# Tudo sobre o HPV

- Link: https://soropositivo.org/tudo-sobre-o-hpv/
- Published: 2014-08-07T15:46:57-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

## O que é HPV?

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### Table Of Content

 * [O que é HPV?](https://soropositivo.org/tudo-sobre-o-hpv/#o-que-e-hpv)
 * [Quantas mulheres terão câncer do colo do útero no ano de 2013?](https://soropositivo.org/tudo-sobre-o-hpv/#quantas-mulheres-terao-cancer-do-colo-do-utero-no-ano-de-2013)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/tudo-sobre-o-hpv/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/tudo-sobre-o-hpv/#relacionado)

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A abreviação significa Vírus do Papiloma Humano. Os HPVs são um grupo de mais de
100 vírus relacionados. Para cada variedade de** HPV** de um grupo é atribuído um
número, o qual é chamado de tipo de HPV. O HPV é chamado de vírus de papiloma, porque
alguns tipos de HPV causam verrugas ou papilomas, que são tumores não cancerosos.
Os vírus do papiloma são atraídos para as células epiteliais escamosas e podem viver
somente nestas células do corpo. As células epiteliais escamosas são finas e planas.
Estas células encontram-se na superfície da pele e em superfícies úmidas, tais como
a vagina, ânus, colo uterino, vulva, cabeça do pênis, boca, garganta, traqueia, 
brônquios e pulmões. Os diferentes tipos de HPV não crescem em outras partes do 
corpo.   Das mais de 100 variedades conhecidas de HPV, cerca de 60 tipos causam 
verrugas na pele, como nos braços, tórax, mãos e pés. Estas são as verrugas comuns.
Os outros 40 tipos são das mucosas. O termo “mucosa” refere-se às membranas mucosas
do corpo, ou às camadas úmidas que cobrem os órgãos e as cavidades do corpo que 
são expostas ao ambiente externo. Por exemplo, a vagina e o ânus têm um revestimento
úmido na parte superior. Os tipos de HPV da mucosa também são chamados de HPV tipo
genital (ou ano genital), já que muitas vezes afeta a área genital e anal. Os HPV
das mucosas não crescem na pele.

# Parecer sobre a Vacina Profilática contra o HPV

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Posicionamento do Ministério da Saúde   A discussão sobre a incorporação da vacina
contra HPV no Brasil, no âmbito do Ministério da Saúde, até o momento, foi feita
em duas etapas, a primeira pelo Grupo de Trabalho constituído pela Portaria GM/MS
No 3.124, de 7 de dezembro de 2006, sob a coordenação executiva do Instituto Nacional
de Câncer, cujas principais conclusões e sugestões, em 11 de abril de 2007, foram:
Conclusões:

 1. Existem ainda importantes lacunas de conhecimento científico sobre a vacina, tais
    como a duração da imunidade conferida, o uso em imunodeprimidos e gestantes, e 
    a necessidade de vacinação de reforço.
 2. A indicação atual da vacina está limitada à população feminina de 9 a 26 anos, 
    porém ela só confere imunidade para aquelas mulheres ainda não expostas aos HPV
    tipos 6, 11, 16 e 18, situação esperada apenas para mulheres que não iniciaram 
    atividade sexual.
 3. A implantação de um programa de imunização específico exigirá o desenvolvimento
    de nova infraestrutura operacional e de vigilância epidemiológica, incluindo suporte
    laboratorial para identificação e monitoramento da circulação dos diversos tipos
    de HPV no país, ainda não disponíveis no SUS.
 4. O gasto estimado para a vacinação de meninas somente na faixa etária de 11 a 12
    anos, para uso durante um ano, tomando-se por base o preço comercial no país aprovado
    pela ANVISA para as três doses significaria um montante de 1,857 bilhão de reais.
    O orçamento para a aquisição dos 44 imunobiológicos (vacinas e soros) para o Programa
    Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde para o ano de 2006 foi de 750 milhões
    de reais. Portanto, a inclusão da vacina contra o HPV significaria um incremento
    de quase três vezes o orçamento do Programa Nacional de Imunizações.
 5. A FIOCRUZ, através do Instituto Bio-Manguinhos, já manifestou interesse na fabricação
    da vacina e vem trabalhando no sentido de verificar a situação de patentes e a 
    existência de condições técnicas e operacionais para o desenvolvimento nacional,
    bem como vem analisando alternativa para transferência de tecnologia.

