<style id="elementor-post-128591">.elementor-128591 .elementor-element.elementor-element-74bbd0bd{--display:flex;}.elementor-128591 .elementor-element.elementor-element-559aa35{--display:flex;--flex-direction:column;--container-widget-width:100%;--container-widget-height:initial;--container-widget-flex-grow:0;--container-widget-align-self:initial;--flex-wrap-mobile:wrap;}</style># PrEP Por Os Implantes E Injetáveis: O Futuro!

- Link: https://soropositivo.org/os-implantes-e-os-injetaveis-a-prep-no-futuro-e-quem-sabe-o-fim-da-ingestao-de-comprimidos-arv-de-uma-vez-por-todas/
- Published: 2017-02-28T10:02:37-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

PrEP Por Os Implantes E Injetáveis podem representar uma ótima solução para qualquer
um, mas em especial para pessoas que toma mais de 35 comprimidos (são diversas comorbidades)
será uma solução fantástica. Não só como PrEP no Futuro, mas como maneira segura
de voc~e não perder mais doses e ninguem nem sequer imaginar que você está sob rigoroso
tratamento médico. Basta ir lá, uma vez a cada 30, 60 ou 90 dias e recarregar. ÉE
mais que iasso, mas o tema do texto  é este:

## **PrEP no futuro**

  

O anúncio do mês passado que a Fundação Bill e Melinda Gates dará até US$ 140 milhões
para um fabricante de dispositivos de drogas em Boston para desenvolver um dispositivo
subdérmico implantável de minibomba para fornecer medicamentos para profilaxia de
pré-exposição (PrEP) contra a infecção pelo HIV, que tem concentrado a atenção sobre
o futuro da PrEP. Seria o futuro da PrEP totalmente concentrado sobre implantes 
ou seria, esta, uma das muitas e variadas opções para pessoas que desejam usar o
PrEP?

Implantes e outras drogas de longa ação nos sistemas de entrega têm atraído interesse
como um meio de oferecer PrEP porque os estudos mostram de forma consistente que
a não adesão – falta de doses ou não usar um anel intra-vaginal – está fortemente
correlacionada com a falta de proteção de PrEP. Por outro lado, estudos mostram 
também que as pessoas que fazem a manutenção de níveis adequados de drogas PrEP 
estão protegidos contra a infecção pelo HIV.

**Implantes**

Intarcia é uma empresa com sede em Boston, de desenvolvimento implantável de minibomba
sobre o tamanho de um palito, também para injetar uma droga para o controle do açúcar
no sangue em pessoas com diabetes tipo 2. Do produto – ITCA Intarcia 650, que oferece
a droga exenatide para diabetes de tipo 2 – já está sob revisão pelo Food and Drug
Administration dos Estados Unidos, após os ensaios da fase III bem-sucedida e talvez
possa vir a ser licenciado no final de 2017.

Mês passado a Intarcia anunciou que tinha garantido uma subvenção de US$50 milhões
da fundação Bill e Melinda Gates para desenvolver a sua mini tecnologia do mini 
injetor para fornecer medicamentos antirretrovirais para a PrEP. Mais de US$ 90 
milhões serão doados para apoiar o acesso ao dispositivo em países de rendimentos
baixos e médios e, se for bem-sucedida, há a possibilidade de se alcançar uma série
de marcos.

A tecnologia mini-Intarcia da bomba é um implante que é colocado abaixo da pele 
e que dispensam uma quantidade controlada das drogas a cada dia. Neste ponto Intarcia
não está a planear a utilização de um determinado produto anti-retroviral no seu
sistema de entrega de PrEP. Desenvolvimento de testes procurará identificar que 
a droga possa ser entregue em níveis suficientes para evitar a infecção pelo HIV.

> 
> ###### Vários outros grupos de pesquisas e empresas têm relatado resultados promissores de implantes subdérmicos em ensaios com animais, embora a tecnologia do implante da Intarcia pareça ser a mais avançada. A Auritec, uma empresa do ramo da injeção autônoma de injeção de ARV, de Pasadena, recebeu financiamento dos Institutos Nacionais de Saúde para testar anéis intravaginais para injeção autônoma da PrEP, e também tem testado um implante contendo tenofovir alafenamide (TAF) em cães. O estudo de 40 dias demonstrou que o implante foi capa de manter níveis de concentração plasmática da droga 30 vezes superiores aos necessários para proteger contra a infecção pelo HIV durante todo o período do estudo.
> 

