# “Eu imaginava que seria uma lenda Urbana ‘, afirma a médica atacada com uma seringa de injeção

- Link: https://soropositivo.org/eu-imaginava-que-seria-uma-lenda-urbana-afirma-a-medica-atacada-com-uma-seringa-de-injecao/
- Published: 2016-10-15T17:00:16-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

![perfuração](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2016/10/seta-amarela-indica-
ponto-onde-receveu-a-agulhada-arquivo-pessoal.jpg)

A seta amarela aponta o local da perfuração

## A Peruana disse que foi agredida quando se aproximava da Avenida Paulista.⏎  Ela está fazendo profilaxia para HIV.

Médica foi agredida com agulhada quando andava perto da Av. Paulista, em São Paulo;
seta amarela indica o ponto onde ela sofreu a agressão, nas costas (Foto: Arquivo
pessoal)

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 * [A Peruana disse que foi agredida quando se aproximava da Avenida Paulista. Ela está fazendo profilaxia para HIV.](https://soropositivo.org/eu-imaginava-que-seria-uma-lenda-urbana-afirma-a-medica-atacada-com-uma-seringa-de-injecao/#a-peruana-disse-que-foi-agredida-quando-se-aproximava-da-avenida-paulistaela-esta-fazendo-profilaxia-para-hiv)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/eu-imaginava-que-seria-uma-lenda-urbana-afirma-a-medica-atacada-com-uma-seringa-de-injecao/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/eu-imaginava-que-seria-uma-lenda-urbana-afirma-a-medica-atacada-com-uma-seringa-de-injecao/#relacionado)

A médica peruana afirmou que imagina que estes relatos seriam lendas urbanas e estava
perplexa diante do ocorrido. Está fazendo PEP, profilaxia pós exposição e está passando
por um triste sofrimento, pois os remédios tem efeitos colaterais difíceis de serem
suportados.

Isso faz com que eu, o editor deste site concide as pessoas a pensarem e, talvez,
repensarem suas vidas sexuais e/ou afetivas. No caso da médica peruana, custa-me
a crer, no entanto, que ele terá podido ser infectada e há, na fala dela, uma médica,
a afirmação que o HIV sobreviveria por cerca de uma hora fora do ambiente humano.
A sobrevivência dele é de três minutos, no máximo cinco e, isso pode me servir de
consolo, haja vistas para o fato de uma pessoa que eu atendi por WhatsApp  me disse
que lá em Divinópolis, interior de Minas Gerais, o médico sequer sabia o que é [janela imunológica](https://soropositivo.org/2015/08/18/janela-imunologica-os-fatos-em-agosto-de-2015/)(…).

> “A gente pensa que se trata de uma lenda urbana e quando acontece, a gente fica
> abalada, assustada por essa ação maldosa”.
> ![Uma picada a cada 4 semanas? Ora, vejam só! E pensar que eu já tomi 28 comprimidos
> por dia...](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2016/02/needle.jpg?w=150)
> Uma picada a cada 4 semanas? Ora, vejam só! E pensar que eu já tomei 28 comprimidos
> por dia…
> Essa foi a maneira que uma médica peruana encontrou para definir o sentimento 
> vivido por ela após ser atacada por um homem, que **[espetou a agulha de uma seringa em suas costas (o link abre em outra janela e em outro site),](http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/06/hospital-atende-mulher-que-diz-ter-sido-atacada-com-agulha-na-av-paulista.html)**
> na quarta-feira (22 de outubro), perto da esquina das avenidas Pamplona e Paulista,
> região central de São Paulo.

Ela só percebeu que tinha recebido uma possível agulhada ao ver o outra mulher na
mesma calçada ser agredida também, instantes depois de espetá-la.

> “De repente, eu senti uma pressão nas costas, como se fosse a ponta de uma caneta.
> Virei e pensei que seria algum conhecido me chamando a atenção, brincando. Foi
> quando vi passando por mim um homem alto, magro, moreno, 40 anos, de moletom verde
> com listras brancas. Ele continuou andando até a esquina da Pamplona com a Paulista
> e aí eu vi ele tirar uma seringa da manga e furar outra moça.”

A médica afirma ter conversado com a outra possivel vítima, mas que se separaram
em seguida. “Eu corri para alcançar a moça e ele atravessou a Avenida Paulista. 
O perdemos de vista. Perguntei para a menina, que foi ferida no bumbum, se ela tinha
sido agredida. Ela disse que entraria no shopping para ver se tinha sido ferida 
mesmo. Nos separamos aí.”

