# Vacina contra HIV ainda está longe

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- Published: 2009-06-19T22:55:31-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

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**AVISO IMPORTANTE**

Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir
da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento
devem ser tomadas em conjunto com profissionais de saúde.

**HÁ VIDA COM HIV**

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 * [Tribuna do Norte – RN](https://soropositivo.org/en/vacina-contra-hiv-ainda-esta-longe/#tribuna-do-norte-8211-rn)
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**17/FEVEREIRO/08**

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17/02/2008

Boston

Apesar dos avanços da tecnologia, cientistas admitem que estão estacionadas as pesquisas
para a fabricação de uma vacina contra o vírus da **Aids**. As pesquisas estão hoje
praticamente no mesmo patamar do que estavam há 20 anos, disse à BBC Brasil o biólogo
americano David Baltimore, que recebeu o prêmio Nobel de medicina em 1975. Baltimore,
que também é presidente da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, 
na sigla e inglês), admitiu que alguns especialistas já admitem que uma vacina nunca
será encontrada, mas também afirmou que a batalha é importante demais para ser abandonada.

Em seu discurso de abertura na reunião anual da AAAS em Boston, o biólogo disse 
que os diferentes caminhos para se encontrar uma vacina falharam até agora. "Mas
a comunidade (científica) está deprimida porque não vemos nenhum caminho de sucesso
esperançoso." Baltimore acrescentou que apesar disso "essa depressão não está paralisando
o desenvolvimento" das pesquisas. "Este é um grande desafio porque, para controlar
o **HIV** imunologicamente, a comunidade científica tem que vencer a natureza, fazer
algo que a natureza, com sua vantagem de quatro bilhões de anos de evolução, não
conseguiu", disse ele. "Nossa falta de sucesso pode ser compreensível, mas não aceitável."
Para Baltimore, "o **HIV** encontrou maneiras de “enganar” totalmente o sistema 
imunológico (…) então, temos que ser melhores do que a natureza". Tentativas de 
controlar o vírus usando anticorpos ou fortalecendo o sistema imunológico terminaram
em fracasso.                                                             Cientistas
agora tentam uma solução a partir de novas técnicas, como terapia genética e com
células tronco, apesar de ainda estarem engatinhando nessas áreas. "Nos seres humanos,
você realmente só tem uma chance, que é tentar mudar os genes em células tronco",
disse Baltimore, que também é um dos maiores especialistas mundiais no **HIV**. "
Então estamos tentando fazer isso, criar vetores que possam transportar genes que
trariam vantagens terapêuticas."                                                
Baltimore recebeu o Nobel de medicina em 1975 pela co descoberta da transcriptase
reversa, uma enzima que, mais tarde se descobriu, é usada pelo **HIV** para se replicar
em células humanas. Ele agora lidera o laboratório Baltimore, no Instituto de Tecnologia
da Califórnia (Caltech), com apoio da Fundação Gates, onde procura meios de fortalecer
o sistema imunológico contra agentes infecciosos, particularmente o **HIV**.

