# Resistência aos Medicamentos Anti HIV

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- Published: 2009-06-08T11:41:47-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

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**AVISO IMPORTANTE**

Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir
da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento
devem ser tomadas em conjunto com profissionais de saúde.

**HÁ VIDA COM HIV**

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### Tópicos Tratados Nesta Página

 * [Resistência aos Medicamentos Anti HIV](https://soropositivo.org/en/resistencia-aos-medicamentos-anti-hiv/#resistencia-aos-medicamentos-anti-hiv)
 * [Como diminuir o risco de resistência](https://soropositivo.org/en/resistencia-aos-medicamentos-anti-hiv/#como-diminuir-o-risco-de-resistencia)
 * [resistência Cruzada](https://soropositivo.org/en/resistencia-aos-medicamentos-anti-hiv/#resistencia-cruzada)
 * [Testes de resistência](https://soropositivo.org/en/resistencia-aos-medicamentos-anti-hiv/#testes-de-resistencia)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/en/resistencia-aos-medicamentos-anti-hiv/#leia-tambem)
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## **Resistência aos Medicamentos Anti HIV**

 

Dado que o **HIV** se auto-copia (replica), muitas variações do vírus surgem com
o decorrer do tempo após uma pessoa ter sido infectada. Embora essas novas variações
sejam bastante semelhantes, elas sofrem pequenas mutações em sua estrutura. Algumas
dessas mutações ocorrem nas partes do vírus que são alvos dos **medicamentos** anti-**
HIV**, podendo resultar em variações do **HIV** mais resistentes ao tratamento.

Ao iniciar um tratamento com **medicamentos** anti-**HIV**, os vírus extremamente
sensíveis desaparecem rapidamente, permanecendo as variações que se auto-copiam 
apesar da presença de **medicamentos**. Com o passar do tempo, o “grupo” de vírus
incluirá cada vez menos variações sensíveis e cada vez mais variações resistentes
aos **medicamentos**, as quais podem ou não prejudicar o organismo.

É importante lembrar que 25% de todas as pessoas recém-infectadas pelo **HIV** no
Reino Unido foram contagiadas por um tipo de vírus resistente a pelo menos um medicamento
anti-**HIV**, e esse vírus resistente pode permanecer como forma predominante de**
HIV** anos após a infecção, podendo limitar as opções de tratamento.

### Como diminuir o risco de **resistência**

É importante tomar os **medicamentos** anti-**HIV** exatamente como foram prescritos,
seguindo rigidamente as doses e os horários recomendados e obedecendo as instruções
sobre alimentação. Os **medicamentos** podem atingir níveis inadequados no sangue
se forem tomados em quantidades muito pequenas, seja diminuindo as doses ou esquecendo
de tomá-las, o que permite que o vírus se auto-copie e, deste modo, aumente o risco
da **resistência** surgir.

Administrar de uma só vez três ou mais **medicamentos** anti-**HIV**, conhecidos
como **coquetel **ou “HAART” (terapia anti-retroviral altamente potente), retarda
o surgimento da **resistência**, dado que os vírus resistentes a um dos **medicamentos**
podem ainda ser controlados pelos outros aos quais são sensíveis.

Estudos mostram que o nível mais baixo atingido pela carga viral após o início do
tratamento, conhecido como “nadir”, está relacionado ao rebote da carga viral. Isto
significa que quanto mais baixo for o nadir, menor será o risco de rebote e, conseqüentemente,
menor o risco da **resistência** surgir. As pessoas cujas cargas virais são reduzidas
e mantidas abaixo de 50 cópias apresentam um risco muito menor de desenvolver **
resistência** podendo, porém, desenvolvê-la a longo prazo.

É provável que o acréscimo ou a troca de um único remédio em um **coquetel **que
não esteja contendo a carga viral não seja suficiente para impedir a replicação 
do vírus, o que poderia causar a **resistência**. Nesses casos, especialistas agora
aconselham a escolha de um outro **coquetel **sempre que possível.

Dado que a **resistência** a certos **medicamentos** se desenvolve progressivamente,
você pode estimulá-la também se permanecer com os mesmos **medicamentos** após sua
carga viral começar a aumentar; à medida em que as variações resistentes do vírus
se acumularem, a sensibilidade ao medicamento diminuirá. No entanto, é variável 
a rapidez com que a **resistência** a **medicamentos** surge.

Por exemplo, a **resistência** a 3TC, nevirapina e efavirenz surge mais rápido, 
já a **resistência** a d4T e ddC se desenvolve mais lentamente.

Embora não se saiba o motivo, as pessoas cujas cargas virais permanecem altas ou
sofrem rebote no período em que estão tomando **medicamentos** anti-**HIV** podem,
ainda, aumentar continuamente o nível de CD4 e retardar o progresso da doença. Ainda
que a **resistência** seja uma das causas do rebote da carga viral, ela não é a 
única.

### **resistência** Cruzada

Uma única mutação, ou um conjunto delas, no vírus, pode provocar a **resistência**
a vários **medicamentos** diferentes, dentro de uma mesma classe. Isso significa
que quando um vírus se torna resistente a um remédio, é provável que sua população
se torne resistente a **medicamentos** que você ainda não tomou. Esse processo é
chamado “**resistência** cruzada” e afeta todas as classes de **medicamentos** anti-**
HIV**. Por exemplo, se desenvolver **resistência** a um inibidor não-nucleosídeo
da transcriptase reversa (NNRTI), é provável que você se torne resistente a todos
os outros **medicamentos** da mesma classe. Como já foi dito, manter um regime de
tratamento que não contém a carga viral em níveis indetectáveis pode levar à **resistência**
cruzada.

### Testes de **resistência**

Vários novos testes têm sido desenvolvidos com o objetivo de detectar os **medicamentos**
anti-**HIV** aos quais você é resistente, e qual o seu nível de **resistência** 
a eles. Os testes de **resistência** já são recomendados sempre que uma combinação
de **medicamentos** anti-**HIV** for mudada, a fim de orientar a escolha de uma 
nova combinação. Os resultados desses testes devem ser considerados como parte do
histórico completo de um paciente, pois indicam uma série de fatores que podem ter
levado a combinação anterior a falhar. Atualmente, os médicos estão tentando encontrar
a melhor maneira de utilizar os testes de **resistência**, porém, nem sempre seus
resultados são de fácil compreensão e, por isso, devem ser analisados por um especialista.
Para maiores informações, veja o Informativo 46 da NAM sobre Testes de **resistência**.

Tradução Ana Paula Veloso Dias

Informativo 26 – Revisto janeiro 2004

## Leia também

 * [Testes de Resistência](https://soropositivo.org/testes-de-resistencia/)
 * [Resistência a medicamenos antirretrovirais](https://soropositivo.org/resistencia-contra-medicamentos-anti-hiv/)
 * [Cérebro: Esconderijo do HIV](https://soropositivo.org/cerebro-esconderijo-do-hiv/)

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