# Portuguesas dizem que violência contra mulheres é «muito comum»

- Link: https://soropositivo.org/en/portuguesas-dizem-que-violencia-contra-mulheres-e-muito-comum/
- Published: 2014-03-06T22:14:23-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

![Logotipo do Soropositivo.Org](https://soropositivo.org/wp-content/plugins/machina-
analytica-integrada/assets/logo-soropositivo.webp)

**AVISO IMPORTANTE**

Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir
da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento
devem ser tomadas em conjunto com profissionais de saúde.

**HÁ VIDA COM HIV**

Este blog está online há 26 anos, 2 meses e 13 dias.

### Tópicos Tratados Nesta Página

 * [Uma em cada três mulheres da UE é vítima de abuso ou uma em cada quatro no caso de Portugal, segundo um estudo europeu a violência contra  mulheres é um “aspecto cultural”.](https://soropositivo.org/en/portuguesas-dizem-que-violencia-contra-mulheres-e-muito-comum/#uma-em-cada-tres-mulheres-da-ue-e-vitima-de-abuso-ou-uma-em-cada-quatro-no-caso-de-portugal-segundo-um-estudo-europeu-a-violencia-contra%c2%a0-mulheres-e-um-8220aspecto-cultural8221)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/en/portuguesas-dizem-que-violencia-contra-mulheres-e-muito-comum/#leia-tambem)
 * [Like this](https://soropositivo.org/en/portuguesas-dizem-que-violencia-contra-mulheres-e-muito-comum/#like-this)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/en/portuguesas-dizem-que-violencia-contra-mulheres-e-muito-comum/#relacionado)

 

## Uma em cada três mulheres da UE é vítima de abuso ou uma em cada quatro no caso de Portugal, segundo um estudo europeu a violência contra  mulheres é um “aspecto cultural”.

![violência contra mulheres](/wp-content/uploads/2014/03/01.png "violência contra
mulheres")

Mais de metade das portuguesas reconhece que a **violência contra mulheres** é «
muito comum» em Portugal, apesar de 62 por cento garantir não conhecer casos no 
círculo familiar e de amigos, revela um estudo europeu.

Segundo a pesquisa da Agência para os Direitos Fundamentais da União Europeia (UE),
realizada em 2012 e cujos resultados foram divulgados na terça-feira, 93% das portuguesas
constatam que a violência contra mulheres em Portugal é «muito comum» (60%) ou «
bastante comum» (33%).

⌊violência contra mulheres⌉⌊violência contra mulheres⌉
 Esta constatação da violência
contra as mulheres está bastante acima da média europeia: 78% das cidadãs da UE 
reconhecem que os abusos contra mulheres são «muito comuns» (27%) ou «bastante comuns»(
51%).

Apesar da elevada perceção que as portuguesas têm da violência contra as mulheres(
o dobro da média da União Europeia), 62% das inquiridas garantem não conhecer quaisquer
casos no seu círculo familiar e de amigos, número que aumenta para 80% no que diz
respeito aos círculos laboral e estudantil.

Por outro lado, ainda há 30% de portuguesas que desconhecem a existência de leis
que protegem as mulheres vítimas de violência doméstica e 34% não sabem que há leis
e políticas nacionais de prevenção. Já as campanhas de informação contra a violência
doméstica são do conhecimento de 70% das portuguesas, número acima da média europeia
de 50%.

![violência contra mulheres](/wp-content/uploads/2014/03/violnciacontraamulher.jpg"
violência contra mulheres")

Na sequência da mais grave agressão física e/ou sexual cometida pelo parceiro, as
portuguesas recorrem mais do que a média das europeias à polícia e ao hospital. 
Quando não o fazem, a principal razão é considerarem o caso um «assunto privado»,
que «conseguem resolver sozinhas».

O número global da violência de género no espaço da União Europeia é «chocante»,
como reconheceram os responsáveis pelo estudo, num seminário em Bruxelas: uma em
cada três mulheres da UE foi vítima de pelo menos um episódio de abuso sexual, físico
ou psicológico. Nos 12 meses anteriores à realização do estudo, 3,7 milhões de mulheres
sofreram violência sexual e 13 milhões foram alvo de violência física.

Apesar de Portugal estar entre os dez países com menos vítimas, o número não deixa
de ser igualmente «chocante»: perto de um quarto das portuguesas tem pelo menos 
um caso de agressão para contar.

O maior estudo sobre violência de género alguma vez realizado na UE – baseado em
42 mil entrevistas a mulheres de todos os 28 Estados-membros – revelou que o cenário
não mudou significativamente, apesar das campanhas, e persiste um forte pendor de
género: 97% das vítimas de violência sexual, física ou psicológica são mulheres.

«É uma chamada de alerta: a violência afeta praticamente todas as mulheres», resumiu
a investigadora Joanna Goodey, entrevistada pela Lusa, recentemente, em Viena de
Áustria, sede da FRA.

O estudo deixa algumas recomendações, nomeadamente a necessidade de formar os profissionais
de saúde «para saberem ler os sinais», já que a «grande maioria» das mulheres recorrem
aos serviços de saúde quando querem denunciar um caso de maus tratos.

A maioria das mulheres inquiridas mostrou-se favorável a que os médicos questionem,
em consultas de rotina, as pacientes que apresentem sinais de terem sido vítimas
de violência, sendo que as portuguesas estão entre as que mais apoiam a iniciativa,
com 97%.

Mais de metade das portuguesas reconhece que a violência contra mulheres é «muito
comum» em Portugal, apesar de 62 por cento garantir não conhecer casos no círculo
familiar e de amigos, revela um estudo europeu.

