# Qual é o risco de suicídio nos pacientes com infecção pelo HIV e qual a melhor forma de   abordá-lo?

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- Published: 2009-06-02T19:17:48-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

⌊Suicide médicamenteux⌉⌊Suicide médicamenteux⌉Es­tu­dos mos­tram que o ris­co de
suicídio po­de es­tar au­men­ta­do 35 a 40 ve­zes em pa­ci­en­tes in­fec­ta­dos 
quan­do com­pa­ra­dos com HIV ne­ga­ti­vos. Ou­tros es­tu­dos têm des­cri­to ris­cos
me­no­res. Es­ta dis­crepância é re­sul­ta­do da análi­se de di­fe­ren­tes gru­pos,
fa­ses da in­fecção, fa­to­res sócio-econômi­cos e ou­tros vi­e­ses de amos­tra­gem.
Em es­tu­do pa­ra iden­ti­fi­car si­mi­la­ri­da­des e di­fe­renças en­tre in­divídu­os
com e sem AIDS cons­ta­tou-se que o suicídio não se dá em mai­or núme­ro nos por­ta­do­res
do vírus HIV.

O di­agnósti­co da AIDS não só in­su­fla o me­do da mor­te mas também le­van­ta 
te­mo­res re­la­ti­vos a mu­danças na aparência, a mu­danças no cor­po, além de 
re­fle­tir-se na au­to-es­ti­ma do in­divíduo. O pa­ci­en­te, mui­tas ve­zes, no
de­se­jo de con­tro­lar es­te pro­ces­so de mor­rer po­de, por mais pa­ra­do­xal
que se­ja, abre­viá-la, ma­tan­do-se ou usan­do dro­gas de uma ma­nei­ra des­con­tro­la­da
vi­san­do uma over­do­se.

Nes­ta si­tuação, ocor­re o de­se­quilíbrio e uma cri­se é vi­vi­da. No en­tan­to,
os me­ca­nis­mos uti­li­za­dos pa­ra li­dar com ela e man­ter a se­gu­rança e o 
con­tro­le po­dem não sur­tir re­sul­ta­do. A si­tuação to­ma-se ain­da mais crf­ti­ca
pe­los pro­ble­mas so­ci­ais e emo­ci­o­nais que de­cor­rem do di­agnósti­co. Fal­ta
de su­por­te de família, ami­gos e aman­te; al­te­rações nas re­lações ínti­mas 
e se­xu­ais e uma ines­pe­ra­da, porém rápi­da di­mi­nuição dos re­cur­sos fi­nan­cei­ros.

> As pes­so­as com AIDS estão par­ti­cu­lar­men­te pro­pen­sas a sen­tir-se de­ses­pe­rançadas
> e vul­neráveis com re­lação a sua do­ença e ao mes­mo tem­po a sen­tir-se so­ci­al­men­te
> iso­la­das. Es­tas con­dições pa­re­cem ser as prin­ci­pais res­ponsáveis pe­las
> cri­ses sui­ci­das. Por es­tas razões, uma de­tecção pre­co­ce do po­ten­ci­al
> do pa­ci­en­te pa­ra li­dar com es­tas cri­ses e adap­tar-se a elas é es­sen­ci­al.
> O ris­co de suicídio de­ve ser ava­li­a­do em to­dos os pa­ci­en­tes. Al­guns 
> fa­to­res po­dem ser con­si­de­ra­dos co­mo de ris­co e de­vem ser in­ves­ti­ga­dos
> e abor­da­dos: de­pressão, ten­ta­ti­vas prévi­as de suicídio, iso­la­men­to, 
> se­xo mas­cu­li­no, pos­suir ar­ma, aban­do­no da família e/ou com­pa­nhei­ro 
> e di­fi­cul­da­des fi­nan­cei­ras.

Se di­an­te de um pa­ci­en­te com for­te ideação sui­ci­da, o pro­fis­si­o­nal de­ve
co­mu­ni­car à família, e pe­dir ava­liação psi­quiátri­ca ur­gen­te. Em ca­sos 
ex­tre­mos po­de-se in­di­car in­ter­nação, mes­mo con­tra a von­ta­de do pa­ci­en­te,
se o pro­fis­si­o­nal jul­gar que o mes­mo não tem, na­que­le mo­men­to, ca­pa­ci­da­de
de jul­ga­men­to co­mo no ca­so de de­pressões gra­ves. É im­por­tan­te res­sal­tar
que os an­ti­de­pres­si­vos le­vam, em média, 14 di­as pa­ra pro­mo­ver sua ação.

 

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