# Subnotificação dificulta o combate à sífilis

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- Published: 2009-06-19T22:49:01-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

, Doença atinge 1,6% das gestantes brasileiras, representando um grave risco para
os recém-nascidos Ciro BrighamNo Dia Mundial de Combate à Sífilis, o recado de quem
trabalha para erradicar uma doença que atinge 1,6% das gestantes brasileiras, passa
de mãe para filho durante a gravidez e causa graves seqüelas nas crianças (surdez,
cegueira) foi claro: é preciso reforçar as ações de vigilância epidemiológica e 
garantir que a notificação compulsória ocorra de fato. No Campo Grande, a manhã 
de sábado foi de informação e arte-educação para quem participou da programação 
em homenagem à data, organizada pela Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente
Transmissíveis (SBDST/ Regional Bahia) com apoio das secretarias municipal e estadual
de Saúde.Para os três milhões de partos realizados por ano no Brasil, o cálculo 
é de 48 mil gestantes infectadas e 12 mil casos de transmissão vertical (de mãe 
para filho). A sífilis congênita provocou a internação de 24.761 crianças entre 
os anos de 2000 e 2005 _ assistência que custou R$10 milhões ao Sistema Único de
Saúde (SUS). “Tais gastos poderiam ter sido minimizados caso as autoridades sanitárias
brasileiras cumprissem o protocolo assinado junto à Organização Mundial de Saúde(
OMS), comprometendo-se, em 1992, a eliminar a enfermidade até 2000”, destaca o documento
elaborado pela Sociedade Brasileira de DST.Apesar do diagnóstico simples e do tratamento
barato (à base de penicilina e oferecido gratuitamente na rede SUS), um dos principais
problemas na luta contra a sífilis ainda é a subnotificação. A SBDST calcula que
apenas 30% dos casos de sífilis congênita entram para os registros anuais do Ministério
da Saúde. Em 2006, na Bahia, foram diagnosticados apenas 158 casos de sífilis na
gestação e 1.380 em adultos _ números que não refletem a verdadeira prevalência 
da doença. “Precisamos reforçar as ações de vigilância epidemiológica e fazer com
que os profissionais da linha de frente (médicos e enfermeiros) notifiquem todos
os casos”, ressalta a diretora do Centro de Referência Estadual em DST/Aids (CreAids),
Cristina Camargo. Para o presidente da SBDST/ Regional Bahia, Roberto Fontes, falta
também visibilidade. “No Brasil, a sífilis é quatro vezes mais prevalente que a 
Aids, mas não está no foco da mídia e do governo”. Assim como o tratamento, a testagem
sorológica gratuita é um direito do cidadão e pode ser feita no CreAids (Rua Comendador
José Alves Ferreira, nº 240 – Garcia).

## Leia também

 * [Eventos convocam população para combate a sífilis](https://soropositivo.org/)
 * [Um dia de alerta para a sífilis congênita](https://soropositivo.org/um-dia-de-alerta-para-a-sifilis-congenita/)

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