# Truvada pode impedir infecção do HIV mesmo se uso não for diário, indica estudo

- Link: https://soropositivo.org/truvada-pode-impedir-infeccao-do-hiv-mesmo-se-uso-nao-for-diario-indica-estudo/
- Published: 2012-09-13T13:52:26-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

![Truvada](https://atomic-temporary-78498171.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/
2012/12/pilula-anti-aids-truvada.jpg)

Podendo ou não, ainda é muito perigoso manter relações sexuais desprotegidas. Veja
bem, você, se for mulher, pode ter uma gravidez não planejada e mesmo indesejada;
pode ter de interromper seus estudos se você está em idade escolar. Além disso, 
você poair HPV que pode provocar verrugas genitais ou, pior, um cancer cervical 
ou do colo do útero. Pode contrair o HCV, virus da heaptite C que é, também, uma
doença sexualmente transmissível ou uma gonorréia, sífilis, donovanose… Pense pem,
assista ao slide no final do texto (se você for adulta o bastante para vr magens
fortes) e avalie se vale a pena MEEEESMO, transar sem camisinha. SE o cara disser
não, aí que é mesmo hora de você sair fora porque se ee diz isso é porque fez e 
faz com outras e o risco é multiplicado pelo número de mulheres com quem ele saiu
e você nem tem ideia de quantas foram

Uma pesquisa feita nos EUA detectou que apenas duas doses por semana do antirretroviral
Truvada podem reduzir o risco de infecção pelo HIV em até 76%, informou o jornal
_O Estado de S. Paulo_. A conclusão é de um estudo publicado hoje na revista _Science
Translational Medicine _que teve a participação de três centros de pesquisa brasileiros.

Em julho foi aprovado nos EUA o uso deste medicamento como forma de prevenção, principalmente
para homens saudáveis que fazem sexo com homens. Porém, não havia sido descoberta
qual seria a concentração exata da droga suficiente para garantir um grau satisfatório
de proteção e nem a frequência de uso do antirretroviral que resultaria nesse efeito.

Segundo o _Estado de S. Paulo_, a conclusão foi de que, com o uso da concentração
ideal do Truvada, duas doses por semana seriam capazes de reduzir os riscos de infecção
em 76%. Quatro doses semanais garantiriam 96% de proteção. E sete doses semanais
diminuiriam o risco em 99%.

“Surpreendentemente, descobrimos que os participantes do estudo não tiveram de aderir
perfeitamente ao regime terapêutico para colher os benefícios do Truvada”, disse
o pesquisador americano Robert Grant, do Instituto Gladstone, organização dedicada
a pesquisas biomédicas ligada à Universidade da Califórnia. Apesar dos bons resultados,
os pesquisadores alertam que, por enquanto, somente o uso diário é oficialmente 
recomendado para garantir a proteção.

“A possibilidade de usar menos doses torna a estratégia mais barata. Também tem 
implicações em relação aos efeitos colaterais, que seriam menores. Nesse caso, quanto
menos, melhor”, diz a médica Valdiléa Veloso dos Santos, do Instituto de Pesquisa
Clínica Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz e uma das autoras do artigo, ao 
_Estado de S. Paulo_.

Especialistas alertam que esse tipo de estratégia deve ser aliada a outras medidas
preventivas. “Essas estratégias alternativas não devem ser aplicadas isoladamente,
mas vir dentro de um pacote, junto com um aconselhamento”, diz o infectologista 
Alexandre Naime Barbosa, da Faculdade de Medicina da Unesp, ao _Estado de S. Paulo_.

Quem optar por adotá-la, por exemplo, deve ser aconselhado a continuar usando a 
camisinha, a fazer testes de HIV periodicamente e a tratar outras DSTs, que costumam
deixar o paciente ainda mais vulnerável à infecção por HIV.

