# Novos medicamentos anti-retrovirais, novas formulações, e novas estratégias para tratamento do HIV

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- Published: 2015-08-26T19:59:07-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

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**AVISO IMPORTANTE**

Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir
da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento
devem ser tomadas em conjunto com profissionais de saúde.

**HÁ VIDA COM HIV**

Este blog está online há 26 anos, 2 meses e 12 dias.

> Como a profilaxia pré-exposição ([PrEP](http://soropositivo.org/category/prep-2/))
> e o tratamento como a prevenção agarrou as manchetes no 8º Conferência sobre HIV
> patogênese, tratamento e prevenção da _International AIDS Society_ em Vancouver,
> uma sessão sobre “TARV: novas drogas e novas estratégias” não encheu o auditório
> em sua plena capacidade, como o fez, muitas vezes, no passado.
> 
> ### Temas Tratados Nesta Página
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> No entanto, a sessão fornece algumas promissoras notícias sobre novos medicamentos
> contra o HIV/AIDS que vem através de boas novas para as pessoas que vivem com 
> HIV, uma nova versão de uma droga que melhora a segurança sem comprometer a eficácia,
> e um potencial novo uso para medicamentos existentes.

**O inibidor maturação do HIV BMS-955176**

⌊CareyHwang-IMG_0179-sq500-2-150x150⌉⌊CareyHwang-IMG_0179-sq500-2-150x150⌉Carey 
Hwang, MD, PhD, Bristol-Myers Squibb fez uma apresentação sobre uma droga experimental
da empresa, conhecida como HIV BMS-955176, mostrando que ela suprime carga viral
tão eficazmente como as comumente usadas drogas antirretrovirais já no mercado (
_resumo [TUAB0106LB](https://www.youtube.com/watch?v=za2wxIcAtyQ)_).

BMS-955176 é um _inibidor de maturação_ que impede o HIV de produzir o complexo 
de “polyproteinas” que são cortadas por enzimas de protease e montados em novas 
partículas de vírus. Se a proposta for aprovada, A BMS-955176 seria a primeira terapia
anti-HIV/AIDS para o trabalho de prevenção do vírus, maturação e liberação de células
infectadas. BMS-955176, em combinação com um inibidor de protease, poderá ser uma
nova opção para as pessoas que não toleram ou são resistentes a nucleotídeos ou 
nucleosídeos [inibidores da transcriptase reversa (NRTI)](https://pt.wikipedia.org/wiki/Inibidor_da_transcriptase_reversa).

Hwang’s team realizou um estudo pequeno do tipo Fase 2 da BMS-955176 utilizado em
combinação com inibidores de protease do HIV atazanavir (Reyataz).  Este estudo 
incluiu 28 pacientes HIV-positivos adultos que foram aleatoriamente designados para
tomar BMS-955176 em doses orais de 40 ou 80 mg uma vez ao dia potencializados por
atazanavir ou não potencializados durante 28 dias. O grupo controle recebeu tratamento
padrão utilizando tenofovir/emtricitabina (Truvada) mais a potencialização do atazanavir.

[⌊Ciclo de vida do HIV⌉⌊Ciclo de vida do HIV⌉[

Em linhas gerais este gráfico mostra o ciclo de vida com HIV e o pnto de “maturação”
do vírion

BMS-955176 possui uma meia-vida longa no corpo, de tal forma que os participantes
necessitaram de tomar uma dose uma ao dia. BMS-955176 funcionou bem para evitar 
replicação viral de RNA do HIV cuja contagem caiu rapidamente em todos os braços
de tratamento. No dia após a última dose, as reduções máximas da carga viral foram
semelhantes nos três braços do estudo com a BMS-955176  (-1,86 a -2.23 log) e no
braço com uso de Truvada (-2.22 log).

O tratamento de curta duração com BMS-955176 foi seguro e bem tolerado, sem eventos
adversos graves ou abandono do estudo por este motivo. A maioria das pessoas que
usaram o atazanavir como potencializador tiveram elevações bilirrubina (um conhecido
efeito colateral do atazanavir), mas esta ocorreu em apenas duas pessoas usando 
BMS-955176 não potenciados com atazanavir.

Bristol-Myers Squibb anunciou que um par de estudos Fase 2b de BMS-955176 se iniciaram
neste ano, um para as pessoas não tratadas anteriormente e os outro explorando um
ITRN e um potencializador no esquema para tratamento de pessoas experientes. Se 
a segurança e eficácia da droga for confirmada em estudos maiores, A BMS-955176 
pode se tornar uma importante opção de tratamento para as pessoas que tenham desenvolvido
uma extensa existente resistência a medicamentos contra o VIH/AIDS.