Sugestões:

 * Fortalecer as ações de controle para o câncer do colo do útero, já estabelecidas
   pelo Ministério da Saúde e coordenadas pelo INCA, na lógica de integração de 
   todas as ações que visam à melhoria da atenção à saúde da mulher.
 * Estruturar a rede de laboratórios da CGLAB/DEVEP/SVS para a identificação e o
   monitoramento da infecção pelo HPV.
 * Realizar os seguintes estudos, a serem promovidos pelo DECIT/SCTIE:

– Inquérito de prevalência para conhecer a distribuição dos tipos de HPV no Brasil.–
Análise de custo-efetividade. – Revisão sistemática sobre a efetividade da vacina
contra o HPV em mulheres.

 * Criar condições para a produção nacional de vacina através do desenvolvimento
   interno ou pelo processo de transferência de tecnologia para o parque produtor
   nacional público, a exemplo de outras vacinas do calendário oficial do Programa
   Nacional de Imunização da Secretaria de Vigilância em Saúde, com vistas à garantia
   de autonomia e sustentabilidade da vacinação contra o HPV.
 * O grupo não recomenda a incorporação da vacina contra o HPV, no momento, como
   política de saúde pública.
 * Esta recomendação deverá ser revista assim que as medidas sugeridas possam oferecer
   subsídios suficientes para análise ou a partir de estudos populacionais de grande
   impacto na ocorrência do câncer do colo do útero.

Em 10 de fevereiro de 2010, o Ministério da Saúde, pela Portaria GM/MS nº 310, constituiu
novo Grupo de Trabalho, também sob a coordenação executiva do Instituto Nacional
de Câncer, para avaliar os resultados do Programa Nacional de Controle do Câncer
do Colo do Útero, correlacionando seus indicadores de processo e gestão com a evolução
das curvas de incidência e mortalidade, nacional e regionalmente; indicar, de modo
sistemático, pontos fortes e fracos do atual Programa; elaborar propostas de aperfeiçoamento
técnico e operacional do Programa; elaborar proposta de ação dirigida às regiões
de mais altas taxas de incidência e mortalidade; avaliar o estado da arte de novas
tecnologias para a prevenção e controle do câncer de colo útero e propor estudos
dirigidos para a realidade do Brasil.   Este grupo fez a discussão sobre a incorporação
da vacina contra HPV no Brasil foi feita de forma integrada, levando em consideração
as sugestões e recomendações elaboradas pelo grupo de trabalho anterior. A discussão
considerou as duas vacinas atualmente disponíveis e aprovadas pela ANVISA para uso
no Brasil, sendo uma Quadrivalente e outra Bivalente com fim de prevenção primaria
para câncer do colo de útero, concluindo que as evidências científicas disponíveis
até o momento relacionadas à vacinação contra o HPV indicam que:

 * Ambas as vacinas são profiláticas, isto é, a proteção conferida é maior quando
   aplicada em mulheres livres da infecção, ou, antes do início da vida sexual.
 * Não há diferença de eficácia entre as duas vacinas em relação à prevenção de 
   lesões intraepiteliais cervicais.
 * Dificuldades de adesão ao esquema vacinal apontam para efetividade menor do que
   aquela observada nos ensaios clínicos.
 * Ainda existem lacunas de conhecimento relacionadas à duração da eficácia, à eventual
   necessidade de dose de reforço e à proteção cruzada.
 * A abrangência da proteção conferida pela vacina é dependente da proporção dos
   tipos 16 e 18 de HPV prevalentes na população.
 * A vacinação não exclui a necessidade do rastreio e causa impacto significativo
   no custo do sistema de saúde sem correspondente economia para as ações de rastreamento.
 * A redução da prevalência de lesões intraepiteliais cervicais aponta para necessidade
   de utilização de testes mais sensíveis e específicos para o rastreio de populações
   vacinadas.
 * As desigualdades existentes de acesso ao rastreio poderão ser perpetuadas no 
   acesso as vacinas.

