# Para ONG, falta articulação nas políticas públicas para portadores do HIV

- Link: https://soropositivo.org/para-ong-falta-articulacao-nas-politicas-publicas-para-portadores-do-hiv/
- Published: 2009-06-19T22:55:22-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

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 * [Agência Brasil](https://soropositivo.org/para-ong-falta-articulacao-nas-politicas-publicas-para-portadores-do-hiv/#agecircncia-brasil)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/para-ong-falta-articulacao-nas-politicas-publicas-para-portadores-do-hiv/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/para-ong-falta-articulacao-nas-politicas-publicas-para-portadores-do-hiv/#relacionado)

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## **Agência Brasil**** **

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**15/FEVEREIRO/08**

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14 de Fevereiro de 2008 – 19h56 – Última modificação em 14 de Fevereiro de 2008 –
19h56

 

Luana Lourenço* 
 Repórter da Agência Brasil

Brasília – As políticas públicas de saúde voltadas para portadores do **HIV** não
têm alcance nacional e não se articulam com iniciativas estaduais e municipais de
atendimento aos pacientes soropositivos.

A crítica foi feita hoje (14) pelo presidente da organização não-governamental (
ONG) Grupo de Apoio à Prevenção à **Aids** (Gapa) de São Paulo, José Carlos Veloso.
Ele representou a sociedade civil na apresentação do relatório UNGASS: Resposta 
Brasileira à Epidemia de **Aids** 2005-2007.

O documento aponta diferenças entre a busca por tratamento de acordo com as regiões
do país. Enquanto na Região Sul, o índice de início tardio do tratamento é de 40,8%,
na Região Norte, pouco mais da metade dos portadores do **HIV** – 50,3% – têm acesso
tardio ao sistema de saúde.

Na avaliação de Veloso, a falta de interlocução entre políticas de saúde sexual 
e direitos reprodutivos nos níveis federal e estadual e a pouca inserção dessas 
medidas nos municípios é um dos pontos frágeis do programa brasileiro de atendimento
a cidadãos soropositivos.

“As políticas de âmbito federal têm pouca inserção nos municípios. Quando ela vai
para a ponta, no interior do país, ela tem pouca inserção porque depende muito do
gestor local, da vontade política local. Há pouca interlocução entre os gestores
de saúde, entre as secretarias estaduais e municipais”, avaliou.

Veloso também destacou a falta de continuidade de algumas iniciativas, que, segundo
ele, por serem “programas políticos” são extintos quando há mudança de gestores.

A necessidade de capacitação para os profissionais do sistema de saúde sobre a temática
do **HIV** também foi apontada por Veloso como uma das demandas da sociedade civil.“
É preciso ter um profissional de saúde sensibilizado para essa temática específica.”

Na avaliação do representante da ONG, “há uma lacuna muito grande” em relação a 
políticas de saúde sexual voltadas para a população jovem, principalmente para os
que já nasceram com o vírus. Veloso também apontou a necessidade de uma visão mais
ampla da situação das mulheres portadoras do **HIV** no Brasil.

“As ações no setor de saúde para as mulheres ainda estão muito focadas na maternidade.
Não enxergam a mulher como um todo, somente como mãe. Ações para evitar que a mãe
transmita para o bebê e não enxergam a mãe como profissional, sua saúde na integralidade”,
comentou.

## Leia também

 * [Falta de preservativos prejudica ações de ONG para prevenção da Aids no carnaval](https://soropositivo.org/falta-de-preservativos-prejudica-acoes-de-ong-para-prevencao-da-aids-no-carnaval/)
 * [Direitos dos homossexuais são mais respeitados nos grandes centros, diz ativista](https://soropositivo.org/)
 * [Nilcéa anuncia para março o 2º Plano Nacional de Políticas para as Mulheres](https://soropositivo.org/nilcea-anuncia-para-marco-o-2o-plano-nacional-de-politicas-para-as-mulheres/)

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