# Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV

- Link: https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017-2/
- Published: 2016-11-02T15:15:00-02:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

**Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV É o que me anima a traduzir
este texto. ** E é por isso que o traduzo.

### Table Of Content

 * [Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV](https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017-2/#ampla-diversidade-na-pesquisa-de-uma-vacina-contra-o-hiv)
 * [Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV.Como as respostas imunológicas sempre nos surpreendem!](https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017-2/#ampla-diversidade-na-pesquisa-de-uma-vacina-contra-o-hivcomo-as-respostas-imunologicas-sempre-nos-surpreendem)
 * [Anticorpo, do tipo imunoglobulina A (IgA)](https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017-2/#anticorpo-do-tipo-imunoglobulina-a-iga)
 * [“Vetoriais, Primárias e Amplificantes” Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV](https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017-2/#vetoriais-primarias-e-amplificantes-ampla-diversidade-na-pesquisa-de-uma-vacina-contra-o-hiv)
 * [“Ensinando o corpo a fabricar anticorpos” Esta é a Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV](https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017-2/#ensinando-o-corpo-a-fabricar-anticorpos-esta-e-a-ampla-diversidade-na-pesquisa-de-uma-vacina-contra-o-hiv)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017-2/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017-2/#relacionado)

 

## Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV

Embora a vacina contra o HIV está no campo das pesquisas na atualidade, em 2016,
provavelmente em seu período mais fértil e diversificado, copioso e prolífero nos
dias de hoje, ano 2016. Isso na busca por vacina contra o Vírus da Imunodeficiência
Humana, na  [II Research for Prevention conference (HIVR4P)](http://www.aidsmap.com/HIVR4P-2016)
como foi dito em Chicago, na semana passada. No entanto, uma elevada proporção de
apresentações foi dedicada à multiplicidade de abordagens diferentes que os cientistas
estão utilizando no sentido de tornar uma vacina confiável e eficaz .

Na abertura do plenário, Geórgia Tomaras da [Duke University na Carolina do Norte, EUA](https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Duke),
deu uma visão geral do campo. E foi um longo caminho para o desenvolvimento de vacinas
com eficácia , mesmo que parcial: o primeiro teste de qualquer espécie de vacina
foi em 1987 e o primeiro grande teste de eficácia – **que falhou** – foi em 2003.
Mas [a RV144 vaccine](http://www.aidsmap.com/The-RV144-trial/page/2028003/), que
em 2009 mostrou **eficácia limitada**, reduzindo infecções em por 31% dos sujeitos,
injetou novo ânimo no campo. Este não foi menor porque seu efeito [pareceu conduzir uma resposta imune inesperada ao HIV](http://www.aidsmap.com/Unravelling-the-mystery-of-the-vaccine-trials/page/2779621/).

Durante a Conferência Internacional da AIDS (AIDS 2016) realizada em Durban em julho
foi dito que um estudo piloto, HVTN100, de uma vacina contra Tipo-RV144 adaptada
para a cepa predominante na África do Sul [apresentou evidências de uma resposta imune mais forte à presença do HIV](http://www.aidsmap.com/Its-all-go-for-a-new-HIV-vaccine-efficacy-trial-this-year/page/3072412/).
Isto significava que tinha sido locupletada  a meta  inicial,atingindo os critérios**
para avançar em direção a um estudo maior, para verificar esta eficácia num maior
número de pessoas**, isso será iniciado em **novembro de dois mil e dezesseis** –**
o primeiro estudo de eficácia e que durará sete anos**, desde que [HVTN 505 que foi iniciada](http://www.aidsmap.com/Researchers-stop-the-only-current-HIV-vaccine-efficacy-trial/page/2640732/)
[em julho de 2009](http://www.aidsmap.com/Researchers-stop-the-only-current-HIV-vaccine-efficacy-trial/page/2640732/)
[.](http://www.aidsmap.com/Researchers-stop-the-only-current-HIV-vaccine-efficacy-trial/page/2640732/)****(
nota do tradutor: É preciso ter esperança, mas também é preciso agir com cautela.
Uma informação desencontrada pode levar centenas, talvez milhares de pessoas a um
destino não desejado).