Por conta do incidente e dos riscos que ele poderia representar, a médica passou
a tomar medicação antirretroviral.

> “Fui para um hospital perto e eles recomendaram ir ao Hospital Emílio Ribas, onde
> se aplica o PEP [sigla em inglês que designa profilaxia pós-exposição]. Me deram
> a medicação para sete dias e procurar um centro de DST [Doenças Sexualmente Transmissíveis]
> para a primeira sorologia de controle. Peguei a medicação de 28 dias e estou tomando”,
> disse a médica.

Ela contou ao **G1** que fez testes diversos testes de sorologia para algumas DST’s
e eles resultaram como não reagentes.

> “Estes exames servem para mostrar se eu já tinha essas infecções antes do ataque,
> não daria para saber se eu já teria sido infectada porque a janela imunológica
> é de 30 dias e só depois de fazer a PEP é que eu começarei pela espera pra saber
> se fui infectada naquele momento. Terei de fazer outros exames periódicos por 
> um ano.” [Uma nota do editor de Soropositivo.Org: Eu não sei como é o acompanhamento
> de doenças infecciosas como o HIV no Perú, mas aqui no Brasil a janela imunológica
> é de 30 dias para 99% das pessoas e o 1 por cento restante fica para 60 dias. 
> O que me causou “espécie nesta redação” é que não foi mencionado um teste para
> Hepatite C, muito mais infecciosa que o HIV, cujo agente etiológico, o HCV, pode
> sobreviver, por exemplo, num vidro de tinta de um tatuador por até oito dias! 
> Eu tenho um ou dois contatos no Emílio Ribas e vou procurar saber melhor a respeito
> disso e, quando eu tiver esta informação nas mãos, se eu as tiver, eu atualizo
> este artigo].

Conforme diz o G1, ainda segundo ela (parece-me que o G1 não quer se comprometer
com informações que, certamente, não tem expertise para isso):

> “O vírus HIV vive fora do corpo por até uma hora, mas é muito difícil a transmissão
> por uma perfuração tão rápida. [Eu fiz ligeira menção a isso no parágrafo anterior,
> mas cumpre informar que a instalação (sic) completa do HIV depende de uma série
> de fatores onde quantas cópias de RNA viral haveria naquela agulha e, pensando
> mais profundamente, ele teria de injetar o sangue contaminado e, depois disso,
> para  “o segundo ataque”, deveria ser precedido de uma “nova carga de sangue com
> uma alta concentração de HIV neste sangue, ou seja, seria necessário sangue, ou
> plasma sanguíneo na seringa com uma alta carga viral”!.

Como nunca saberemos, creio eu, onde está e o que aconteceu com a moça que recebeu
a segunda picada nas nádegas, será difícil se chegar a uma conclusão sobre isso.
Ademais, não sabemos se a médica de origem peruana teria “sido a 1ª vítima” destes
ataques eu chego a pensar que quem perpetra estes ataques pode estar sofrendo de
algum problema psiquiátrico= ou mesmo de um Transtorno de estresse pós-traumático(
receber este diagnóstico não é uma boa experiência) e tentar avaliar se ele tinha
uma intenção criminosa – long de mim desculpar ou justificar tal procedimento e,
se ele estiver sofrendo de problemas mentais, precisa de apoio psiquiátrico, terapia
e isolamento da sociedade em clínica psiquiátrica até que ele possa, RECEBENDO TRATAMENTO
DINO E HUMANIZADO, se recompor do diagnóstico (estou lançando uma ilação, tudo isso
pode ser um engano meu) para poder voltar à vida.

 

A médica prossegue, com tranquilidade:

> “ Não sei o que continha naquela seringa, se tinha algum fluido. Fui puncionada
> por uma seringa com conteúdo desconhecido. O cuidado é protocolar, os cuidados
> foram básicos do protocolo por contato com agentes biológicos, natural.”

