# Garotos fazem excursões para perder a virgindade com Profissional do Sexo

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- Published: 2010-08-23T14:01:40-03:00
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 [⌊Iniciacao Sexual⌉](http://soropositivo.net.br/hiv-aids-hpv-hepatite/garotos-fazem-excurssoes-para-perder-a-virgindade-com-uma-profissional-do-sexo.html/iniciacao-sexual1/)“
Tem grana? 480 hoje?” Esse é um chamado comum nos corredores do Dante Alighieri,
colégio de classe média alta no bairro dos Jardins, em São Paulo.

“480” é o codinome de um bordel que fica em rua próxima, no mesmo número. A grana
é para pagar a garota de programa, ou “GP”, no vocabulário local. A tradição é ir
sempre “em galera”.

“Minha primeira transa foi com uma GP, por aqui. Eu tinha 16 anos. Fui com uns amigos,
e a prioridade era minha, porque eu era virgem”, conta Pedro*, 17. “Meus amigos 
disseram: “Você pode ficar com a mais bonita, escolhe”.”

Perder a virgindade num privê com amigos do colégio é costume para muitos meninos.“
A ideia vai amadurecendo aos poucos. Na 7ª série, a gente ouve falar. Na 8ª, começa
a combinar de ir. No 1º e no 2º ano, o pessoal vai muito”, admite Daniel*, 17.

A sessão matinê geralmente rola logo após a aula ou no intervalo para o curso de
inglês. Variações são encorajadas: além do “480”, há o “175”, o “237”…

“Vamos depois do almoço, que é a hora dos executivos da Paulista”, detalha Pedro.

Segundo Daniel, o fato de as GPs estarem “acostumadas a atender alunos” dá mais 
segurança aos virgens.

Frequentador do “175”, Caio*, 15, teve a primeira transa lá aos 13 anos. “Fui com
dois amigos do colégio. Você entra na casa, espera na salinha, a cafetina pergunta:“
Já sabe quem você quer?”. Se não sabe, todas passam na sua frente, e você escolhe”,
conta ele, que não gosta de chamar as meninas de prostitutas. “Eu falo GP.”

Às GPs, só elogios. “Elas são gente boa. O programa é R$ 70 por meia hora, eu já
chorei, falei que era estudante, e elas fizeram por R$ 40.”

“Desde a 8ª série, transei com umas seis, sete GPs. A minha primeira vez foi com
uma, quando eu tinha 14 anos”, diz Fred*, 17, que estuda no Bandeirantes, outro 
colégio de jovens endinheirados para quem as matinês no privê são corriqueiras.

Rodrigo*, 18, também perdeu a virgindade assim, aos 15 (“Meus amigos me levaram”),
e virou habitué de casas próximas aos metrôs Ana Rosa e Paraíso. “Contei para os
meus pais. Eles falaram para eu tomar cuidado, mas sempre uso **CAMISINHA**.”

Cliente das mesmas casas, mas aluno do cursinho Etapa, André*, 17, se orgulha de
ter ajudado na iniciação de um amigo. “Ele já tinha 18 anos e era o único virgem
da turma, então, o levamos.”

“Com uma GP, o nervosismo é menor”, diz Sandro*, 17, “porque, nessa idade, você 
não domina muito a arte”. Mas o ideal, para ele, seria que a primeira vez rolasse
com uma namorada.

“É mais legal com a namorada. Você tem cuidado, é uma troca maior”, compara. André
faz coro: “Tem mais carinho”. E todos concordam: **CAMISINHA** sempre!

* Nomes trocados

**FOLHA DE S. PAULO – SP | FOLHATEEN**

CAMISINHA

MATINÊ NO PRIVÊ

DÉBORA YURI

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

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