O PEPFAR do Presidente dos Estados Unidos (Plano de emergência para o alívio da 
SIDA) tem também [apoiado pesquisas](http://www.croiconference.org/sites/default/files/posters-2016/879.pdf)
a respeito de um implante subcutâneo para entrega de TAF, desenvolvido pela Universidade
da Califórnia em San Francisco, que está ainda numa fase precoce de desenvolvimento.
Um maior projeto de pesquisa, a proteção sustentada contra o HIV de longa duração(
SLAP-HIV), uma parceria baseada em Chicago Northwestern University e [recebeu um suporte financeiro de $17 milhões de dólares garantidos pela Agência de Saúde Americana _National Institutes of Health_](http://grantome.com/grant/NIH/UM1-AI120184-01),
está trabalhando para desenvolver um implante que pode fornecer quaisquer destas
drogas: cabotegravir, rilpivirine, TAF ou o tenofovir exalidex análogo [atualmente a ser desenvolvido para hepatite B](https://contravir.com/txl/)).
Os pesquisadores também têm a esperança de que o seu trabalho conduzirá ao desenvolvimento
de implantes para terapia anti-retroviral de longa ação, acabando com a necessidade
da tomada de pílulas diariamente.

**PrEP injetável**

O desenvolvimento de PrEP injetável é mais avançada do que os implantes PrEP, e 
pode fornecer uma medida provisória sobre a forma de implantes que oferecem proteção
para até um ano. Ele também pode fornecer proteção de curto prazo para as pessoas
que precisam de PrEP longa ação, mas que, por qualquer motivo, não querem um implante.
Ao contrário de implantes, que podem ser detectáveis sob a pele e, portanto, inaceitável
para algumas pessoas, uma injecção é invisível para os outros e não precisa ser 
removida ou substituída quando a droga ativa é extinta.

A desvantagem do uso injetável de PrEP – e talvez para implantes mamários – é que
as formulações de longa duração de ação foram capazes de prolongar os níveis das
drogas ARV em níveis baixos no corpo por um curto período de meses, exponenciar 
o risco de desenvolvimento de resistência a drogas se a infecção pelo HIV ocorre.[
Nota do tradutor: Já tem aparecido, e eu tenho matérias para traduzir e revisar 
dando nota de pacientes recém infectados para os quais os medicamentos de primeira
linha não são funcionais, queimando uma etapa importante do tratamento, que pode
durar décadas. Eu diria às pessoas que fazem uso de PrEP que a façam com consciência,
utilizando-se dela como um fator secundário de proteção, NÃO ABANDONANDO O USO DE
PRESERVATIVOS ] [The ÉCLAIR study of cabotegravir as injectable PrEP](http://www.aidsmap.com/The-long-tail-problem-injected-PrEP-trial-will-be-extended-due-to-persistence-of-drug-in-companion-study/page/3098285/)
Verificou que quase um quarto dos participantes ainda tinham níveis de drogas que
seriam, provavelmente, capazes de impedir a infecção pelo HIV por um período de 
seis meses depois da sua última injeção, enquanto 41% ainda tinham níveis detectáveis
subótimos neste ponto.

PrEP injetável está sendo testada em intervalos de oito semanas por injeção, exigindo
uma alta frequência de consultas ambulatoriais, que pode não ser adequado a todos.[
Nota do editor: há um artigo neste site que diz justamente que as necessidades de
visitas constantes a ambulatórios são contraproducentes e vc pode ler isso [aqui](http://wp.me/p5jmXx-wnL)(
abre em outra janela) ]

As injeções intramusculares podem também ser inaceitáveis para alguns, embora a 
satisfação do usuário no ÉCLAIR (fechamento) do estudo foi alta.

O desenvolvimento de PrEP injetável está focado na utilização de duas drogas, cabotegravir
e rilpivirine, que também estão sendo desenvolvidos como nano formulações injetáveis
de longa ação para tratamento das infecções por HIV por parte da ViiV Healthcare.

A ViiV Healthcare está trabalhando em uma formulação injetável de longa ação de 
terapia anti-retroviral cabotegravir, que entrou recentemente em um grande estudo
de fase III nos Estados Unidos, América Latina e África em homens que fazem sexo
com homens e mulheres trans. [ _O estudo HPTN 083, patrocinado pela NIAID (Instituto Nacional de alergia e doenças infecciosas)_,](https://www.niaid.nih.gov/news-events/nih-launches-first-large-trial-long-acting-injectable-drug-hiv-prevention)
tem, em seu escopo, 4500 pessoas para receberem uma injeção de cabotegravir a cada
oito semanas ou tomar _Truvada_ (tenofovir/emtricitabina) a cada dia por uma média
de quatro anos e meio. Os resultados são esperados em 2021 (a cura tão propalada
para 2020 já foi para o vinagre, apesar do vídeo sensacionalista que levou **a esta
resposta da comunidade científica**). Um estudo _companion, HPTN 084_, começará 
a testar cabotegravir injetável em mulheres jovens da África subsaariana ainda este
ano. Resultados de um estudo de segurança de fase II (HPTN 077) são esperados no
início de 2018.

