# Falta proteção contra Sífilis e Aids no pré-natal

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- Published: 2009-06-19T22:48:51-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

, Ullisses CampbellDa equipe do CorreioUm levantamento feito pelo Ministério da 
Saúde revela que 38% das mulheres grávidas de todo país não fizeram testes anti-
HIV e 25% não verificaram a possibilidade de estarem com Sífilis durante o acompanhamento
pré-natal, no ano passado. A mesma estatística aponta que 19% das mulheres não fizeram
esses exames nem antes da gravidez nem mesmo depois que o bebê nasceu. Ontem, durante
o lançamento do plano nacional de redução da infecção por Aids e Sífilis em recém-
nascidos, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que esse tipo de infecções
em bebês é “inadmissível” no Brasil. O plano de ação é um pacote que traz metas 
a serem cumpridas pela União, estados e municípios para a redução escalonada e regionalizada
da transmissão vertical das doenças, que ocorre quando o vírus é passado da mãe 
para o bebê no feto ou durante o parto. O objetivo é garantir que 90% das gestantes
façam exames de HIV e de Sífilis antes do parto até 2011. Hoje, esse percentual 
é de 62%, no caso do HIV e de 75%, no da Sífilis. Como 96% das gestantes brasileiras
têm acesso a atendimento pré-natal, fica claro que a qualidade do serviço deixa 
a desejar.Sem prevenção, 25% das gestantes infectadas transmitem as doenças para
os filhos antes, durante ou depois do parto. Se houver tratamento, porém, a taxa
pode cair para 1%, em relação ao HIV, e menos de 0,1% (um caso para cada 1.000 bebês
nascidos vivos) na Sífilis.recursos. Temporão destacou que o Ministério da Saúde
aumentou a oferta de recursos financeiros para ampliar a realização dos exames. “
Estamos colocando mais R$ 16 milhões para dar cobertura ao volume de exames adicionais”,
destacou. Atualmente, o governo investe R$ 38 milhões na aquisição de medicamentos
antiretrovirais e em testes de HIV e Sífilis. “Nós estamos propondo, no caso de 
regiões de difícil acesso, onde não temos uma infra-estrutura laboratorial, que 
possamos usar tecnologia brasileira”, defendeu Temporão. Ele acredita que, com o
cumprimento das metas do plano de redução, é possível uma mudança de cenário a partir
de 2011. A meta do governo é ampliar de 1,4 milhão para 2,3 milhões ao ano o número
de exames de HIV e de 2,1 milhões para 4,8 milhões o de Sífilis.De acordo com o 
último boletim epidemiológico do governo, foram registrados no Brasil 1.091 casos
de transmissão vertical de HIV em 1996. Em 2005, o número caiu para 530. Situação
diferente ocorre em relação à Sífilis congênita, que teve crescimento no número 
de registros: estima-se que o país possui, atualmente, 12 mil casos por ano, contra
5.710 casos da doença em 2005. A região que mais realizou testes anti-HIV no pré-
natal foi a Sul (86%), seguida da Sudeste (74%) e da Centro-Oeste (70%). As regiões
Nordeste (41%) e Norte (46%) apresentaram os índices mais baixos. O levantamento
do Ministério da Saúde mostrou, também, que a cobertura é baixa nos municípios de
menor porte. Naqueles com menos de 50 mil habitantes, a testagem para o vírus da
Aids nas parturientes foi de 52%. Nos municípios acima de 400 mil habitantes, o 
percentual foi de 71%.A erradicação da Sífilis congênita e o combate ao HIV/Aids
são condições estabelecidas nas Metas do Milênio, da Organização das Nações Unidas(
ONU).

## Leia também

 * [Grávidas desprotegidas](https://soropositivo.org/gravidas-desprotegidas/)
 * [Pré-natal: homem deve fazer também](https://soropositivo.org/)

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