Segundo a pesquisa da Agência para os Direitos Fundamentais da União Europeia (UE),
realizada em 2012 e cujos resultados foram divulgados na terça-feira, 93% das portuguesas
constatam que a violência contra mulheres em Portugal é «muito comum» (60%) ou «
bastante comum» (33%).

Esta constatação da violência contra as mulheres está bastante acima da média europeia:
78% das cidadãs da UE reconhecem que os abusos contra mulheres são «muito comuns»(
27%) ou «bastante comuns» (51%).

Apesar da elevada perceção que as portuguesas têm da violência de género (o dobro
da média da União Europeia), 62% das inquiridas garantem não conhecer quaisquer 
casos no seu círculo familiar e de amigos, número que aumenta para 80% no que diz
respeito aos círculos laboral e estudantil.

Por outro lado, ainda há 30% de portuguesas que desconhecem a existência de leis
que protegem as mulheres vítimas de violência doméstica e 34% não sabem que há leis
e políticas nacionais de prevenção. Já as campanhas de informação contra a violência
doméstica são do conhecimento de 70% das portuguesas, número acima da média europeia
de 50%.

Na sequência da mais grave agressão física e/ou sexual cometida pelo parceiro, as
portuguesas recorrem mais do que a média das europeias à polícia e ao hospital. 
Quando não o fazem, a principal razão é considerarem o caso um «assunto privado»,
que «conseguem resolver sozinhas».

O número global da violência de género no espaço da União Europeia é «chocante»,
como reconheceram os responsáveis pelo estudo, num seminário em Bruxelas: uma em
cada três mulheres da UE foi vítima de pelo menos um episódio de abuso sexual, físico
ou psicológico. Nos 12 meses anteriores à realização do estudo, 3,7 milhões de mulheres
sofreram violência sexual e 13 milhões foram alvo de violência física.

Apesar de Portugal estar entre os dez países com menos vítimas, o número não deixa
de ser igualmente «chocante»: perto de um quarto das portuguesas tem pelo menos 
um caso de agressão para contar.

O maior estudo sobre violência de género alguma vez realizado na UE – baseado em
42 mil entrevistas a mulheres de todos os 28 Estados-membros – revelou que o cenário
não mudou significativamente, apesar das campanhas, e persiste um forte pendor de
género: 97% das vítimas de violência sexual, física ou psicológica são mulheres.

«É uma chamada de alerta: a violência afeta praticamente todas as mulheres», resumiu
a investigadora Joanna Goodey, entrevistada pela Lusa, recentemente, em Viena de
Áustria, sede da FRA.

O estudo deixa algumas recomendações, nomeadamente a necessidade de formar os profissionais
de saúde «para saberem ler os sinais», já que a «grande maioria» das mulheres recorrem
aos serviços de saúde quando querem denunciar um caso de maus tratos.

A maioria das mulheres inquiridas mostrou-se favorável a que os médicos questionem,
em consultas de rotina, as pacientes que apresentem sinais de terem sido vítimas
de violência, sendo que as portuguesas estão entre as que mais apoiam a iniciativa,
com 97%.

 

Nota do Editor de Soropositivo.org: Não é uma coisa “Terceiro mundista”. Coisa de
Cabra Macho cho…

A violência contra mulheres é Global. Pensei em dar a vocês, mulheres, um certo 
conselho.

Algo que uma amiga minha, uma enfermeira que se virava na Noite, fez com seu marido
e nunca mais ele levantou a mão para ela…

Mas se eu postar isso aqui e alguma de vocês agir como ela, eu irei em cana por 
incitação à violência.

Mas uma coisa eu posso dizer. Eu sei, tem muito o que arredondar mas a Lei Maria
da Penha existe e você, vítima de violência física ou psicológica, que vc acredita
que ele pratica mas te ama, merda neles! Vocês todas tem que denunciar. Denunciem,
ponham estes pulhas na cadeia. Freud inventou a tese da inveja do pênis. O que eu
acho é que quem pratica violência contra  mulheres o faz por despeito. Eles queriam
muito ter uma vagina….

[⌊violência_contra_mulher_20⌉⌊violência_contra_mulher_20⌉[

## Leia também

 * [Pelo fim da violência contra as mulheres! Nada justifica a agressão!](https://soropositivo.org/pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres-nada-justifica-a-agressao/)
 * [#soropositivoorg : Violência Contra a Mulher](https://soropositivo.org/soropositivoorg-violencia-contra-a-mulher/)
 * [Taubaté entra na luta pelo fim da violência contra as mulheres](https://soropositivo.org/taubate-entra-na-luta-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres/)

**Este blog existe há 25 anos.**
Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou 
de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo
que demore um pouco.E se quiser, mande um Pix de **R$ 0,25** pelos 25 anos de trabalho:**
Chave Pix:** solidariedade@soropositivo.org_Você também pode me escrever para: claudio@
soropositivo.org_

 * [  Email ](https://soropositivo.org/en/portuguesas-dizem-que-violencia-contra-mulheres-e-muito-comum/?subject=%5BShared%20Post%5D%20Portuguesas%20dizem%20que%20viol%C3%AAncia%20contra%20mulheres%20%C3%A9%20%C2%ABmuito%20comum%C2%BB&body=https%3A%2F%2Fsoropositivo.org%2Fen%2Fportuguesas-dizem-que-violencia-contra-mulheres-e-muito-comum%2F&share=email)
 * [  Print ](https://soropositivo.org/en/portuguesas-dizem-que-violencia-contra-mulheres-e-muito-comum/#print?share=print)
 * [  WhatsApp ](https://soropositivo.org/en/portuguesas-dizem-que-violencia-contra-mulheres-e-muito-comum/?share=jetpack-whatsapp)

### Like this:

Like Loading…

### _Relacionado_