Especialistas e ativistas ouvidos pela Agência Aids pedem mais discussão sobre as
novas estratégias de prevenção

A partir das mesas de discussão que assistiu durante a Conferência Internacional
de Washinton, em julho, o médico e gerente do Serviço de Atenção Especializada em
DST/Aids (SAE) Herbert de Sousa, de São Paulo, Robinson Fernandes de Camargo, afirmou
que muito se falou sobre profilaxia pré-exposição, circuncisão, microbicidas e novas
tecnologias de prevenção ao HIV.

“Fiquei com a sensação que nós, aqui no Brasil, temos discutido muito timidamente
essas novas ferramentas de prevenção, talvez isso seja fruto do pensamento reinante,
do que chamo de ‘Fundamentalismo do Látex’, cuja toda e qualquer ação passa apenas
e tão somente pela camisinha”, diz.

O infectologista e pesquisador Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP, concorda
com a falta de discussão por parte do governo brasileiro sobre o assunto. “O governo
brasileiro deveria começar a discutir mais as possibilidades de adotar outras estratégias
de prevenção ao HIV, como o uso de remédios para algumas populações bem vulneráveis
à infecção, mesmo que estas não tenham o vírus (profilaxia pré-exposição) e até 
a circuncisão masculina”, afirma.

Quanto à especulação da liberação do Truvada no País, Hugo Hagström, integrante 
do Grupo de Incentivo à Vida (GIV) e paciente de aids há mais de 20 anos, disse 
que, caso o governo brasileiro adote a esta medida, o receio das pessoas à doença
seria o mesmo. “A banalização já é um fato desde o surgimento do coquetel. Não acho
que vá banalizar ainda mais”, afirma. “Uma das questões que colaboram é o receio
da população aos efeitos adversos. As pessoas imaginam que os medicamentos ligados
ao HIV e aids são grandes monstros e teriam certo medo de ingeri-los”.

Já Beto Volpe, um dos fundadores do Grupo Hipupiara de São Vicente, acredita que
o surgimento do coquetel antiaids já fez com que a população se preocupasse menos
com o HIV e um medicamento de prevenção só banalizaria ainda mais a doença. “O uso
do Truvada deveria ser controlado por especialistas e não acessível para qualquer
pessoa”, comentou.

O representante da RNP+ (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e aids) no Rio
de Janeiro, William Amaral, vê o uso do Truvada como mais uma forma de prevenção.“
Pode ser útil para alguns casais sorodiscordantes, por exemplo… Mas as pessoas precisam
saber que a proteção do medicamento não é de 100%. Então, o preservativo ainda é
a melhor opção”, completa.

**Redação da Agência de Notícias da Aids **

> **Aviso. Ao final deste texto há um video e uma apresentação de Slides. A Aprsentação
> de Slides tem imagens fortes que podem afetar negativamente uma pessoa sensível
> ou desavisada. Especialmente menores de idade. SE você tem dúvidas quanto à possibilidade
> de ver estes slides, chame seu pai, sua mãe ou a pessoa responsável por você para
> que ela possa avaliar se este conteúdo é aceitável para ser visto por você**

## Leia também

 * [Pílula anti-HIV é eficaz mesmo se uso não for diário](https://soropositivo.org/pilula-anti-hiv-e-eficaz-mesmo-se-uso-nao-for-diario/)
 * [Entendendo o HPV: Causas, Sintomas e Tratamento](https://soropositivo.org/papilomavirus-humano-hpv/)
 * [Papilomavírus humano (HPV) e verrugas genitais / Alguns Fatos](https://soropositivo.org/papilomavirus-humano-hpv-e-verrugas-genitais/)

**Este blog existe há 25 anos.**
Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou 
de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo
que demore um pouco.E se quiser, mande um Pix de **R$ 0,25** pelos 25 anos de trabalho:**
Chave Pix:** solidariedade@soropositivo.org_Você também pode me escrever para: claudio@
soropositivo.org_

Views: 0

### _Relacionado_
