# Epidemia da Aids está estabilizada em Campinas

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- Published: 2009-06-19T22:51:53-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

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 * [Leia também](https://soropositivo.org/epidemia-da-aids-esta-estabilizada-em-campinas/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/epidemia-da-aids-esta-estabilizada-em-campinas/#relacionado)

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30/NOVEMBRO/07

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Delma Medeiros / Agência Anhangüera

30/11/2007 – Duas décadas depois das primeiras notificações e do boom de casos no
final dos anos 90, Campinas vive uma estabilização da epidemia de Aids. "A partir
de 2000, na média brasileira, a epidemia tende a se estabilizar, com um ligeiro 
declínio no Sul e Sudeste. Em Campinas, a partir de 1999, a situação é similar. 
No entanto, desde 2003, a redução de casos foi mais significativa", afirma a coordenadora
do Programa Municipal de DST/Aids, Maria Cristina Ilário.

Em 2003, Campinas notificou 325 novos casos de Aids, índice que caiu para 246 em
2006. "Esse número representa um avanço. É motivo de comemoração e mostra que não
só o poder público, mas a sociedade tomou uma atitude importante no controle da 
doença. Isso significa que as ações de prevenção estão no caminho certo."

Porém, alguns segmentos específicos apresentam crescimento na incidência, como homens
e mulheres acima de 50 anos, entre adolescentes homossexuais masculinos e em mulheres
heterossexuais jovens, na faixa de 30 a 39 anos. "O número de casos está menor, 
mas a proporção de mulheres jovens infectadas cresceu mais do que em anos anteriores",
explica Cristina. Nos homens, a prevalência maior se dá entre heterossexuais de 
30 a 49 anos.

"De modo geral, em Campinas a epidemia é preferencialmente heterossexual e adulta",
diz Cristina. Até pouco tempo, a faixa de maior concentração era de 20 a 39 anos,
e nos últimos anos houve um deslocamento para a faixa de 30 a 49 anos. "Também cresceu
em maior velocidade, apesar de em menor número, em pessoas acima de 50."

A principal causa de infecção da Aids na cidade é por relação sexual insegura entre
heterossexuais (48,1% dos homens e 87% das mulheres), e em segundo pelo sexo sem
proteção entre homens homossexuais (39%). A contaminação pelo uso compartilhado 
de agulhas e seringas ocupa a terceira posição (10,6% nos dois gêneros), o que comprova
a eficácia do Programa de Redução de Danos (PDR). "Não temos como dizer se diminuiu
o número de usuários de drogas injetáveis, mas com certeza melhorou a proteção",
diz Cristina.

 

Outros motivos de comemoração, segundo a coordenadora, são a redução da transmissão
vertical (de mãe para filho) e o aumento da testagem em mulheres. Em 2001, foram
três casos de HIV em crianças menores de 1 ano, e cinco na faixa de 1 a 4 anos. 
Nesses casos, em geral o diagnóstico só pode ser feito após os 18 meses, portanto
essas crianças foram infectadas possivelmente em 1999. No ano passado, foi notificado
um caso de infecção em criança de 1 a 4 anos, e nenhum em menor de 1 ano.

## Leia também

 * [Epidemia de AIDS estabilizada no Brasil e o Paraná é lider no rank da AIDS](https://soropositivo.org/epidemia-de-aids-estabilizada-no-brasil-e-o-parana-e-lider-no-rank-da-aids/)
 * [Campanha contra Aids previne mulheres](https://soropositivo.org/campanha-contra-aids-previne-mulheres/)
 * [Desigualdade brasileira](https://soropositivo.org/desigualdade-brasileira/)

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