# VACINA CONTRA AIDS. Entrevista com Esper Kallás

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- Published: 2014-08-08T21:03:49-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

##  VACINA CONTRA AIDS 

Dr. Esper Kallás, médico infectologista da Universidade Federal de São Paulo e do
Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo.

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 * [ VACINA CONTRA AIDS ](https://soropositivo.org/vacina-contra-aids-entrevista-com-esper-kallas/#%c2%a0vacina-contra-aids%c2%a0)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/vacina-contra-aids-entrevista-com-esper-kallas/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/vacina-contra-aids-entrevista-com-esper-kallas/#relacionado)

⌊Microplate for ELISA with HIV abbreviation⌉⌊Microplate for ELISA with HIV abbreviation⌉
A epidemia de AIDS sofreu impacto importante com o aparecimento dos medicamentos
específicos contra o vírus HIV. Isso deu uma falsa sensação de segurança para muita
gente, porque a doença continua sendo um problema muito sério no mundo de hoje, 
apesar de existir tratamento.

Segundo os cálculos da Organização Mundial de Saúde, atualmente existem 42 milhões
de pessoas infectadas pelo vírus HIV, 95% das quais vivem em países pobres ou em
desenvolvimento. A própria OMS estima que, no Brasil, das 600 mil pessoas infectadas
apenas 200 mil saibam que são portadoras do vírus. As outras 400 mil, desconhecendo
sua situação, estariam mantendo relações sexuais desprotegidas e dividindo agulhas
com usuários de drogas injetáveis.

Como se vê, as dimensões do problema são absurdamente grandes e não há o menor sinal
de que a epidemia esteja sendo controlada no mundo. Por isso, a necessidade urgente
de desenvolver uma vacina que proteja a pessoa não infectada contra o vírus HIV,
coisa que infelizmente, nesses 20 anos de epidemia, não fomos capazes de fazer.

Muitos acham que a descoberta dessa vacina está cercada de dificuldades tecnológicas
enormes que dificilmente serão transpostas a curto prazo. Entre os pesquisadores,
há os mais pessimistas que estão certos de que a vacina nunca será obtida e os mais
otimistas que acreditam ser possível obtê-la num médio prazo.

**ESTRATÉGIA DE AÇÃO DO HIV**

**Drauzio – Em termos bem simples, você poderia explicar a estratégia que o HIV 
usa para ludibriar a resposta imunológica do organismo, já que saber isso é fundamental
para entender como funcionaria a vacina contra a AIDS?**

**Esper Kallás –** O principal artifício que o vírus utiliza é infectar e destruir
a célula que coordena as defesas do organismo. Trata-se de um linfócito, o CD-4,
um tipo de glóbulo branco encontrado no sangue e em outros tecidos. Essa célula 
funciona como o general do exército encarregado da defesa do corpo, ou seja, do 
sistema imunológico. Quando o vírus destrói grande quantidade dessas células, desorienta
todo o processo de coordenação e faz com que elas se dissipem com o tempo até ficarem
tão fracas que o indivíduo começa a ter doenças oportunistas.

**Drauzio – É importante lembrar que os vírus não conseguem multiplicar-se a não
ser infectando a célula de um organismo superior, ou seja, infectando uma
 bactéria,
a célula de um mamífero ou de um vegetal, por exemplo, e que cada um deles tem predileção
por determinado grupo de células. Os do resfriado preferem as da mucosa nasal, outros
têm predileção pelas dos músculos ou pelas células do fígado, etc. No caso do HIV,
a preferência é pela célula que comanda a resposta imunológica. Essa é sua estratégia
de sobrevivência.

**Esper Kallás –** Ele consegue também fazer com que a pessoa produza anticorpos.
Na verdade, todas as pessoas infectadas pelo HIV possuem grande quantidade de anticorpos.
No entanto, esses anticorpos não são capazes de destruir, de eliminar o vírus que
ludibria todo o sistema de defesa. Isso não acontece com outras doenças. Por exemplo,
se a pessoa quer ficar protegida contra a hepatite B, toma a vacina, produz anticorpos
e não tem a doença. No caso do HIV, não adianta estimular a produção de anticorpos,
porque eles não conseguem conter a infecção.

**OBSTÁCULOS PARA A OBTENÇÃO DA VACINA**

**Drauzio – A epidemia da AIDS já existe há mais de 20 anos. Quais são as dificuldades
práticas para a obtenção da vacina?**

**Esper Kallás –** Primeiro obstáculo: o HIV é diferente dos demais vírus porque
ataca uma parte muito sensível do nosso sistema de defesa e, quando faz isso, consegue
minar nossa capacidade⌊HIV⌉ de induzir uma resposta eficaz contra ele.

Segundo obstáculo: no começo se achava que os princípios de proteção para o HIV 
seriam semelhantes aos de proteção contra doenças, como hepatite B ou poliomielite,
por exemplo. Portanto, bastaria induzir a formação de anticorpos que o problema 
estaria resolvido. O tempo mostrou que estávamos enganados.

