# Um dia de alerta para a sífilis congênita

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- Published: 2009-06-19T22:48:31-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

, Um dia de alerta para a sífilis congênita Rio – Este sábado será o Dia Nacional
de Combate à Sífilis Congênita. A data foi criada no ano passado para chamar a atenção
para a doença que atinge cerca de 12 mil crianças por ano no Brasil. Aproveitando
a ocasião, a assessoria de DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde e Defesa Civil(
Sesdec) anunciará a Campanha de Prevenção à Sífilis Congênita, com lançamento previsto
para 8 de março de 2008, Dia Internacional da Mulher. A sífilis é uma doença infecciosa
que pode ser transmitida por relação sexual sem preservativos ou transfusão de sangue
contaminado. A sífilis congênita – transmitida da mãe para o bebê durante a gestação
e o parto – tem cura se o tratamento for feito tanto na gestante como no parceiro
de forma adequada, interrompendo o ciclo da doença e evitando a transmissão para
o feto. O exame da sífilis é direito da mulher durante o pré-natal e na hora do 
parto. Dados nacionais mostram que, nos últimos anos, o Rio de Janeiro apresentou
o maior número de casos e as mais altas taxas de mortalidade por sífilis congênita
do país. Segundo o estudo de prevalência do HIV e de sífilis entre gestantes, realizado
em 2004, o grupo infectado chegava a 1,8% do total, com 4.132 grávidas com sífilis
e 1.033 nascidos vivos com sífilis congênita. Na capital, 3,7% das gestantes pesquisadas
naquele ano tinham sífilis. Entre 2000 e 2006, foram notificados 9.376 casos da 
doença no estado. Setenta por cento das mães haviam feito pré-natal, das quais 53%
fizeram o diagnóstico durante a gravidez e 56% não tiveram os parceiros tratados.
A maioria das mães tinha entre 20 e 39 anos de idade e de quatro a sete anos de 
estudo. Segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade, entre 2000 e 2005
ocorreram, no estado, 331 abortos espontâneos e 153 mortes de bebês por sífilis 
congênita. A taxa de mortalidade em 2004, só no Rio de Janeiro, foi seis vezes maior
que a do país. A maioria dos óbitos (76%) foi de residentes na capital.

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