### **Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV.Como as respostas imunológicas sempre nos surpreendem!**

Há uma vacina que surpreende e surpreendeu muito os pesquisadores e, entretanto,
verificou-se que a resposta imune vista no HVTN100 apresentou um tipo de resposta
que não foi vista na RV144. Nesse estudo, os anticorpos do tipo chamado imunoglobulina
G (IgG) pareciam protetores, embora eles não façam o trabalho de atacar o HIV ou
as células infectadas, mas, curiosamente, estimulando anticorpos que se não neutralizam
o HIV, por outro lado induz o sistema imune a montar um ataque generalizado sobre
o HIV.

 

![Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV na fabricação de anticorpos](
https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2016/11/anticorpos.jpg?w=620)

 

 

### _Anticorpo, do tipo imunoglobulina __A (IgA)_

 

_Assim, um segundo tipo de anticorpo, do tipo imunoglobulina __A (IgA), mostrou-
se decididamente inútil. E acabou por se tornar um fator correlacionado a uma elevação
no índice da infecção. __Nota do editor: Em suma, ela trabalhava contra nós “entregando”,
como se diz nas ruas e na vida, ” o ouro para os bandidos”._

Bem, agora os pesquisadores descobriram um subtipo do IgG chamado IgG3 que melhora
ainda mais a imunidade, reagindo contra duas partes específicas de duas “pontas”
da proteína do “envelope viral”.  Este tipo de resposta **não foi visto no RV144,
mas foi observada no HVTN 100** – e este é um sinal muito positivo.

![“Nota do tradutor: envelope viral é o envelope ou cápsula externa ao capsídeo,
presente nos vírus. Sua composição baseia-se, principalmente, de glicoproteínas 
e fosfolípidos, sendo estes derivados de estruturas da célula hospedeira, como membrana
plasmática e organelas. Recortei está definição de um esboço sobre o referido envelope
viral. Clique na imagem para saber mais](http://soropositivo.org/wp-content/uploads/
2016/11/9eefc-estrutura-do-hiv-236170321.jpg)

“Nota do tradutor: envelope viral é o envelope ou cápsula externa ao capsídeo, presente
nos vírus. Sua composição baseia-se, principalmente, de glicoproteínas e fosfolípidos,
sendo estes derivados de estruturas da célula hospedeira, como membrana plasmática
e organelas. Recortei está definição de um esboço sobre o referido envelope viral.
Clique na imagem para saber mais

No entanto, quando os sujeito da pesquisa com a RV144   foram revacinados, foi dada
a eles uma dose da vacina para fazer-se observações e estudos por até seis anos,
reações da IgG3 ** começaram a aparecer**. Portanto, com o que foi narrado aqui 
e com a vacina citomegalovírus (CMV) (ver abaixo) Isso implica que uma vacina eficaz
do HIV poderia envolver o início da imunidade contra o HIV, ainda na infância, que
poderia ser reforçada com outra dose na adolescência.

Tomaras, a pesquisadora, salientou a complexidade de multidimensional do tipo de
resposta imune que pesquisadores pretendem induzir. Pois, existem três espectros
de resposta imune, a **resposta de anticorpos**, a resposta celular e a **resposta
inata** e em cada caso estas respostas podem variar por **tipo**, pela **força**
e pela **forma **relacionando à abrangência destas respostas; a vacina teria necessidade
de trabalhar contra a maioria das diferentes cepas do HIV).

#### **“Vetoriais, Primárias e Amplificantes” Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV**

⌊hsh3⌉⌊hsh3⌉Há um grande número de escolhas que se colocam perante os fabricantes
de vacinas.

Por exemplo, o RV144 e estudos subsequentes mostram que uma vacina contra o HIV 
pode funcionar melhor se for aplicada como dois tipos de jab ( , um “primário **(
o jab)**“, geralmente composto por genes do HIV incorporados ao capsídeo “uma espécie
de invólucro de outro vírus”, seguido por um “ampliador” (o Gancho), geralmente 
formado por proteínas do HIV “postas a nu” e inofensivas. Se você quiser saber mais
veja o video no YouTube: [Fundamentos do Box (Abre em outra aba)](https://www.youtube.com/watch?v=OZdH2veSsFs);
e, se você gostaria de ver a forma como eu mentalizo, para um dia, os nossos **anticorpos
MH** que acabação com este vírus, invista 5 minutos de sua vida e [veja o referido anticorpo aqui O link abre em outra aba](https://www.youtube.com/watch?v=C_fEIVwjrew).
🙂

Bem, até agora estas têm sido aplicadas em algumas dosagens de três a quatro doses
ao longo de um ano, embora se veja claramente que seria melhor encontrar uma vacina
que fosse eficaz com num número menor de doses.

> Assim, a empresa farmacêutica Janssen, uma filial da Johnson & Johnson, tem um
> ambicioso programa de pesquisas para desenvolver uma vacina **prime-boost** que
> possa agir contra uma grande variedade de cepas do HIV. A empresa Hanneke Schuitermaker
> disse na conferência que a Janssen aplicaria duas ou mais doses de uma vacina 
> _prime_ de um antígeno osaic ” (nota do tradutor: não há nada sobre o verbete 
> OSAIC: A pesquisa – [antígeno osaic](https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Especial:Pesquisar&search=OSAIC&fulltext=Search&profile=default&runsuggestion=0&searchToken=5jx0d0pvosy6n3uv11wwezgz4)–
> não corresponde aos resultados) constituído de sequências de genes a partir de
> uma ampla variedade de diferentes cepas HIV em uma cápsula viral (normalmente 
> um adenovírus semelhante ao resfriado comum) e segue com duas doses de amplificação
> contendo proteína do **capsídeo**. Até agora o seu melhor esquema de vacina produziu
> um 94% de redução em infecções virais em um estudo com macacos e 66% a partir 
> de seis ataques virais.

#### **“Ensinando o corpo a fabricar anticorpos” Esta é a Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV**

Este é um Infográfico do corpo humano. De uma olhada nisso, pode ser interessante

![corpo humano](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2016/11/3_mtqwnc5pmdmxljaync5tlm0wmdquyzewlm1lzgljywwgaw5mb2dyyxboawnzlmpwzw.
jpg)

> A estratégia vetor->primária->e->amplificadoras não é universal. Algumas vacinas“
> primárias” com DNA do HIV exposto, que seriam mais fáceis e mais baratas do que
> uma vacina vetorial, o desafio aqui seria em quais células. Outras vacinas fariam
> o esquema prime/impulsão que poderiam representar uma estratégia totalmente eficaz.

Um grande problema com anticorpos é que apesar de o corpo os produzir, em muitos
casos, anticorpos altamente adaptados e incomuns, que são chamados de “amplamente
neutralizantes” e eliminam os vírus que infectam as pessoas e

![É, como se diz, "uma espécie muito rara"](https://soropositivo.org/wp-content/
uploads/2016/11/guerra_69088027_original.jpg?w=350)

É, como se diz, “uma espécie muito rara”

podem, portanto, serem utilizados como uma espécie de “arma de alta tecnologia”,
como _“PrEP de longa duração”,_ aplicada via infusão), uma vez no corpo desenvolveria
imunidade a eles, as diversas cepas do HIV, dentro de poucas semanas, e seria como
tentar ficar à frente em uma corrida aos armamentista que, geralmente, o HIV tem
vencido desde que iniciou-se, em meados de 1996, a aplicação da Terapia Antirretroviral–**
TARV** – .

Dennis Burton do instituto Scripps em La Jolla, Califórnia e Stephen Kent da Universidade
de Melbourne tanto falou em separar as apresentações sobre o desenvolvimento de 
versões m**ais imunogênicas do HIV** que envolvem a exposição mais estrita das proteínas
que imitam **o que o sistema imune realmente “vê”** em uma infecção. Isto só foi
possível, nos últimos anos, utilizando técnicas de manipulação de microrganismos
para obter a proteína gp120 da superfície (viral) para realmente dobrar em pares
e trios de proteínas chamadas “dímeros e trímeros”, que é o que os receptores na
superfície do HIV que o sistema imune tem de **“olhar”**, em vez de utilizar proteínas
de capsídeos desdobrados do HIV.