**Novos ITRNN Doravirine**

Outro estudo mostrou que **Doravirine**, da próxima geração de  inibidores da transcriptase
reversa não-análogos de nucleosídeos(ITRNN) da Merck, foi tão eficaz quanto os ITRNN
mais velhos para suprimir o HIV, mas produziu menos efeitos colaterais relacionados
à droga.

ITRNN geralmente são eficazes, fáceis de usar, e bem adequado para tratamento do
HIV em pessoas começando o tratamento. Mas o Efavirenz muitas vezes provoca efeitos
colaterais sobre o sistema nervoso central, tais como tontura e sonhos anormais,
de forma que não é mais recomendado para a primeira linha TARV nas diretrizes atuais.[
Nota do tradutor: Por Engano eu tomei uma dose dele e vi que a maré, como dizia 
uma velha amiga, enche mesmo com o Efavirenz]

[⌊JoseGatell-IMG_0127-sharp-sq500-150x150⌉⌊JoseGatell-IMG_0127-sharp-sq500-150x150⌉[José Gatell, MD, PhD da Universidade de Barcelona relatou os resultados mais recentes de um estudo em curso comparando Doravirine com Efavirenz, ambos tomados uma vez ao dia, para pessoas com HIV não tratadas anteriormente (_resumo [TUAB0104](http://pag.aids2014.org/Abstracts.aspx?AID=6331)_).

Gatell relatou as conclusões de uma análise dos participantes que foram aleatoriamente
designados para tomar 100 mg de Doravirine ou Efavirenz, ambos com Truvada, por 
48 semanas.

No tratamento, em geral, as taxas de resposta foram comparáveis nos dois grupos,
com 73% das pessoas que tomam Doravirine e 72% das pessoas que o Efavirenz tendo
carga viral abaixo de 40 cópias/ml (indetectável pelos testes padrão) em 24 semanas,
e 89% e 87 % tendo contagem viral abaixo de 200 cópias por ml respectivamente. Os
ganhos na contagem de células CD4 também foram semelhantes (154 e 146 células/mm3).

Ohando para as taxas de resposta em função de pré-tratamento e níveis virais, mais
de 90% das pessoas que tomam o medicamento tinha RNA viram em contagens abaixo de
200 cópias na 24ª semana, independentemente de terem começado com uma baixa ou alta
carga viral. Mas o fato é que as pessoas que iniciaram com um alto nível foram menos
propensas a cair abaixo dos limite de quarenta cópias do RNA viral por ml de sangue.
Gatell observou que carga viral ainda estava caindo na 24ª semana, sugerindo que
aqueles com maior nível vírus provavelmente ainda não tiveram tempo suficiente para
ficar abaixo do limite inferior ao detectável.

Voltando à segurança e tolerabilidade, as pessoas tomando Doravirine demosntraram
a probabilidade de interromper o tratamento por qualquer motivo foram em torno de
50%, com uma diferença da taxa de abandono devido a eventos adversos na comparação
Doravirine/Efavirenz (0,9% vs 5,6% respectivamente).

Menos pessoas tratadas com Doravirine relataram efeitos colaterais neuropsiquiátricos
quando comparado com as pessoas que usam o Efavirenz, sendo o mais comum a tontura(
9% vs 28%), sonhos anormais (7% vs 18%), e os pesadelos (7% vs 8%).  Depressão foi
um sintoma que resultou, no uso de Doravirine, como uma intercorrência de 50% do
que usualmente acontece entre as pessoas que tomam Efavirenz (3% vs 6%), mas os 
números foram irrelevantes.

Um grande estudo de Fase 3 com Doravirine agora está em andamento, de acordo com
Gatell.

**Trocando de TDF a TAF**

O Tenofovir Disoproxil Fumarato ou TDF (Viread) da Gilead Sciences é um dos medicamentos
antirretrovirais mais amplamente utilizados . Trata-se de um componente do Truvada
e utilizado para tratamento do HIV e na PrEP num esquema de comprimido único, Atripla,
Complera e Stribild. Embora seja geralmente considerado seguro e bem tolerado, pode
causar perda óssea mais rapidamente após o início do tratamento e leva a problemas
renais em pessoas sensíveis.

TAF é uma nova “pró-droga” que fornece o agente ativo (tenofovir difosfato) para
as células com mais eficiência, o que significa que as pessoas podem tomar doses
muito baixas e terão menores concentrações da droga em seu sangue e em seus rins,
ossos e outros órgãos e tecidos.

