# Testes de Resistência

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- Published: 2009-06-08T11:56:39-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

## Testes de Resistência

Este Informativo contém informações básicas sobre os testes que avaliam o grau de
resistência do vírus aos medicamentos anti-**HIV**. Para maiores informações, veja
o Informativo 26 da NAM sobre Resistência, atualizado em janeiro de 2003.

### Table Of Content

 * [Testes de Resistência](https://soropositivo.org/testes-de-resistencia/#testes-de-resistencia)
 * [Tipos de teste de resistência](https://soropositivo.org/testes-de-resistencia/#tipos-de-teste-de-resistencia)
 * [Testes genotípicos](https://soropositivo.org/testes-de-resistencia/#testes-genotipicos)
 * [Testes fenotípicos](https://soropositivo.org/testes-de-resistencia/#testes-fenotipicos)
 * [Guia para os testes de resistência](https://soropositivo.org/testes-de-resistencia/#guia-para-os-testes-de-resistencia)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/testes-de-resistencia/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/testes-de-resistencia/#relacionado)

Os testes de resistência já vêm sendo usados em pesquisas sobre o **HIV** para esclarecer
como a resistência aos medicamentos anti-**HIV** se desenvolve. Além disso, esses
testes vêm sendo utilizados em clínicas como uma forma de orientação na escolha 
do tratamento, principalmente depois da Associação Britânica para o **HIV** ter 
aconselhado os testes de resistência sempre que uma combinação de medicamentos anti-**
HIV** for mudada. Em caso de dúvidas com relação ao seu tratamento, pergunte se 
um teste de resistência está sendo realizado.

Os testes de resistência são bastante caros, e seus resultados lentos; são difíceis
de ser feitos e analisados; falta padronização e controle de qualidade; não podem
ser realizados se o nível da carga viral estiver abaixo de mil; há a possibilidade
de não detectarem sub-famílias de vírus resistentes que são minoria no número total
de **HIV** em uma amostra; e alguns desses testes são menos eficazes quando usados
nas variações de **HIV** não-pertencentes à classe B, tipos de vírus comuns na Europa
e na América do Norte.

Entretanto, as pessoas que trocam de medicamentos, conscientes dos resultados do
teste de resistência, têm maior probabilidade de responder positivamente ao novo
tratamento, pelo menos a curto prazo, do que as que mudam sem saber.

### Tipos de teste de resistência

Há duas formas de testar a resistência aos medicamentos:

 * Através dos testes genotípicos que procuram mudanças específicas, ou mutações,
   na transcriptase reversa do **HIV** ou nos genes de protease, os quais são associados
   à resistência aos medicamentos anti-**HIV**; ou,

 * através dos testes fenotípicos que calculam a concentração de medicamentos necessária
   para reduzir a replicação viral. Para impedir o crescimento da população viral,
   quantidades maiores de medicamentos serão necessárias de acordo com o desenvolvimento
   da resistência.

Até o momento, nada indica que um dos testes seja mais útil do que o outro. Ambos
têm prós e contras.

### Testes genotípicos

Os testes genotípicos têm as seguintes vantagens: os resultados são relativamente
rápidos, estando disponíveis em 4 ou 5 dias; são mais baratos do que os testes fenotípicos,
custando em média £200 cada um; a tecnologia usada é relativamente simples; não 
requerem mão-de-obra altamente qualificada; e, além disso, eles prevêem as mudanças
fenotípicas, já que estas ocorrem depois das mudanças genotípicas. Por outro lado,
os testes genotípicos calculam a resistência indiretamente; requerem uma análise
complexa; são menos eficazes quando usados em alguns sub-tipos de **HIV**, por exemplo
os não-pertencentes à classe B; não podem ser realizados se a carga viral estiver
abaixo de mil cópias; e há a possiblidade de não detectarem os vírus resistentes,
totalizados entre 10% e 20% da amostra.

### Testes fenotípicos

As vantagens dos testes fenotípicos são as seguintes: a sensibilidade do vírus aos
medicamentos é calculada diretamente e sua análise é relativamente fácil. Por outro
lado, os resultados são lentos, levando de 2 a 3 semanas; são mais caros do que 
os testes genotípicos, custando entre £400 e £600 cada um; requerem um complexo 
equipamento de laboratório; são menos eficazes quando usados em alguns sub-tipos
de **HIV**, por exemplo os não-pertencentes à classe B; não podem ser realizados
se a carga viral estiver abaixo de mil cópias; e há a possiblidade de não detectarem
os vírus resistentes que formam entre 10% e 20% da amostra.

### Guia para os testes de resistência

 * Por serem novos no tratamento contra o **HIV**, os resultados dos testes de resistência
   devem ser analisados e explicados por pessoas com experiência neles.

 * Os resultados dos testes devem ser analisados paralelamente ao tratamento e o
   histórico completos do paciente, ao invés de isoladamente.

 * A falha do tratamento não se deve unicamente à resistência. Doses não tomadas,
   pouca absorção e a interação dos medicamentos são outras possíveis causas a ser
   consideradas.

 * Os testes de resistência não poderão ser realizados se a carga viral estiver 
   abaixo de mil cópias.

 * Os testes de resistência serão mais precisos se realizados enquanto você estiver
   tomando uma combinação que esteja falhando do que após parar de tomar os medicamentos,
   pois quando você interrompe a medicação, a possibilidade dos vírus resistentes
   reproduzirem-se é menor do que a dos vírus sensíveis. Conseqüentemente, o número
   de vírus resistentes que eram predominantes, aumentará juntamente com o número
   de vírus sensíveis, formando, desta forma, um dos muitos sub-grupos de vírus 
   dentro do organismo. Contudo, a maioria dos testes não identifica os sub-grupos
   resistentes que estão entre 10% e 20% da população viral e, por isso, recomeçar
   um medicamento ao qual um grupo de vírus é resistente permitirá que esse grupo
   cresça novamente, provocando a falha do tratamento.

 * É muito importante testar a resistência antes de você iniciar um tratamento anti-**
   HIV**, pois se você tiver sido infectado por um tipo de **HIV** resistente a 
   um dos medicamentos da sua primeira combinação, é provável que seu tratamento
   falhe rapidamente. No entanto, os testes de resistência realizados em pessoas
   que ainda não começaram o tratamento são mais difíceis de ser analisados do que
   os realizados em pessoas que estão mudando de combinação. Nestes casos, há a 
   possibilidade dos testes só detectarem os vírus resistentes que não desaparecem
   logo após a infecção, por exemplo os resistentes ao AZT. Entretanto, com o passar
   do tempo, a população viral evolui, havendo a possibilidade dos vírus resistentes
   formarem apenas uma pequena minoria da população total, o que significa que eles
   podem ser indetectáveis antes do início do tratamento, podendo aumentar rapidamente
   neste período.

 * Contudo, os testes de resistência podem auxiliar as pessoas recém-infectadas 
   na escolha do tratamento, já que os vírus resistentes ainda não terão desaparecido.

 * No Reino Unido, recomenda-se que os testes de resistência sejam realizados sempre
   que houver mudança de tratamento.

 

Tradução Ana Paula Veloso Dias

Informativo 46 – Revisto janeiro 2004

 

## Leia também

 * [Resistência aos Medicamentos Anti HIV](https://soropositivo.org/resistencia-aos-medicamentos-anti-hiv/)
 * [Entenda a Resistência a Antirretrovirais no HIV](https://soropositivo.org/resistencia-a-antirretrovirais-hiv-o-que-e-e-como-evitar/)
 * [O que você precisa saber sobre a resistência do HIV](https://soropositivo.org/o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-resistencia-do-hiv/)

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