bazar beneficente na QI 21
do Lago Sul. Estão à venda, desde ontem, diversos produtos artesanais, como velas,
tecidos pintados à mão, marchetaria, objetos de decoração, entre outros. Todo os
itens foram confeccionados por portadores do vírus HIV atendidos pela entidade. 
O Grupo Arco-Íris (não confundir com a ONG de mesmo nome voltada para a causa homossexual)
está em atividade desde 1990. Seus principais objetivos são prevenir a disseminação
da doença, assistir os infectados e conscientizar a sociedade. “Fazemos um trabalho
visando a reintegração dessas pessoas na sociedade e no mercado de trabalho”, explica
a presidente em exercício da ONG, Adilce Conceição. Por meio de oficinas, o Grupo
Arco-Íris forma artesãos aptos a atuar nesse ofício. O grande desafio ainda é a 
discriminação. “As pessoas ainda vêem os portadores do vírus HIV com medo. Acham
que elas fazem parte de algum grupo de risco ou são profissionais do sexo. Mas, 
hoje em dia, não existe grupo de risco, mas comportamento de risco”, reforça Adilce.
O Grupo Arco-Íris divulga seus trabalhos por meio das unidades de saúde de referência(
existem sete em todo o Distrito Federal) que lidam com portadores do HIV. Seus projetos
são financiados por convênios com empresas ou com o governo. Adilce Conceição informa
que ainda não tem uma definição de seus atuais patrocinadores sobre a continuidade
deste investimento para projetos futuros. A verba arrecadada no bazar será revertida
para os próprios artesãos e para a compra de materiais para as oficinas.Visibilidade
Ao todo, oito artesãos estão expondo seus trabalhos no bazar. Porém, por questões
financeiras (muitos moram longe do local) e também por conta da insegurança, a maioria
não estará presente ao evento. “Seria uma forma de assumir sua condição de soropositivo
e muitos deles têm medo dessas visibilidade”, comenta Adilce. Rosana Meneguetti,
proprietária da residência onde o bazar está sendo realizado, é um exemplo do colaboradores
da Arco-Íris. “Esses artesãos precisam de um espaço para mostrar seus trabalhos.
E ceder este espaço é o que eu posso fazer para ajudar”, diz. Além de ceder a casa,
ela também divulgou a atividade para a imprensa. Engajada na questão da educação
sexual, Rosana fez questão que a ONG trouxesse para o bazar os ítens utilizados 
nas palestras sobre sexo seguro. “As palestras não fazem parte da programação”, 
avisa Adilce, “mas estamos preparadas para falar sobre o assunto com qualquer pessoa
interessada”, continua. Segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU)
cerca de 620 mil portadores do vírus HIV vivem no Brasil, número que representa 
um terço do total de soropositivos da América Latina.Bazar beneficenteDe 9h e 17hSHIS
QI 21, conjunto 2, casa 1.

## Leia também

 * [Nota do Editor: Revoltante](https://soropositivo.org/nota-do-editor-revoltante/)
 * [O Amor Imuniza? E Mais: Amor e sexo são a mesma coisa?](https://soropositivo.org/o-amor-imuniza-e-mais-amor-e-sexo-sao-a-mesma-coisa/)
 * [A lei venezuelana contra discriminação de portadores do HIV](https://soropositivo.org/a-lei-venezuelana-contra-discriminacao-de-portadores-do-hiv/)

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