Dois ensaios clínicos fase 3, apresentados na edição deste ano da Conferência sobre
retrovírus e infecções oportunistas (o link a segui já é para a [CROI 2016](http://www.croiconference.org/))
mostraram que TAF é tão eficaz como TDF em pessoas sem tratamento anterior, mas 
ele tem menos efeitos negativos sobre os rins e os ossos em comparação com a versão
atual.

[⌊TonyMills-IMG_0031-sq500-150x150⌉⌊TonyMills-IMG_0031-sq500-150x150⌉[Na conferência da IAS, Tony Mills, MD da Califórnia do Sul, e outros médicos do grupo de Los Angeles apresentaram as conclusões de outro estudo Fase 3 vistos no tratamento de pessoas experientes que mudaram da antiga para a nova formulação do tenofovir (_resumo [TUAB0102](https://www.youtube.com/watch?v=bf7LKQ--jos)_).

Este estudo incluiu 1.436 pacientes HIV-positivos, pessoas com função renal normal
que tinham carga viral indetectável com TDF TARV contendo esquemas (Stribild, Atripla,
ou potencializados por Atazanavir mais Truvada).

Os participantes foram designados aleatoriamente para permanecerem no seu regime
atual ou mudarem para um novo esquema de comprimido único, contendo TAF, emtricitabina,
cobicistat e elvitegravir,  basicamente uma nova versão de Stribild com TAF em vez
da TDF.

No início do estudo os participantes tiveram uma taxa de filtração glomerular estimada(
eGFR) -uma medida da função renal de 107 ml/min (acima de 90 é geralmente considerado
normal) e cerca de 10% apresentavam discreta ou moderada [proteinúria](https://pt.wikipedia.org/wiki/Protein%C3%BAria)(
proteína na urina).

Ambos os tratamentos foram altamente eficazes. Depois de 48 semanas, 97% das pessoas
que mudaram para a TAF e 93% que ficaram com os seus esquemas atuais tinham carga
viral indetectável, uma diferença significativa em favor do TAF.

Segurança e tolerabilidade globais foram boas em ambos os grupos de tratamento, 
com poucas pessoas abandonando a terapia devido a eventos adversos (0,9% no grupo
TAF e de 2,5% no grupo TDF – o equivalente a 1/3 na comparação entre os dois subconjuntos
de desistentes em beneficio do TAF).  Enquanto a maioria dos tipos de efeitos colaterais
e anormalidades laboratoriais encontradas foram semelhantes em ambos os grupos e,
contudo, **houve algumas diferenças importantes relacionadas com a função renal 
e saúde óssea**.

> **Pessoas que mudaram para a TAF apresentaram melhorias nos marcadores da função
> renal ao mesmo tempo que aqueles que se mantiveram no TDF pioraram.** Densidade
> mineral óssea (DMO) da coluna vertebral e quadril  subiram no braço do TAF e caiu
> entre aqueles no braço com o TDF. **Pessoas que mudaram para a TAF também viram
> melhoras significativas na osteopenia ou osteoporose.**
> Especialmente para as mulheres e outras pessoas em risco de perda óssea, ou para
> as pessoas em risco para problemas com a função renal,  a “TAF fornece uma grande
> nova opção,” Mills disse.

Em um relatório, Samir Gupta, MD da Indiana University, que apresentou as conclusões
de um estudo fase 3 em curso de TAF em pessoas com comprometimento pré-existente
leve ou moderado da função renal (_resumo [TUAB0103](http://pag.aids2014.org/abstracts.aspx?aid=4291)_).

Esta análise incluiu 242 pessoas com supressão viral estável. Cerca de 80% eram 
homens, cerca de 18% eram negros, e a idade média era de 58 anos. Muitos tinham 
fatores de risco para doença renal, que incluem pressão arterial elevada e diabetes.
No início do estudo não tinham comprometimento renal de leve a moderado com eGFR
variando de 30 a 69 ml/min.

No presente estudo, os participantes passaram de esquemas existentes que poderiam
conter TDF ou não, passar para o squema terapêutico de única pílula FAT utilizado
no estudo anterior; antes da troca, 65% estavam envolvidos em esquemas terapêuticos
contendo TDF.

