SVB VMBRA ALARVM TVARVM

Ser portador de HIV pode ser lucrativo, segundo algumas inteligencias.

A bem da verdade, Vânia, eu não consigo entender estas pessoas.
Mas eu tenho observado longamente o “modus vivendi” de portadores de HIV e chego a elaborar uma hipótese que chega a me vexar.
Para que você tenha uma ideia, em 1994 eu morei na casa de apoio Brenda Lee, que oferece uma vida muito boa. 5 refeiçoes diárias, TV a cabo, roupa lavada, cama bem feita, café da manha na cama, enfermeira 24 horas. Tratamento 5 Estrelas.
Saí de lá porque o preço disso tudo é a sua liberdade. Nem para procurar emprego ou trabalhar voce poderia sair (hoje nao sei como está).
Sai, enfrentei o mundo, paguei um alto custo por isso e, vez por outra, dou uma passada lá, por mero diletantismo.
Pois creia-me, ainda estão (!!!) lá, perfeitamente saudáveis, pessoas que estavam lá, quando eu saí de lá.
Ser portador de HIV pode ser lucrativo, segundo algumas inteligencias.
Além de alguns recursos que a Lei oferece e a medicação gratuita, basta se cadastrar em duas ou tres ONGs e receber, vitaliciamente, tres cestas basicas por mes. Mas o “vale leite” e outras coisas. Só nao tem vale cigarro.
Depois ainda tem quem receba amparo nutricional e pegue com o governo aquelas latas de ensure e advera, usados em alimenta”cão parenteral ou como reforço na nutricao de soropositivos e nao os tome mas, sim, os venda para farmácias, à razao de 5 reais a lata.
60 latas por mes, 300 reais.
Trabalhar para que?
E se acostuma com o bem bom, com o fácil, deixa-se estagnar numa conduta amoral e vai vegetando pela vida afora, até que sobrevenha uma doença oportunista e oos derrube de uma vez por todas.
Isso é uma métrica nao muito comum, mas existente entre pessoas soropositivas.
Naturalmente isso não é uma regra. Mas é um fato.
E outro fato é que se vc for a www.amorpositivo.com ainda vera o termo de serviço e os avisos que o serviço é pago.
Se nao pretende pagar, se cadastra pra que?
eu respondo: POra ver no que dá.
Pois bem. Deu nisso. Eu abro mão de conduzir o projeto da ong com osd recursos que vem dali, gasto algum que nao tenho para manter aquilo e fica entre mim e Deus os resultados disso.
eu poideria apagar o site, tirá-0lo do ar. mas trabalhei duro naquilo, tanto quanto no soropositivo, que recebeu,m em 2003, masi de 137.000 visitas.
Não voudestruir meu trabalho em função desta sequencia de acontecimentos, pois seria uma lástima para mim, como é uma lástima ter de escrever uma mensagem tão crua, contra meus iguais.
Acredito, Vania, que o HIV tem um poder extra de amoralizar as pessoas em função do impacto que ele causa na psiquê delas.
em verdade, todos sabemos que morreeremos algum dia. Humanos, inevitavelmente morrem, disse um personagem em um filme que assisti hoje.
MAs quem porta HIV, mesmo sem desenvolver AIDs, ao que me parece, tem a sensação de passaporte carimbado, check inn feito e que só está esperando a hora do embarque, que deve ser para breve. Isso deve mesmo abalar qualquer consciencia. Deve mexer com a cabeça de alguem que tenha cancer, que tenha alguma doença fatal.
Mas é uma questao de personalidade. Temos aquei mesmo o Exemplo de Cristiane Rosicky, que acumula mais problemas e empecilios quequalquer pessoa que eu conheça e, creio, que eu venha a conhecer. Perto do que ela vive, a infecção por HIV é um passeio à praça. e nem por isso ela esmorece.
Porque ali, encarcerado naquele corpo, reside uma inteligencia brilhante que se recusa a se conformar com os fatos e insiste em lutar.
nem de longe eu posso me comparar a ela. Mas, de alguma sorte, eu tento seguir seu exemplo de coragem.
Não vou re narrar o que pasei e o que deixei de passar em minha vida, pois pouco importa, já passoue.
O que importa é que você e todos que p[ossam me ler saibam de uma coisa:
Eu posso até morrer na miséria, nas ruas, abandonado por tudo e por todos. Neste dia porei termo à minha vida por conta própria, há vinte estaçoes do metro em SÃo paulo e eu posso escolher até a que eu considere mais traumática para a sociedade.
Mas ninguém poderá dizer que eu não tentei, que eu nao lutei, que eu nao dei,. de mim, por mim e por meus iguais, o máximo que poderia, dadas as circunstancias e as minhas limitaçoes evidentes.
Um beijo.
Cau
“Um pão singelo é gloriosa síntese do trabalho de equipe da natureza.
Sem as lides da sementeira, sem as dádivas do Sol, sem as bênçãos da Chuva, sem a defesa contra os adversários da lavoura, sem a assistência do homem, sem o concurso do moinho e sem o auxílio do fogo, o pão amigo deixaria de existir”
Emmanuel, por
Chico Xavier

Apoie este site

Faça sua doação via Pay Pal btn_donateCC_LG
Se você não se sente seguro usando seu carttão de crédito na Internet e, mesmo assim quer doar, entre em contato pelo formulário abaixo e enviaremos detalhes. Obrigado

>
%d blogueiros gostam disto: