# Pessoas com Aids têm mais problemas psicológicos do que físicos, diz pesquisa

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- Published: 2009-12-02T21:18:28-02:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

01/12/2009

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 * [G1.COM.BR ](https://soropositivo.org/pessoas-com-aids-tem-mais-problemas-psicologicos-do-que-fisicos-diz-pesquisa/#g1combr%c2%a0)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/pessoas-com-aids-tem-mais-problemas-psicologicos-do-que-fisicos-diz-pesquisa/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/pessoas-com-aids-tem-mais-problemas-psicologicos-do-que-fisicos-diz-pesquisa/#relacionado)

65% dos pacientes em tratamento consideram saúde boa ou ótima.

No entanto, 47% dizem sentir grau intenso de preocupação ou ansiedade.

 

Do G1, em São Paulo

 

Os pacientes com **Aids** em tratamento no Brasil sofrem mais com problemas psicológicos
ou sociais do que com a ação do vírus no organismo, mostra pesquisa da Fundação 
Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta terça-feira (1º), pelo Departamento de **
DST** e **Aids** do Ministério da Saúde.

A pesquisa “Percepção da qualidade de vida e do desempenho do sistema de saúde entre
pacientes em terapia antiretroviral no Brasil”, financiada pelo governo federal,
foi realizada em 2008 com 1.260 pessoas que recebem tratamento antiretroviral para**
Aids** – em todo o país, 200 mil fazem o tratamento, de acordo com o Ministério 
da Saúde. Os dados mostram que 65% dos pacientes com **Aids** em tratamento consideram
sua saúde como boa ou ótima. No entanto, 33% dos pesquisados afirmaram ter tristeza
ou depressão em grau intenso ou muito intenso. 47% disseram sentir preocupação ou
ansiedade em grau intenso ou muito intenso.

O índice de pessoas com **Aids** que se sentem bem de saúde é superior ao registrado
pela população em geral – cerca de 55% consideram a saúde boa ou ótima. Os dados
da população em geral são da Pesquisa Mundial de Saúde, feita pela Organização Mundial
de Saúde em 2003. As pessoas com **Aids** também se consideram com melhores condições
de saúde do que os pacientes com outras doenças crônicas ou de longa duração: 27%
classificam a própria saúde como boa ou ótima.

Considerando os problemas psicológicos, quem tem **Aids** sofre mais do que a população
em geral: somente 15% dos entrevistados declararam sentir tristeza ou depressão 
em grau intenso ou muito intenso. No aspecto preocupação e ansiedade, o percentual
da população em geral também foi menor: 23% disseram sentir em grau intenso ou muito
intenso. Aqueles que iniciaram o tratamento após 2007, indica a pesquisa, têm uma
pior avaliação de seu estado de saúde. Para os pesquisadores, isso pode ocorrer 
porque “esses pacientes ainda não recuperaram seu sistema imunológico devido ao 
pouco tempo de tratamento” e ainda podem sofrer com os efeitos colaterais do início
do tratamento.

Análise

 

Para a coordenação da pesquisa, os dados mostram que as pessoas com **Aids** no 
país têm dificuldade para superar os traumas causados pelo diagnóstico da doença.

> “Os sentimentos de tristeza e depressão podem ser explicados pela falta de apoio
> social, pelo sentimento de discriminação, pelo sentimento de solidão, entre outros,
> que diferenciam as pessoas com **Aids** da população geral”, diz a análise.
>  

A coordenação da pesquisa também avalia que muitos dos pacientes em tratamento consideram
seu estado de saúde bom porque comparam com a situação em que estavam no momento
do diagnóstico.

“Quando fazemos a pergunta, eles acabam por comparar a situação atual ao momento
do diagnóstico, o que faz com que boa parte dos pacientes respondam que atualmente
sua saúde é excelente ou boa”, explica a pesquisa.

Principais dificuldades

A pesquisa mostra ainda que 36,5% dos entrevistados disseram que após o diagnóstico
tiveram uma piora das condições financeiras. Outros 33,7% apontam como principais
perdas a piora na aparência física. A entrada no mercado de trabalho também é prejudicada,
mostra a pesquisa. Dos pacientes homens em tratamento, por exemplo, 55% não trabalham
contra 21% da população masculina em geral – levando em consideração os dados de
2006 – os disponíveis na época da realização da pesquisa da Fiocruz, segundo o governo–
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando homens e
mulheres, o percentual dos que não trabalham sobe para 58%. 20% dos entrevistados
disseram ainda que perderam o emprego após o diagnóstico do **HIV**.

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## **G1.COM.BR**** **

  |  **Editoria:** |  **Pág.** |  **Dia / Mês/Ano:** |  
 |

**CIÊNCIA E SAÚDE**

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** **

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**02/DEZEMBRO/09**

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## Leia também

 * [Pacientes com aids sofrem mais com problemas sociais e psicológicos](https://soropositivo.org/pacientes-com-aids-sofrem-mais-com-problemas-sociais-e-psicologicos/)
 * [Pessoas com aids sofrem mais com problemas sociais e psicológicos do que com a ação do HIV no organismo, informa Ministério da Saúde](https://soropositivo.org/pessoas-com-aids-sofrem-mais-com-problemas-sociais-e-psicologicos-do-que-com-a-acao-do-hiv-no-organismo-informa-ministerio-da-saude/)
 * [Paciente com Aids sofre mais por questões psicológicas do que com ação do HIV](https://soropositivo.org/paciente-com-aids-sofre-mais-por-questoes-psicologicas-do-que-com-acao-do-hiv/)
 * [Estigma da Aids é mais prejudicial](https://soropositivo.org/estigma-da-aids-e-mais-prejudicial/)

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