Entre as pessoas que trocaram de esquemas terapêuticos contendo TDF- para TAF, houve
melhoras que foram significativas e, às vezes grandes melhorias em várias medidas
da proteinúria (altos níveis de proteína na urina).  A proporção de participantes
com proteinúria clinicamente significativa diminuiu de 47% para 13 %. Mas as mudanças
foram pequenas e não estatisticamente significativas para aqueles que trocaram de
esquemas terapêuticos contendo TDF para esquemas terapêuticos contendo TAF.

> Mais uma vez, pessoas que mudaram de esquemas terapêuticos que contém TDF, para
> esquemas terapêuticos que contém a TAF viram aumentos significativos da densidade
> óssea; em média (+2.95%) na coluna vertebral e (+1.85%) no quadril em estudos 
> de 48 semanas. Mas não houve alterações significativas entre os de não-TDF combinados.
> Os dados dessas 48 semanas suportam a Segurança renal e óssea no esquema de única
> pílula uma vez ao dia, um [FAT co-formulação] para adultos com HIV e acometimento
> renal,” concluíramos pesquisadores .

Com base nas conclusões do estudo, Gileade, pediu a Food and Drug Administration(
FDA) para aprovar a nova versão do TAF Stribild, com uma decisão esperada para novembro.
A empresa também tem solicitado a aprovação de um TAF coformulação dupla que iria
substituir o Truvada, que está desenvolvendo outros dois esquemas de pílula única
TAF, uma contendo rilpivirine (Edurant) e os outros darunavir (Prezista).  Um estudo
_Stand-alone_ (monoterapia) TAF também está sendo desenvolvido como um tratamento
para a hepatite B.

**O Raltegavir durante a gestação**

Outro relatório durante esta sessão mostrou que combinação TARV contendo o inibidor
de integrase o raltegravir (Isentress) pode ser uma opção atraente para o tratamento
de mulheres grávidas com HIV e, potencialmente, para evitar transmissão do HIV de
mãe para filho.

É bem sabido que prescrever antirretrovirais às grávidas e recém-nascidos podem 
[reduzir drasticamente o risco de transmissão do HIV](http://soropositivo.org/2015/07/04/cuba-sim-a-pequena-e-maltratada-ilha-foi-fertificada-pela-oms-como-primeira-nacao-a-erradicar-a-transmissao-do-hiv-de-mae-para-filho/).
Drogas mais antigas como a zidovudina (AZT ou Retrovir), nevirapina (Viramune), 
e lopinavir/ritonavir (Kaletra) têm o maior número de dados sobre o uso durante 
a gravidez, mas as novas drogas podem ser melhor toleradas e mais fáceis de tomar.

[⌊FatimaKakkar-IMG_0155-sq500-150x150⌉⌊FatimaKakkar-IMG_0155-sq500-150x150⌉[[Fátima Kakkar](https://www.chusj.org/en/Bio?id=fa5fef6a-704a-4f07-b6bb-d34d295140e8), MD, MPH
na Universidade de Montreal que apresentou resultados de uma série de casos de recém-
nascidos de mães tratadas com o raltegravir durante a gravidez. (_resumo [TUAB0105](https://www.youtube.com/watch?v=taWbinZJ7nI)_).

As diretrizes atuais de tratamento geralmente recomendam que as gestantes devem 
receber o mesmo tipo de TARV como outros adultos com HIV, mas as orientações DOS
ESTADOS UNIDOS consideram o raltegravir uma opção “alternativa”, porque menos se
sabe sobre seu uso durante a gravidez. O raltegravir é listado como [FDA pregnancy category C](http://www.drugs.com/pregnancy-categories.html),
significa que os dados provenientes de estudos com animais sugerem que podem ter
um efeito adverso no feto (em um estudo em coelhos cresceram bervuras expostas cresceu
nervuras extras), mas não foram feitos estudos adequados em seres humanos.

No entanto, o raltegravir tem sido utilizada em casos excepcionais para evitar transmissão
vertical (de Mãe para Filho), disse Kakkar . Isso pode ser particularmente benéfico
para as mulheres com HIV que apresentam atrasos terapêuticos durante a gravidez 
e que precisam baixar rapidamente suas cargas virais viral antes do parto, ou para
mulheres que vivem a experiência da falha terapêutica durante a gravidez ou que 
porte vírus resistente à terapia em uso durante a gravidez.

