# Mortes por leishmaniose sobem em 2007

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- Published: 2009-06-19T22:50:37-03:00
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, Table Of Content Jornal da Cidade &#8211; SP Leia também Relacionado Jornal da Cidade &#8211; SP Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano: Geral &nbsp; 24/NOVEMBRO/07 &nbsp; &nbsp; O número de óbitos registrados este ano já é o maior desde 2003, sendo que sete pessoas não resistiram à doença &nbsp; Luciana La Fortezza &nbsp; Nos últimos cinco anos, 21 pessoas morreram de leishmaniose visceral em Bauru. Só neste ano, sete pessoas não resistiram à doença. O número de óbitos em 2007 já é o maior desde 2003. O total é quase o dobro em relação ao ano passado. O caso mais recente foi confirmado ontem. &nbsp; Um homem de 76 anos, morador da Vila Camargo, morreu nesta sexta-feira no Hospital Estadual de Bauru, onde recebia tratamento. Com o registro de seu falecimento, a taxa de mortalidade da leishmaniose em 2007 sobe para 26,9%, sendo que a média é de 10%. “Mas não acredito que a doença esteja mais agressiva”, avalia o infectologista Marcelo Pesce. &nbsp; Na opinião dele, o número de mortes pode ter relação com diagnóstico tardio. Ele próprio já perdeu paciente nestas circunstâncias: chegou com o quadro clínico já muito debilitado. “Se faz o diagnóstico precoce, a chance de sucesso é maior”, acrescenta. &nbsp; Mas é o estado do sistema imunológico da vítima da leishmânia o principal responsável pelo êxito do tratamento, na avaliação da médica sanitarista do Departamento de Saúde Coletiva, Maria Helena de Abreu. &nbsp; Vítimas &nbsp; De acordo com ela, a doença é mais grave em crianças, idosos, cuja imunidade é mais frágil, além de portadores de moléstias como HIV, doença de Crohn (inflamação crônica do intestino) e diabetes, por exemplo. A vítima de ontem demonstrava há tempos estar pouco resistente, segundo confirmou o filho dele. &nbsp; Para evitar constrangimento, pediu para preservar o nome da família. No entanto, contou que o pai tinha se submetido a cirurgia de coração há um ano e não passava muito bem recentemente. Ele e o irmão até desconfiaram de uma eventual depressão. A vítima tinha um cão, que se submeteu ao exame sorológico, cujo resultado foi negativo. A família não tem idéia de quando e onde o idoso foi infectado. &nbsp; Como o período de incubação da doença varia entre dez dias e dois anos, Abreu garante não ser possível ava li ar a taxa de mortalidade ao analisar um único ano. A pessoa que morre hoje de leishmaniose pode ter contraído a doença há mais de um ano. “Temos de avaliar a epidemia como um todo”, diz. Além disso, nas pessoas saudáveis a leishmânia encontra resistência para se reproduzir. &nbsp; “Eu mesmo devo ter sido picado e a doença não se manifestou”, comenta o médico veterinário e atualmente chefe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Luiz Ricardo Paes Barros Cortez. De acordo com ele, a melhoria nas condições de vida das pessoas é uma das ferramentas mais eficazes para conter a doença. Segundo ele, em países desenvolvidos como no Sul da Europa, a população é menos suscetível. &nbsp; Pequeno &nbsp; Como o número de mortes por leishmaniose não passa de um dígito, o salto de quatro para sete entre 2006 e 2007 não é considerado significativo para o médico veterinário e atualmente chefe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Luiz Ricardo Paes Barros Cortez. Na opinião dele, a quantidade de casos entre os dois anos mantém uma média. &nbsp; A avaliação, porém, não serve de consolo à população, que não pode relaxar com as ações de prevenção da doença. Além de manter os quintais limpos, deve ter a posse responsáveis de animais. A avaliação é de Ana Maria Lellis Krupelis. A leishmaniose lhe roubou um filho de 26 anos em 2005. &nbsp; “Acho que as pessoas não estão muito preocupadas. Acham que só vai acontecer com os outros. Mesmo sabendo dos riscos, tem gente que não está nem aí”, diz. Enquanto isso, o CCZ continua fazendo busca ativa de cães com os sintomas da doença, com posterior exame para constatação da contaminação e eutanásia dos animais, se necessário. &nbsp; Também fiscaliza e autua proprietários de imóveis que apresentem criação de animais proibidos em área urbana e sem ações de limpeza. Agentes do CCZ ainda fazem busca ativa de possíveis novos casos na região onde há registro da doença em humanos, informa a assessoria de imprensa da prefeitura. Leia também Febre amarela: mais três mortes confirmadas Mortes por Aids caem 10% em cinco anos Já são cinco mortos no País Este blog existe há 25 anos.Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.E se quiser, mande um Pix de R$ 0,25 pelos 25 anos de trabalho:Chave Pix: solidariedade@soropositivo.orgVocê também pode me escrever para: claudio@soropositivo.orgViews: 0 Relacionado