 

##### O Capsideo

Pois os pesquisadores induziram respostas de anticorpos amplamente neutralizantes
usando essas técnicas, mas os anticorpos mostraram uma frustrante tendência a reagir
contra “pontos errados” do envelope de proteínas,** o capsídeo**, e se liguem a “
orifícios” na proteção das _moléculas de glicose_ que rodeiam a proteína em vez 
de evoluir diretamente para anexar à proteína em si. Mas obter células que possam
produzir anticorpos amplamente neutralizantes a todas as cepas do HIV, como uma 
resposta à uma vacina, já é um grande avanço.

> Outra estratégia é chegar à frente da corrida armamentista e fazer uma vacina 
> que ‘imita’, perante o sistema imunológico, as ações dos vírus adaptados vistos**
> na infecção crônica**, induzindo, assim, o corpo a fabricar anticorpos amplamente
> neutralizantes sem que exista a infecção por HIV.

⌊tempo_⌉⌊tempo_⌉Christopher Parks da Iniciativa Internacional para uma vacina contra
a AIDS (IAVI) introduziu programas para desenvolver partículas parecidas com as 
do HIV que seriam como ‘vetores vivos’ que se espalhariam de célula à célula e gerariam
o que pareceria, ao sistema imunológico, como uma infecção de HIV em curso. Até 
agora, eles usaram um vírus benigno chamado VSV (vírus da estomatite vesicular) 
como a proteção do seu vetor vivo. Estudos em macacos tem demonstrado apenas um “
atraso curto” na infecção pelo HIV e existe, porém, uma correlação entre a fraca
resposta dos anticorpos e a infecção muito rápida.

Mas eles estão tentando desenvolver vírus e partículas “mais vigorosas”, incluindo
uma, revestida com a proteína do HIV

![Macacos Rhesus. Esta imagem a visão muito loquaz que mostra mãe e filho Eu considero
um absurdo desumano tratar estas criaturas desta forma. Eles inserem, por exemplo,
o vírus da AIDS Símia o SIV nestes macacos, às vezes pela via retal... Eu sei que
pesquisas tem de ser feitas, mas deve haver outros modos. Já vi coelhos sendo usados
para testes de cosméticos femininos e masculinos em condições completamente absurdas
e, gostem ou não, eu me coloco visceralmente contra estudos em animais. Encontrem
outra maneira. Get the hell if were needed](https://soropositivo.org/wp-content/
uploads/2016/05/rhesus-3.jpg)

em si e um envelope revestido, com um capsídeo proveniente do vírus Ebola. Como 
estes não são realmente vírus, eles seriam, provavelmente, inofensivos, embora evidente
e claramente, estudos de biossegurança terão de ser feitos.

##### **A vacina que ninguém esperava e surpreendeu!**

Embora a maioria dos investigadores desde o RV144 tenham concentrado no aumento 
de anticorpos, que devem prevenir a infecção em primeiro lugar; pelo menos uma vacina
convencional com base em um vetor de vírus CMV que visa produzir uma resposta forte
das células imunes, que não seria necessariamente parar deter a infecção pelo HIV,
mas para contê-lo, ou mesmo pô-lo em remissão permanente.

Esta é a vacina baseada no [CMV](http://soropositivo.org/2015/05/30/infeccao-aguda-por-hiv-pode-se-apresentar-de-varias-maneiras-por-vezes-como-uma-doenca-grave-e-quase-fatal/)–
abre em outra aba – produzida por Louis Picker em Oregon, EUA, que [causou grande euforia](http://www.aidsmap.com/The-monkeys-tale-how-a-vaccine-might-nip-HIV-in-the-bud/page/2776997/)
há três anos, quando ela pareceu ter curado por completo, 55% de um grupo de macacos
colocados como sujeitos da cirurgia. O CMV é outro vetor de “vivo” que imita a propagação
de uma infecção verdadeira por HIV. Os macacos desenvolveram infecções quando contaminados
com a SIV, o equivalente símio do HIV, mas respondeu duramente à presença da infecção
e o pico das [**cargas virais**](http://soropositivo.org/2016/05/08/o-que-e-carga-viral-qual-e-a-carga-viral-pra-que-servem-os-testes-de-carga-viral/)
destes macacos foram muito baixas e, eventualmente, o vírus desapareceu completamente.
Picker disse que eles agora tem reproduzido os mesmos resultados em muitos outros
macacos. Além disso, o efeito parece bastante persistente; quando reexpostos com
novas infecções por SIV  em períodos de 2 a 6 anos depois da sua infecção inicial
e de 3 a 7 anos após a vacinação, 80% dos macacos que originalmente ofereceram uma
boa resposta ainda estavam protegidos do SIV através de parto vaginal e 56% pela
via retal.