PATH está testando rilpivirine injetável em mulheres sob licença do fabricante Janssen,
em um estudo de segurança de fase II (HPTN 076). Tendo lugar nos Estados Unidos,
África do Sul e do Zimbabué. Os resultados são esperados em fevereiro de 2017. Injeções
de Rilpivirine estão sendo dadas a cada oito semanas no presente estudo.

**Anéis vaginais**

Anéis vaginais contendo dapivirine, um [ITRNN](https://pt.wikipedia.org/wiki/Antirretroviral)
têm sido testados em vários estudos de fase III (_[ASPIRE and the RING study](http://www.aidsmap.com/Vaginal-rings-containing-antiretroviral-moderately-effective-in-preventing-HIV-but-not-in-the-youngest-women/page/3037926/)_)
e encontrada para reduzir o risco de infecção por 65% em usuários consistente no_
[ASPIRE study](http://www.aidsmap.com/Vaginal-ring-for-HIV-prevention-effective-and-acceptable/page/3080423/)_.
Os anéis foram menos eficazes em mulheres mais jovens devido ao uso menos consistente,
indicando a necessidade de métodos de ação mais estimulantes ou menos complicados
para esta população em particular. O anel dapivirine é susceptível de passar por
revisão de licenciamento em 2018, e a evolução futura incluirá experiências com 
anéis contendo outros agentes antirretrovirais, incluindo TAF e maraviroc, um inibidor
de entrada de HIV. Anéis multiusos que atuam como os anéis contraceptivos e contra
o o HIV PrEP são também em desenvolvimento.

**Experiências de contracepção sublinham o valor de múltiplas opções**

Embora os implantes e injetáveis são susceptíveis de serem atraentes para muitas
pessoas, eles não substituem a PrEP oral para quem dela necessita. Algumas pessoas
podem querer utilizar PrEP apenas para um curto período de tempo, ou podem gostar
da ideia de uma injeção ou um implante. [Lessons from contraception](http://www.aidsmap.com/Lessons-learnt-from-the-history-of-contraception-are-relevant-for-the-implementation-of-PrEP/page/3025233/)(
este artigo será traduzido em breve) mostram que a mistura de opções representa 
um direito inerente a todos e fornecer essas opções com êxito, é importante e rigorosamente
necessário.

Uma análise global da captação de contraceptivos demonstrou que o alargamento da
gama de opções de contraceptivos aumentou o uso total da contracepção – A cada novo
método amplamente disponível o total de usuários de contraceptivos, aumentou a utilização
de anticoncepcionais por 4-8% entre 1982 e 2009. Estudos de contracepção sugerem
que uma escolha do método suporta o acesso e a utilização.

Estudos de anticoncepcionais em populações de risco para a infecção pelo HIV mostram
grandes variações no tipo de contracepção utilizado a partir de cada país para cada
país, entre as mulheres que participam em estudos de microbicidas. Por exemplo, 
considerando que predominou, no Malauí, a contracepção injetável, a contracepção
oral predominou no Zimbabué. Esses padrões históricos estão estruturados pela influência
do fornecedor e do prestador de cuidados de saúde ao longo de várias décadas e podem
influenciar as formas com as quais os serviços de saúde começam a oferecer diferentes
formas de PrEP. Por exemplo, uma maior experiência com a contracepção injetável 
ou implantáveis pode levar a uma mais rápida adoção de um destes modos quando dirigidas
às mulheres com maior risco de infecção.

No entanto, é importante para evitar suposições sobre qual tipo de produto será 
adequado para uma população específica – isso pode atuar como um fator de entrave
à sua utilização posterior por outros grupos de pessoas. Por exemplo, visando uma
forma particular de PrEP para os trabalhadores do sexo pode ter o efeito involuntário
de fazer outras mulheres relutantes em utilizá-lo por medo de serem identificadas
como uma trabalhadora do sexo. Nota do tradutor: Esta é a mais óbvia das visualizações.
Imaginemos que o creme dental “I am what I am” seja lançado no Brasil e vejamos 
como ficariam as disposições de cremes dentais nos supermercados.

Também é importante lembrar que sem um sistema de saúde bem organizado (estão matando
o SUS e este “Tramp – RSRS” está ameaçando o “Obama Care”, qualquer método de PrEP
pode ter vida comercial curta). Por exemplo, se os sistemas não estão azeitados 
e atentos para lembrar as pessoas da necessidade de voltar ao ambulatório para receber
novas injeções ou implantes, muitas pessoas deixarão de ser protegidas.

   [⌊Cláudio Souza - Soropositivo desde 1994⌉](https://staging-d7dc-soropositivowebsite.wpcomstaging.com/2016/10/30/depoimento-de-um-soropositivo/)
Traduzido por Cláudio Souza do original em  I[mplants and injectables: PrEP in the future](http://www.aidsmap.com/Implants-and-injectables-PrEP-in-the-future/page/3110737/)
Keith Alcorn Publicado no [AIDSMAP](http://www.aidsmap.com) Revisado por Mara Macedo

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