Ademais, em função da própria história natural da doença, espera-se um impacto da
vacinação na redução do câncer em 30-40 anos. No entanto há necessidades atuais 
na perspectiva do controle do câncer de colo uterino que podem ser atendidas pela
ampliação e qualificação do rastreamento e tratamento das lesões precursoras e dos
casos de câncer detectados, que podem ter impacto na redução da mortalidade em aproximadamente
10 anos, principalmente na população com maior incidência deste tipo de câncer. 
Adicionalmente foram prestados esclarecimentos sobre os processos de incorporação
tecnológica no âmbito de Ministério da Saúde e, consequentemente, o grupo concluiu
que a incorporação da vacina contra HPV na realidade atual não é factível, pois 
levaria à inviabilidade do equilíbrio no financiamento do SUS. O grupo também considerou
prudente se esperar o resultado do estudo que se encontra em desenvolvimento, financiado
pelo DECIT/MS, sobre custo-efetividade da vacina no Brasil. Os resultados deste 
estudo podem ser conclusivos para uma decisão futura sobre o tema.   Quanto à orientação
de incorporação tecnológica para uma futura produção nacional por laboratórios públicos
que já produzem outras vacinas no Brasil, o grupo também sugeriu cautela em função
da existência de estudos que avaliam a disponibilidade, prevista para os próximos
anos, de uma nova geração de vacinas contra HPV mais efetivas que as atuais.   Assumindo
a competência para a qual foi constituído, o Grupo de Trabalho elaborou propostas
para o aperfeiçoamento técnico e operacional do Programa Nacional de Controle do
Câncer do Colo do Útero. As proposições foram realizadas após ampla análise do cenário
nacional, com avaliação da estrutura e das estratégias para alcançar os objetivos
de redução das taxas de incidência e mortalidade por câncer de colo do útero preconizados
pelo programa. As propostas apresentadas pelo grupo de trabalho foram sistematizadas
pelos redatores em cinco eixos e apresentadas de acordo com a prioridade estabelecida.
O Eixo 5 contemplou a avaliação de alternativas de ações para o controle do câncer
de colo sendo uma das propostas ¿orientar gestores sobre as consequências da adoção
não criteriosa do uso das vacinas com possível impacto negativo desta prática na
alocação de recursos financeiros disponíveis para a assistência à saúde?   Posicionamento
da Organização Mundial da Saúde   No âmbito mundial, a Organização Mundial da Saúde
recomenda que a vacinação rotineira contra HPV seja incluída nos programas nacionais
de imunização contanto que a prevenção do câncer colo do útero e de outras doenças
relacionadas ao HPV representem uma prioridade em saúde pública; seja factível a
introdução da vacinação através do programa nacional de imunização; a sustentabilidade
do financiamento possa ser assegurada e a custo-efetividade das estratégias de vacinação
no país ou região seja considerada.   Segundo a OMS, as vacinas contra HPV devem
ser introduzidas como parte de uma estratégia coordenada para a prevenção do câncer
colo do útero e de outras doenças relacionadas ao HPV, e, principalmente, não deve
diminuir ou desviar recursos dos programas de rastreamento, pois a continuidade 
dos mesmos é imprescindível.   No caso da vacinação ser implementada é necessário
garantir o monitoramento e registro em longo prazo da cobertura alcançada; dados
individuais da população vacinada; vigilância de efeitos adversos; impacto na prevalência
de subtipos de HPV, incidência de condilomatose anogenital, anormalidades citológicas,
lesões precursoras e câncer invasivo e mortalidade por câncer invasivo.   Vacinação
em homens   A eficácia da vacina contra HPV foi comprovada em homens para prevenção
de condilomatose genital e neoplasia intraepitelial peniana. Todavia não foi avaliado
o impacto dessas doenças, provavelmente não prioritárias, em saúde pública.   Teoricamente,
se os homens forem vacinados contra HPV, as mulheres estariam protegidas através
de imunidade indireta ou de “rebanho”, pois o vírus é sexualmente transmissível.
Entretanto, estudos que avaliaram a custo-efetividade das vacinas para a prevenção
do câncer do colo do útero através de modelos matemáticos mostraram que um programa
de vacinação de homens e mulheres não é custo-efetivo quando comparado com a vacinação
exclusiva de mulheres.