Você pode ignorar todo o trecho em verde. Ele é uma explanação minha a respeito 
de determinadas “políticas editorias que eu classificaria como, quando pouco, “_stunt”._

##### A Promessa da amFar

Promete muito, arrecada ainda mais e não entrega nada. Catso

Eu faço um aparte aqui: Observem que todos estes exames falam em prazos de, pelo
menos, 6 anos. Isso já desmonta a “promessa” da amFar, de **[uma cura para 2020](http://soropositivo.org/2016/02/16/a-cura-para-o-hiv-ai-na-frente-virando-a-esquina/)!**

É temerário (com o perdão pela má palavra) atirar-se em relações sexuais desprotegidas
de quaisquer naturezas, acreditar que “a cura aparecerá logo” e, com isso, voltar
a compartilha “equipamentos” para o uso de drogas injetáveis. Eu penso que o ideal
é não usar drogas, com esta  e outras [“excessões”](http://soropositivo.org/2009/09/07/dor-em-pacientes-hiv/)
correlacionadas, e, entretanto, se for para usar drogas injetáveis, por favor!!!!!
Não compartilhe agulhas e seringas!

Pessoas que vem a este site, eu sei o que ouço e leio todos os dias por parte de
pessoas que, por uma razão ou outra, sendo que, em linhas gerais, a maior parte 
seja composta por pessoas de ambos os sexos e com uma vastíssima gama de “visões
sexuais”, em grande desespero por não saberem se podem ou não podem acreditar que
seu “não-reagente” é mesmo real e outras dúvidas e, em especial, aqueles que se 
descobrem portadores, alguns já atingidos por [doenças oportunistas](http://soropositivo.org/2015/07/20/as-pessoas-infectadas-com-o-hiv-ainda-correm-risco-de-morte)
em situações por diversas vezes definitivas (teste-se, ignorar um problema não resolve
a questão e, muito pelo contrário, só tende a piora-lo)…

A vacina baseada no CMV não funciona através da produção de anticorpos: ela estimula
células que matam células infectadas, e é por isso que “fareja” infecções em curso,
diferentemente de outras, que impedem a infecção. Quando a equipe de Parker analisou
os resultados, encontraram um tipo totalmente novo de resposta imune. Células infectadas
normalmente exibem os pontos de proteínas virais que eles contêm em sua superfície,
como sinalizadores de socorro. O “hasteamento”. (nota do tradutor: O original é “
flagpoles”, parece ser uma expressão idiomáticas e a melhos resposta que eu recebi
veio do tradutor do Google que respondeu com “mastros”. Decidi por “hastear”, que
é o que parece acontecer com a célula, que hasteia uma “bandeira” e mostra a identidade
do invasor ou agressor). O que consiste em um  enorme reconhecimento de proteínas
variáveis estranhas, chamado MHC 1a ou MHC 2 (MHC significa classe de [histocompatibilidade](https://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_principal_de_histocompatibilidade)).
Estes, classicamente, servem de alerta para que as células CD4 enviem “reforços”
com a finalidade de matar as células comprometidas ,bem como um sistema de alerta
composto por proteínas que atraem células CD8 para matar o vírus diretamente em 
células infectadas.