Esta análise incluiu 18 mulheres em [Montreal](https://www.google.com.br/search?q=%EF%BB%BFMontreal%EF%BB%BF%EF%BB%BF&biw=1920&bih=885&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0CDQQsARqFQoTCML6xMe2x8cCFUVNkAodks4JLA)
que deram à luz entre 2010 e 2015. Eles receberam o raltegravir durante a gravidez,
a dose usual de 400 mg duas vezes por dia como parte de uma combinação em esquema
de TARV. As indicações para o raltegravir incluíram carga viral acima de 1.000 cópias
durante o terceiro trimestre da gravidez apesar do tratamento (sete mulheres), início
tardio de TARV durante a gestação (sete mulheres), e resistência a drogas antirretrovirais(
seis mulheres).

A maioria das mulheres começou a tomar o raltegravir após o primeiro trimestre. (
Durante o primeiro trimestre o risco de dano para o feto é maior.) Mas alguns começaram
o raltegravir antes da concepção e a última não o fez até a 40ª semana de gestação.
Das 18 mulheres no estudo, 14 conseguiram carga viral indetectável após o início
da TARV com o raltegravir, mas quatro ainda tinham níveis virais detectáveis no 
momento do parto.

Nenhum dos recém-nascidos de alto risco mães estavam infectados com o vírus do HIV.(
Em comparação, as taxas de infecção em recém-nascidos a fim de apresentar e mães
não tratadas variam de cerca de 4% para 9 %).

As crianças nasceram em uma média da idade gestacional de 38 semanas e tiveram uma
média habitual de peso, ao nascimento, de 3,1 kg (cerca de 7 lb).  Escores de [APGAR](https://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_de_Apgar),
comprimento e circunferência da cabeça eram comparáveis às dos recém-nascidos expostos
ao Kaletra ou esquemas otimizados com atazanavir durante a gravidez. Nenhum dos 
recém-nascidos das mulheres com esquema de TARV combinada com raltegravir no momento
da concepção nasceu com anomalias congênitas ou defeitos (sic) de nascença.

O estudo também analisou a dois recém-nascidos que receberam o raltegravir como 
profilaxia logo após o nascimento. Uma destas crianças, nasceu de uma mãe com carga
viral detectável durante o terceiro trimestre, uma história de má aderência e resistência
aos ITRN, ITRNN e inibidores de protease. O outro, nascido de uma mulher que recusou
ART durante a gestação, teve alta carga viral no momento do parto, e também teve
uma história de não-aderência e resistência a múltiplas drogas.

Nenhum desses lactentes de mais alto risco foi infectado com o HIV, o que é confirmado
pelo RNA DE HIV e teste de DNA a partir de quatro meses. O raltegravir foi bem tolerado
e nenhum bebê experimentou eventos adversos ou anormalidades laboratoriais.

“O raltegravir durante a gravidez pode ter um papel a desempenhar na prevenção da
transmissão materno-infantil em situação de alto risco”, concluíram os pesquisadores.“
No entanto, esta estratégia não será utilizada, até que mais dados farmacocinéticos
e de toxicidade tornem-se disponíveis, com acompanhamento cuidadoso durante a gravidez,
monitorização terapêutica de medicamentos durante o tratamento de recém-nascidos,[
e] seguimento a longo prazo da exposição recém-nascidos é necessária.”

Este vídeo está passando pelo processo de legendagem. Deve estar pronto em quatro
semanas, aproximadamente em 26/09/2015, quando este aviso será substituído

Traduzido por [Cláudio Souza](https://www.facebook.com/claudio.s.souza) do original
em [New Antiretrovirals, New Formulations, and New Strategies for HIV Treatment](http://betablog.org/new-antiretrovirals-new-formulations-and-new-strategies-for-hiv-treatment/)_
de [Liz Highleyman](http://betablog.org/author/liz-highleyman/)  escritora freelancer
e editora-chefe do _[_HIVandHepatitis.com_](http://www.hivandhepatitis.com/). Revisado
por [Mara Macedo](https://www.facebook.com/mara.macedo.501)

Se você quer utilizar este trabalho, tenha a bondade de manter todos os créditos,
acrescentando este link no final do trabalho[:](http://soropositivo.org)

[Soropositivo.Org Há Vida com HIV](http://soropositivo.org)

## Leia também

 * [Terapia antirretroviral. A TARV ou “o Coquetel”](https://soropositivo.org/terapia-antirretroviral-a-tarv-ou-o-coquetel/)
 * [Novos antirretrovirais, formulações e estratégias contra o HIV 01](https://soropositivo.org/novos-antirretrovirais-mais-modernos-e-eficientes/)
 * [Novos antirretrovirais, formulações e estratégias contra o HIV 02](https://soropositivo.org/novos-antirretrovirais-formulacoes-e-estrategias-contra-o-hiv-02/)

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