## Quantas mulheres terão câncer do colo do útero no ano de 2013?

Segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional do Câncer) para o Brasil, no ano
de 2013, esperam-se 17.540 casos novos de câncer do colo do útero, com um risco 
estimado de 17 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores da pele 
não melanoma, o câncer do colo do útero é o mais incidente na região Norte (24/100
mil). Nas regiões Centro-Oeste (28/100 mil) e Nordeste (18/100 mil) ocupam a segunda
posição mais frequente, na região Sudeste (15/100 mil), a terceira, e na região 
Sul (14/100 mil), a quarta posição.

# Quais são os Benefícios das Vacinas?

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Ambas as vacinas disponíveis previnem que os dois tipos de HPV-16 e 18 provoquem
a maioria dos casos de câncer de colo do útero (HPV tipos 16 e 18). A vacina Quadrivalente
também tem demonstrado que previne o câncer de vulva, ânus e vagina associados com
estes dois tipos de HPV. Ela também protege contra dois tipos de HPV que causam 
verrugas genitais (HPV 6 e 11). As vacinas funcionam apenas em pessoas que não tenham
sido expostas a esses tipos de HPV. A vacina não previne o HPV naquelas pessoas 
que já tiveram estes tipos de HPV. Também é possível que as vacinas possam prevenir
alguns tipos de câncer associados ao HPV, incluindo alguns tipos de câncer de pênis,
e de cabeça e pescoço. É necessário mais tempo para determinar a real utilidade 
das vacinas nesses tipos de câncer.

# Existe uma Vacina contra o HPV?

  Sim, existem atualmente duas vacinas disponíveis, que ajudam na prevenção de certos
tipos de HPV, e algumas formas de câncer que estão relacionados a esses tipos de
vírus:

 * Vacina Quadrivalente – Protege contra quatro tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18.

 * Vacina Bivalente – Protege contra 2 tipos de vírus: 16 e 18.

Estas vacinas evitam 70% de todos os casos de câncer de colo do útero.   As vacinas
são seguras para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade.   A vacina Quadrivalente
é considerada segura para crianças e homens de 9 a 26 anos de idade. Meninos e homens
jovens podem optar por receber esta vacina para prevenir o câncer de ânus e verrugas
genitais.   Ambas as vacinas foram testadas em milhares de pessoas ao redor do mundo
antes de serem aprovadas. Estes estudos não mostraram efeitos secundários graves.
Nem qualquer morte tem sido associada a qualquer vacina. Efeitos colaterais comuns
incluem dor leve no local de aplicação da vacina, febre, dor de cabeça e náuseas.
Ambas as vacinas contra o HPV permanecem sob observação pelas entidades regulatórias
de cada país para identificar os efeitos colaterais, especialmente os efeitos raros
que não foram apresentadas nos estudos experimentais.   Para uma melhor ação deve-
se aplicar uma das vacinas contra o HPV, antes do primeiro contato sexual. Ambas
as vacinas são administradas em uma série de três doses dentro de um período de 
6 meses.   No Brasil está aprovado o uso da vacina para meninas e mulheres de 9 
a 26 anos. Está para ser aprovada a utilização para homens.   Mulheres com mais 
de 26 anos não foram incluídas nos primeiros estudos realizados para testar as vacinas.
O uso da vacina Quadrivalente em mulheres entre 27 e 45 anos de idade está em estudo.
No entanto, como o risco de infecção e doença causada por HPV é muito baixa neste
grupo de idade, a vacina não parece beneficiar muitas mulheres.