> A vacina, a que está fazendo uso CMV como vetor, produziu respostas MHC classe
> 2 , e suscitou também um tipo completamente diferente da resposta imune com moléculas
> MHC classe E. Estas alertam o sistema imunológico inato e células natural killer(
> NK é uma célula do sistema imune que atua como um agente de estado que verifica
> sistematicamente cada célula do corpo em busca de células problemáticas ou potencialmente
> perigosas – como as que podem surgir como um pólipo no intestino, que poderia 
> via a originar um câncer – e mata-las ou ordenar-lhes que se suicide numa [apoptose celular](https://pt.wikipedia.org/wiki/Apoptose)(
> abre em outra aba). Esta resposta nunca foi vista até este dia – quer em uma vacina
> ou, estranhamente, na infecção natural por CMV.

##### **OS DOIS GENES**

![AIDS, HIV, Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV](https://soropositivo.
org/wp-content/uploads/2016/11/virus_1056703_original.jpg?w=350)

Representação gráfica de uma infecção viral em curso

O que os pesquisadores descobriram foi que por feliz acaso a cepa do CMV utilizado
para fazer o vetor tinha dois genes cruciais ausentes. Foi somente quando ambos 
os genes foram excluídos que o CMV estimulou a resposta com o MHC-E. Além disso,
embora as respostas MHC variarem da natural de um animal comparada a outro animal,
havia algumas respostas para os genes específicos do SIV em si, em todos os animais–
o que se quer a partir de uma “_vacina de ampla espectro”_. Nota do Tradutor: O 
texto original refere-se a “broad-brush vaccine”, e a expressão broad-brush é praticamente
intraduzível, provavelmente uma expressão idiomática cuja melhor definição foi: 
[very general and without many details](http://www.macmillandictionary.com/dictionary/british/broad-brush),
que em tradução livre seria “_muito generalizada e sem muitos detalhes”_. Me vi 
forçado a interpretar e, para melhor compreensão, pensem num cidadão dos EEUU que
estivesse aprendendo a falar português e fosse chamado “a participar de uma vaquinha…”)

A equipe de Parker está tentando desenvolver vacinas com a variedade humana do CMV.
O CMV humano tem genes que são análogos aos dois genes faltantes no CMV que infecta
os macacos Rhesus e a grande questão é a de saber se o vetor humano irá produzir
a mesma resposta imune, com uma ação tão eficaz. Um estudo de escalonamento da dose
está programado e buscará obter, com o CMV atuando como vetor e espera-se, que produza
uma resposta mais convencional das respostas com o MHC-1a e 2, e se esta tentativa
for bem-sucedida passarão a buscar pela estimulação de uma resposta do tipo MHC-
E.

##### **“Corrida armamentista”**

![Hoje em dia, em relação ao vírus, estamos mais ou menos assim (...)](http://soropositivo.
org/wp-content/uploads/2016/11/a0680-war-old_66071317_original.jpg)

Hoje em dia, em relação ao vírus, estamos mais ou menos assim (…)

![E este seria "o cara".](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2016/11/guerra_76579927_original.
jpg?w=150)

E este seria “o cara”. (…)

Um grande problema permanece: a vacina só funcionou consistentemente em cerca de
55% dos macacos e, até agora, não parece haver uma forma de pre-dizer quais serão
os macacos que terão esta resposta e quais os que não terão. Louis Picker contou
ao [AIDSMAP.COM](http://www.aidsmap.com/) que a diferença provavelmente é causada
pela forma como o CMV gera uma resposta imunológica rápida e se ela é capaz de deter
o SIV/HIV antes que se a infecção se torne sistêmica e se espalhe por todo o corpo.
O que determina a velocidade da resposta é ainda desconhecido, mas pode significar
que a vacina carregada pelo CMV, que teria de ser combinada com uma vacina de anticorpos
para obter uma resposta com uma melhor eficácia. Tal como acontece com outras vacinas,
a diferença entre o sucesso e o fracasso é saber se a resposta imune pode permanecer
um passo à frente do HIV _na corrida armamentista_ entre o vírus e o organismo humano.