A médica afirma ter sentido que seria melhor mudar a sua rotina diária por medo 
de sair de casa. (nós, os cidadães de bem, reféns do medo, presos em nossas casas)

> “**Na verdade, foi um estresse. Estou tranquila do ponto de vista saúde física,
> a única coisa que me incomoda é tomar uma medicação que é muito forte e que tem
> muitos efeitos colaterais.** Foi um evento que mudou muito a minha rotina, tive
> de ir a uma delegacia, ao IML, fazer exames de sangue. Isso mexeu com minha confiança
> de sair à rua, presto muito mais atenção ao meu redor, estou abalada porque não
> se espera, fiquei pasmada, por isso não reagi e não pensei em chamar a polícia
> na hora.”

 

> _Este é um convite à reflexão para pessoas que pensam estar vivendo num ambiente
> asséptico e ignoram, e isso chega a ser pouco incômodo para nós, pessoas vivendo
> com HIV. O que é interessante é trazer a luz esta declaração: “Remédios fortes,
> efeitos colaterais desagradáveis, blá, blá, blá… e fazer com que enxerguemos as
> coisas como certos aliennados, como o que eu vou colr abaixo_
> ![Certas mensagens não levam necessáriamente à leitura de um artigo e, infelizmente,
> podem levar a conclusões precipitadas com consequêncas desastrosas](https://soropositivo.
> org/wp-content/uploads/2016/09/irresponsabilidade.png)
> Certas mensagens não levam necesariamente à leitura de um artigo e, infelizmente,
> podem levar a conclusões precipitadas com consequências desastrosas

Nós, que vivemos com AIDS, teremos, se quisermos viver, tomar este medicamento _ad
infinitum _e eu chamo você, eventual empresário/a que possa estar lendo este artigo,
se não seria um bom passo na iniciação de um critério inclusivo de pessoas soropositivas
ou vivendo com AIDS (duas coisas naturalmente ligadas e simultaneamente difusas)
a terem “algum espaço, com a dedida privacidades” criando-se (e por que não?), um
banco de horas onde o funcionário soropositivo que nçao deve satisfação a nenhum
outro funcionário e apenas e tão somente ao empregador e o setor de RH, que deveria
manter-se silenciosamente isento e estanque, com os questionamentos que algum funcionário
poderia fazer ao RH, dando a leve maleabilidade de horário ou até mesmo o Home Office(
Eu estou editando este texto no metro, linha norte-sul e acabo de chegar em santana,
onde desço). Agora, já em casa, estou no meu notebook, mas trabalhei doto este texto
num SmartPhone ASUS 2 Gold, numa versão mobile do Word (percebe como uma pessoa 
doete de AIDS, com Neuropatia Periférica, uma resultante da vida com HIV há, já,
22 anos, que só me permite digitar com os dedos indicadores

**Atendimento médico**

> Segundo o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, “todas as orientações foram 
> dadas e as condutas adequadas foram tomadas” em relação à paciente. De acordo 
> com o instituto, “casos como esses são raros” e seus “riscos para transmissão 
> de doenças infecciosas são considerados mínimos.”

O G1 informou, ainda que uma usuária do Facebook relatou o episódio que, segundo
ela, teria ocorrido com uma amiga, que é médica. Ela afirma que por volta das 17h,
ambas caminhavam pela avenida quando um homem injetou uma agulha nas costas da mulher.

> “Ela sentiu uma pressão nas costas, mas não percebeu que havia sido fincada com
> uma agulha. O homem passou calmamente a seu lado, escondendo o material e na sua
> frente perfurou a garota que estava andando em frente a ela no bumbum”, escreveu.

Adaptado à linguagem de quem sabe bem o que é viver com HIV, com Informações do 
G1no artigo de **Glauco Araújo** ‘[Pensei que era lenda urbana’, diz médica atacada com agulha em SP](http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/06/pensei-que-era-lenda-urbana-diz-medica-atacada-com-agulha-em-sp.html?)

## Leia também

 * [“Eu imaginava que seria uma lenda Urbana ‘ Depois de Ataque com Agulha na Paulista’”](https://soropositivo.org/ataque-com-agulha-na-paulista-2/)
 * [Prefeituras paulistas desmentem lenda urbana da ‘enfermeira do HIV’](https://soropositivo.org/prefeituras-paulistas-desmentem-lenda-urbana-da-enfermeira-do-hiv/)
 * [PRO 140: Injeção com anticorpos amplamente neutralizantes pode estar disponível no início de 2017!](https://soropositivo.org/pro-140-injecao-com-anticorpos-amplamente-neutralizantes-pode-esta-disponivel-no-inicio-de-2017/)

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