# Se o Exame de HPV é Positivo, quais são as chances de ter Câncer do Colo do Útero?

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A maioria das mulheres que têm HPV e um Papanicolaou normal apresenta uma probabilidade
muito baixa de desenvolver células pré-cancerosas, que precisam ser tratadas no 
próximo ano por alguma alteração celular (em torno de 4%, ou 4 de 100 dessas mulheres
podem precisar de tratamento). A probabilidade de desenvolvimento de câncer de colo
do útero é ainda mais baixa do que essa percentagem.   A maioria dessas mulheres(
que têm HPV e um Papanicolaou normal) já não terá mais o HPV em um novo exame 6 
meses depois (em torno de 60%, ou 60 de 100). Além disso, muitos não terão o HPV
após 12 ou 18 meses.

# O que Significa Positivo para o Exame de HPV?

Se você tem HPV e também apresenta o resultado de anormalidades no exame de Papanicolaou,
o seu médico explicará que outros exames serão necessários. Se você tem HPV e o 
resultado do teste de Papanicolaou é normal, isso significa que você tem o vírus,
mas não houve alteração celular no exame de Papanicolaou. Existem duas opções:

 * É muito provável que faça um novo exame de HPV e um Papanicolaou em 12 meses.
   Na maioria dos casos o exame realizado após um ano mostra que o vírus desapareceu.
   Em 90% das mulheres, o HPV desaparece ou não pode ser detectado dentro de 1-2
   anos.

 * A outra opção é que o médico sugira exames específicos para detectar o HPV-16
   e 18, os dois tipos mais prováveis de causar câncer. Se os testes mostram que
   você tem HPV-16 ou HPV-18, ou ambos, será necessário realizar mais exames.

# Qual é a diferença entre o Exame de Papanicolaou e o Exame de HPV?

O Papanicolaou é usado para detectar células anormais ou alterações celulares no
colo do útero. (Estas células anormais podem ser pré-cancerosas ou um câncer em 
si, mas também podem ser outras patologias). As células são retiradas do colo do
útero e são processadas. Em seguida, são analisadas sob um microscópio para verificar
se as células são normais ou se existe alguma alteração visível nas mesmas. O Papanicolaou
é um exame excelente para encontrar células cancerosas e células que poderiam se
tornar um cânce

O HPV é um vírus que pode provocar alterações nas células do colo uterino. O exame
de HPV verifica a presença de vírus. Pode ser feito durante ou ao mesmo tempo em
que é realizado o Papanicolaou. O Papanicolaou e o exame de HPV são a forma preferida
para encontrar pré-cânceres e cânceres em estágio inicial do colo do útero em mulheres
de 30 anos ou mais.Normalmente, não é possível saber quando uma pessoa se infectou
com o HPV, assim, a maioria dos homens e mulheres não sabe que são portadores.

# Quem deve fazer o Exame de HPV?

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> Se você é uma mulher com idade entre 30 – 65 anos, deve realizar um exame de HPV
> mais o Papanicolaou a cada 5 anos.   Mulheres entre 21 e 29 anos devem fazer um
> Papanicolaou a cada 3 anos. Essas mulheres não devem fazer o teste de HPV junto
> com o Papanicolaou, já que o HPV é tão comum em mulheres nessas idades que não
> resulta muito útil o exame do vírus. No entanto, o exame de HPV pode ser usado
> neste grupo etário após um teste de Papanicolaou anormal.   Atualmente, não há
> nenhum exame de HPV para homens.
> 
> # Outros Tipos de Câncer e HPV?
> 
> ---
> Cerca de 90% dos casos de câncer de ânus são causados pelo HPV-16 ou HPV-18, os
> mesmos tipos do HPV genital que causam a maioria dos casos de câncer de colo do
> útero. Quase a metade dos cânceres de vulva e cerca de 70% dos cânceres vaginais
> estão associados ao HPV. Alguns outros cânceres genitais (pênis e uretra) e alguns
> cânceres de cabeça e pescoço (especialmente da garganta e amígdalas) também estão
> associados com os tipos de HPV de alto risco. Além disso, muitas pessoas com câncer
> de pele e cujo sistema imunológico está debilitado, são portadores de HPV.