Traduzido do original em [Huge diversity in current HIV vaccine research](http://www.aidsmap.com/Huge-diversity-in-current-HIV-vaccine-research-Research-for-Prevention-conference-hears/page/3094118/)
publicado originalmente por Gus Cairns em 23 Outubro de 2016 no [AIDSMAP](http://www.aidsmap.com/)
Cláudio Souza

Revisado por Claudio Souza (se houver erros de digitação ou ortografia, considere
minha dislexia acompanhada de uma neuropatia periférica deveras longa… e me informe
neste [Cláudio Souza](https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017-2/soropositivowebsite@gmail.com?&subject=)–
Observe que o seu cliente de e-mail criará uma mensagem já com o assunto. Por favor,
mantenha este assunto, pois eu tenho uma regra específica no meu cliente de e-mail
e iao permite que um som seja reproduzido e um aviso visual também. Desta forma 
eu terei a possibilidade de resolver “a coisa” o mais brevemente possível. Obrigado)

##### Um interessantíssimo vídeo para quem se interessa pelo próprio corpo. Na base da minha sobrevivência e, também com relação à Mara, é o conhecimento que temos de nossos corpos e uma constante e diuturna observação do comportamento de nossos corpos (…)

###### **Referências**

Este é apenas um breve resumo de algumas das apresentações sobre o desenvolvimento
de uma vacina no HIVR4P conferência. Muitos mais estudos podem ser exploradas pela
visualização do resumo do livro [aqui](http://hivr4p.org/images/HIVR4P_2016_Abstract_Book.pdf),
dos webcasts [aqui](http://webcasts.hivr4p.org/console/player/33024?mediaType=audio&),
and dos posters [aqui](http://www.abstractstosubmit.com/hivr4p2016/eposter/).

Tomaras G. Visão geral da resposta imune humoral e celular ao [HIV](https://soropositivo.org/hiv-sintomatico-estagio-3/)
vacinação. Sessão explanação plenária. Conferência para Pesquisas de prevenção ao
HIV (HIVR4P 2016), Chicago, sessão plenária de apresentação 01/02, 2016. [Veja o webcast aqui](http://webcasts.hivr4p.org/console/player/33005?mediaType=podiumVideo&).

Schuitermaker H. Em rumo a uma vacina contra o HIV: (pré)-avaliação clínica dos 
esquemas Prime-Boost Usando Ad26 e MVA com antígenos de mosaico e proteínas solúveis
Gp140.. . Sessão de explanação ao plenário. Conferência para Pesquisas de prevenção
ao HIV (HIVR4P 2016), Chicago, sessão plenária de apresentação SY01.03, 2016. [veja o webcast aqui](http://webcasts.hivr4p.org/console/player/33072?mediaType=slideVideo&).

Burton D. progressos baseados em anticorpos neutralizantes de vacina contra o HIV.
Conferência da Pesquisa para a prevenção do HIV (HIVR4P 2016), Chicago, apresentação
em plenário em 03.01, 2016. [Veja o webcast aqui](http://webcasts.hivr4p.org/console/player/33074?mediaType=slideVideo&).

Parks C et al. Proteção contra infecção retal SHIV induzida pela vacinação de mucosa
com uma replicação-autoridade VSV-HIV Quiméricos mostrando Trímeros Env ao sistema
imunológico. Conferência para Pesquisas de prevenção ao HIV (HIVR4P 2016), Chicago,
apresentação no simpósio SY01.02, 2016. [Veja o webcast aqui.](http://webcasts.hivr4p.org/console/player/33071?mediaType=slideVideo&)

Picker L. Desenvolvimento de uma vacina baseada na ação do citomegalovírus como “
veículo de entrega orgânica. Conferência sobre Pesquisas para a prevenção do HIV,
Chicago, Apresentação no simpóso SY06.03, 2016.[Veja o webcast aqui](http://webcasts.hivr4p.org/console/player/33127?mediaType=slideVideo&).

 

## Leia também

 * [Ampla Diversidade na Pesquisa de uma Vacina contra o HIV em 2016. E ainda há mais para 2017](https://soropositivo.org/pesquisas-de-uma-vacina-contra-o-hiv-em-2016-e-as-que-podem-surgir-em-2017/)
 * [Possível vacina contra Aids repercute no mundo](https://soropositivo.org/possivel-vacina-contra-aids-repercute-no-mundo/)
 * [Cientistas avançam em pesquisa da vacina anti-Aids](https://soropositivo.org/cientistas-avancam-em-pesquisa-da-vacina-anti-aids/)

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