Brasileiro demora a descobrir doença
                                           
Apesar do acesso universal a exames e remédios, 43,7% dos pacientes com **Aids**
no Brasil descobrem ser portadores da doença e iniciam o tratamento quando a saúde
já está bastante debilitada. A demora para o início da terapia se reflete nas estatísticas
de mortalidade. "É um índice inaceitável", afirmou a coordenadora do Programa Nacional
de **DST** **Aids** do Ministério da Saúde, Mariangela Simão, acrescentando que 
essa porcentagem "merece uma reflexão da estratégia usada para diagnóstico da doença".
Um relatório enviado para a Assembléia Geral das Nações Unidas em **HIV**/**Aids**(
UNGASS) mostra que o risco de morte de um paciente com início tardio de tratamento
é 22 vezes maior do que das pessoas que começam a terapia no tempo oportuno. Dos
soropositivos que começaram o tratamento e morreram entre 2003 e 2006, a absoluta
maioria (94%) era de pacientes tardios.                                         
Para Mariangela, uma das formas de se melhorar o acesso aos exames é a ampliação
da oferta de testes rápidos para detectar a **Aids**. Ela lembra que, embora a oferta
do teste tenha aumentado 140% de 2005 para cá, há ainda muita resistência nos serviços
públicos para o uso destes kits. Mariangela admite que, no primeiro estágio, parte
dos testes perdeu validade nos estoques, sem ser usada. A perda, afirma, foi um 
misto de resistência dos profissionais dos atendimentos, prazo de validade relativamente
baixo dos kits (de 9 a 15 meses) e uma doação acima da capacidade de uso do País,
feita em 2005. "Hoje não perdemos mais testes", garantiu.                       &
nbs p;                 Mariangela defende, porém, que os testes rápidos devem ficar
restritos aos serviços de saúde. "É preciso colher o sangue do paciente e para isso
é preciso um profissional habilitado", disse. Ela admite que, no futuro, se os testes
de **HIV** que analisam a saliva do paciente forem aprovados, tal estratégia poderá
ser reavaliada. "Precisaremos avaliar se o sistema é útil em termos de saúde pública."
O pesquisador da Universidade de São Paulo e um dos colaboradores do documento brasileiro,
Alexandre Grangeiro, disse que "é chegado o momento de se pensar em estratégias 
mais agressivas para oferta dos exames de detecção do **HIV**". Para ele, é preciso
não só intensificar as campanhas que mostram a importância sobre o diagnóstico como
também ampliar a oferta dos postos de teste gratuito.                           
Ele defende  a realização de exames em organizações não governamentais. "Uma ação
semelhante à que foi realizada com oferta de **preservativo**s", observou. Um tema
polêmico, pois muitas pessoas avaliam que o resultado do exame deveria ser dado 
somente por um profissional capaz de fazer uma orientação adequada. "Tal recomendação
era válida no início da epidemia". Mas hoje, argumenta Grangeiro, a **Aids** não
é mais considerada uma sentença de morte.

Empresa da Coréia do Sul vai clonar cachorro
 Uma empresa da Coréia do Sul anunciou
que obteve permissão para fazer o primeiro clone de cachorro com fins comerciais.
A companhia de biotecnologia RNL Bio produzirá um clone de um cachorro pit bull 
a pedido de uma cliente norte americana da Califórnia. A mulher, identificada pelo
jornal Korea Times como Bernann McKinney, pagará 150 mil dólares pelo clone, que
será uma cópia de um cachorro que ela tinha e se chamava Booger.                
A empresa diz que um acordo para a criação do cachorro foi assinado entre a RNL,
McKinney e o Centro de Pesquisa de Células Tronco e Clonagem Animal da Universidade
Nacional de Seul. O projeto de clonagem, que envolverá cooperação entre iniciativa
privada e institucional, deverá ser concluído até fevereiro de 2009.            
Para fazer o clone, os cientistas utilizará células retiradas da orelha do pit bull
original para fecundar óvulos que serão inseridos em barrigas de aluguel de outras
cadelas. Para cada clone, é necessário que cerca de oito cadelas sejam engravidadas,
a fim de que as chances de nascimento sejam mais altas.                         
A equipe prevê que o clone de Booger será geneticamente idêntico e terá aparência
semelhante ao do animal morto. "Pit bulls nunca foram clonados na Coréia, mas como
já tentamos com uma boa variedade de cães, não deveria haver maiores dificuldades",
disseram os cientistas em matéria publicada no site coreano donga.com. "Se formos
bem sucedidos, será o primeiro caso no mundo em que uma empresa clona um cachorro
para uma cliente", enfatizou a equipe.                                          

O diretor da companhia, Ra Jeong chan, disse que espera receber cerca de 500 pedidos
para clones nos próximos anos, especialmente de milionários muito apegados a seus
finados bichinhos deestimação.

## Leia também

 * [Vacina contra o HIV ainda está longe](https://soropositivo.org/vacina-contra-o-hiv-ainda-esta-longe/)
 * [Vacina contra HIV não está mais próxima, diz Nobel](https://soropositivo.org/vacina-contra-hiv-nao-esta-mais-proxima-diz-nobel/)
 * [Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV](https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017-2/)

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