# Os Homens podem ter algum Tipo de Câncer Associado ao HPV?

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Sim. O HPV tem sido associado a certos tipos de câncer de cabeça e pescoço, tanto
em homens quanto em mulheres. Além disso, alguns tipos de HPV têm sido associados
com o câncer de pênis e de ânus em homens. O câncer de pênis é menos frequente, 
mas o câncer de ânus é atualmente quase tão comum em homens e em mulheres que praticam
sexo anal, como era o câncer cervical nas mulheres antes de ser introduzido o Papanicolaou.
Assim como as mulheres, os homens não têm sintomas de HPV, a menos que eles portem
um tipo que provoque verrugas genitais. Nos homens, as verrugas genitais podem aparecer
ao redor do ânus, no pênis, escroto, virilha ou coxas. Atualmente, não existe um
exame específico para detectar HPV em homens. No entanto, as verrugas genitais podem
ser diagnosticadas e tratadas. Ao contrário das mulheres que contam com o exame 
de Papanicolaou para detectar precocemente os cânceres de colo do útero associados
ao HPV, não há exames específicos para detectar precocemente câncer de ânus em homens
ou mulheres.

# Pode-se Prevenir o HPV?

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A única maneira de realmente prevenir que essas áreas sejam infectadas pelo HPV 
é evitar completamente o contato com as áreas do corpo que podem ser infectados 
com o HPV (tais como boca, ânus e órgãos genitais) com os de outra pessoa. Isto 
significa não ter relações sexuais vaginal, oral ou anal, mas também significa evitar
o contato dessas áreas com a pele de outra pessoa. Para os jovens ou pessoas que
não começaram sua vida sexual ou que não tenham sido infectadas com o HPV, as três
vacinas contra o vírus podem proteger contra alguns tipos de HPV. Ter menos parceiros
sexuais e evitar relações sexuais com pessoas que tiveram muitos parceiros ajuda
a diminuir o risco de uma pessoa de contrair o HPV. O uso do preservativo pode ajudar
a prevenir o HPV, mas o vírus pode estar presente em áreas da pele que não são cobertas
pelo preservativo. Além disso, o preservativo deve ser utilizado todo o tempo, desde
o início até ao final da relação sexual. O vírus pode ser transmitido durante o 
contato sexual direto pele-a-pele antes do preservativo ser colocado. Além de que
os preservativos masculinos não cobrem toda a área genital, especialmente a das 
mulheres. O preservativo feminino abrange mais a vulva, mas não tem sido estudado
o suficiente para determinar sua capacidade para prevenir o HPV. No entanto, os 
preservativos são muito úteis na proteção de outras doenças que podem ser transmitidas
através da atividade sexual. De forma geral não é possível saber quem tem HPV. O
vírus é tão comum que mesmo essas medidas não garantem que a pessoa não o contrairá.
Mesmo assim estas medidas podem ajudar a reduzir o número de vezes que uma pessoa
se expõe ao vírus.

# O HPV tem Tratamento

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Não existe nenhum tratamento para o próprio vírus. No obstante, a maioria das infecções
por HPV desaparecem com a ajuda do sistema imunológico do corpo, geralmente no espaço
de 2 anos. No entanto, as alterações celulares causadas pela infecção por HPV podem
ser tratadas. Por exemplo, as verrugas genitais podem ser tratadas. Alterações celulares
pré-cancerosas causadas pelo HPV podem ser encontradas mediante a realização de 
exames como de Papanicolaou e podem ser tratadas. Além disso, o câncer de colo do
útero, de ânus e genital podem receber tratamento.

# Quais são os Sintomas do HPV?

HPV genital geralmente não apresenta sintomas, a menos que seja um tipo que causa
verrugas genitais. As verrugas genitais podem aparecer dentro de semanas ou meses
após o contato com um parceiro portador de HPV. É menos comum que as verrugas genitais
apareçam anos após a exposição ao vírus. Geralmente, as verrugas são como uma pequena
protuberância ou grupo de protuberâncias na região genital. Elas podem ser pequenas
ou grandes, planas ou proeminentes, ou com aspecto de couve-flor. Se não tratadas,
as verrugas genitais podem desaparecer, permanecem e não mudar ou aumentar em tamanho
ou número. As verrugas raramente se transformam em câncer.   A maioria das pessoas
nunca saberá que têm HPV devido a que não apresentam sintomas e porque seus próprios
sistemas imunológicos inativam o vírus. Em cerca de 90% das pessoas, o sistema imunitário
do corpo elimina a infecção de HPV em um período de 2 anos. Isto se aplica tanto
para o tipo de alto risco quanto para o HPV de baixo risco. Algumas vezes, as infecções
com HPV não são eliminadas. Isto pode provocar alterações celulares que, ao longo
de muitos anos podem provocar câncer.

# Como o HPV Genital é Transmitido?

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O HPV genital é transmitido principalmente pelo contato direto de pele com pele 
durante o sexo vaginal, oral ou anal. Não se espalha através de sangue ou fluidos
corporais. Infecções são muito comuns logo após a mulher começar a ter relações 
sexuais com um ou mais parceiros.   A transmissão através do contato genital sem
penetração (sem relação sexual) não é comum, mas pode ocorrer. Além disso, a transmissão
de tipos de HPV é possível por contato oral-genital e ao tocar os genitais com as
mãos. A transmissão do vírus da mãe para o bebê durante o parto é rara, mas pode
ocorrer. Quando isso acontece, pode causar verrugas no trato respiratório (traqueia
e brônquios) e nos pulmões do bebê, o que se denomina papilomatose respiratória.

# Tipos de HPV de Alto Risco

Outros tipos de HPV têm sido associados a câncer dos órgãos genitais tanto em homens
como em mulheres. Esses tipos são chamados de “alto risco” porque podem causar a
doença Além disso, provocam mudanças de baixo grau e alto grau nas células cervicais
assim como condições pré-cancerígenas. Os médicos estão mais preocupados com as 
mudanças de alto grau e os pré-cânceres uma vez que estas tendem a se transformar
em câncer com o tempo. Os tipos de HPV de alto risco mais comuns incluem:

 * HPV-16.
 * HPV-18.
 * HPV-31.
 * HPV-35.
 * HPV-39.
 * HPV-45.
 * HPV-51.
 * HPV-52.
 * HPV-58.

O HPV genital é um vírus comum. Alguns médicos acreditam que este vírus é quase 
tão comum quanto o vírus do resfriado.   O HPV genital é especialmente comum entre
jovens. Um estudo realizado em 2011 indicou que 45% das mulheres entre 20 e 24 anos
tinham um alto risco de HPV. Além disso, entre os jovens de 14 a 19 anos, 25% tiveram
um alto risco de HPV. Não há teste de HPV para os homens, embora estudos mostrem
que 1 em cada 3 homens (com 18 anos ou mais) são positivos para os tipos de HPV 
de alto risco.

# Tipos de HPV de Baixo Risco

Alguns tipos de HPV podem causar verrugas genitais com formato de couve-flor ou 
em torno dos genitais e ânus tanto em homens quanto em mulheres. Nas mulheres, as
verrugas também podem aparecer no colo do útero e vagina. Este tipo de “verruga 
genital” é denominado condiloma acuminado e é mais frequentemente causado pelo HPV-
6 e HPV-11. Como as verrugas genitais raramente se transformam em câncer, tanto 
o HPV-6 como o HPV-11 são denominados vírus de baixo risco. Estes tipos de HPV de
baixo risco, também podem causar mudanças de baixo grau nas células cervicais que
não se transformam em câncer.

Nota do Editor de Soropositivo web Site: Gostaria de agradecer o copioso material
informativo que nos foi cedido. A equipe do site Oncoguia está de parabéns pelo 
brilhante trabalho excutado e eu rcomendo, pessoalmente, que meus visitantes visitem,
também o site [ONCOGUIA](http://www.oncoguia.org.br/)

HPV é coisa seríssima

## Leia também

 * [Papilomavírus humano (HPV) é um grupo de mais de 200 vírus que](https://soropositivo.org/papilomavirus-humano-hpv-2/)
 * [Tudo que você precisa saber sobre a vacina contra HPV](https://soropositivo.org/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-a-vacina-contra-hpv/)
 * [ESPECIAL HPV](https://soropositivo.org/especial-hpv/)

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