Passaram-se 20 anos, a vacina não apareceu e alguns, mais sarcásticos, dizem que
por lobby da indústria. Não é isso. Na verdade, o vírus é muito mais capaz de escapar
das defesas do que se imaginou. No entanto, nesse período de tempo, por causa da
infecção do HIV e da necessidade de desvendar mecanismos orgânicos tão complexos,
os estudos de imunologia, dos vírus e dos sistemas de defesa evoluíram muito.

**Drauzio – ­Você não acha que uma das grandes dificuldades para desenvolver a vacina
contra AIDS esteja na falta de um modelo experimental? Na maioria das outras doenças,
os estudos de laboratório podem ser conduzidos por meio da indução da doença em 
outros animais. No caso do HIV, vírus que infecta seres humanos, não se consegue
reproduzir um modelo que sirva de base para estudo da doença humana?**

**Esper Kallás –** Não há dúvida. Inclusive o modelo mais próximo a que se chegou
foi em macacos, mas fazer pesquisa em macacos, além de muito difícil, é caríssimo.
E tem mais: o vírus utilizado em macacos não é exatamente o HIV, é um pouco diferente.
Existem alguns truques que são feitos em laboratório para conseguir provocar infecções
parecidas com a que o HIV produz no homem, mas para estudar esses modelos o investimento
é muito alto e nem sempre os resultados podem ser transpostos diretamente para os
humanos.

**Drauzio – Alguns desses estudos são conduzidos em chimpanzés e trabalhar com eles
não é fácil. A começar pelo tamanho do animal. Depois, como são muito semelhantes
aos homens, os pesquisadores se envolvem com eles, o que dificulta sobremaneira 
o trabalho.**

**Esper Kallás –** Além disso, existem regras extremamente rigorosas que dificultam
o trabalho com primatas, sejam eles chimpanzés, macacos rhesus, ou qualquer outro.

**TESTE EM HUMANOS**

**Drauzio – Vamos imaginar que se tenha obtido uma determinada vacina contra AIDS
em laboratório e que seja preciso testá-la em seres humanos, porque não existe modelo
experimental para ela. Quais são as dificuldades que encontram os pesquisadores 
para conduzir estudos que comprovem sua eficácia?**

**Esper Kallás –** Vamos imaginar que tenhamos uma vacina desenvolvida em laboratório
e que os experimentos, alguns em macacos, tenham provado que se trata da vacina 
ideal. No entanto, conseguir sua liberação para uso em humanos é extremamente difícil.
Primeiro ponto: existem normas éticas e científicas muito rigorosas que regulamentam
o estudo em humanos. É preciso dar todas as justificativas, mostrar todos os arrazoados
e conferir o máximo de segurança possível para os participantes desse estudo. Se
essa premissa não for atendida, o trabalho para por aí.

Segundo ponto: a situação hoje é muito diferente da que encontrou Pasteur, há quase
dois séculos. Ele tinha desenvolvido uma vacina contra a raiva e aplicou-a numa 
criança que estava passando pela rua e foi mordida por um cachorro. Hoje não se 
concebe uma atitude como essa. Ela é inaceitável do ponto de vista ético.

**ESTUDO EM TRÊS FASES**

![cura](https://soropositivo.org/wp-content/uploads/2014/08/cura.png)

**Drauzio –_ _Existe algum protocolo que regule o teste de vacinas em humanos?**

**Esper Kallás –** O estudo de vacinas em humanos precisa passar por três fases:

a)     Fase 1: testa-se num número limitado de pessoas se a vacina é bem tolerada,
se induz resposta do organismo, se estimula o sistema imunológico. Testam-se doses
diferentes pré-selecionadas nos estudos pré-clínicos em macacos. Essa fase demora
no mínimo dois anos. Se deu tudo certo, se a vacina foi bem tolerada, a indução 
da resposta imunológica adequada e promissora e foi possível determinar a dose a
ser administrada, passa-se para a fase seguinte.

b)     Fase 2: vamos imaginar que o estudo na fase 1 tenha sido feito com cem voluntários
e que haja um efeito colateral que se manifeste apenas em uma pessoa em cada mil.
Cem voluntários não bastam para identificar essa associação. É necessário um número
maior de participantes para localizar eventos colaterais mais raros e a vacina passa
a ser testada em centenas e centenas ou milhares de pessoas durante mais alguns 
anos. Se foi bem tolerada, se induziu resposta imunológica com uma dose geralmente
já escolhida e os resultados foram promissores, passamos para a fase 3.

c)      Fase 3: o propósito nessa fase é responder se, no caso do HIV, a vacina 
protege  contra a infecção ou contra o desenvolvimento de doenças naqueles que foram
infectados pelo vírus. Só nesse momento iremos saber se a vacina é eficaz ou não.
Para chegar a essa conclusão são avaliados sete, dez, quinze mil voluntários. Parte
deles recebe a vacina, a outra recebe placebo e todos são acompanhados por algum
tempo para saber se infectam ou não.

Durante todo o processo de pesquisa, nos deparamos com alguns problemas: não se 
pode de jeito nenhum deixar o voluntário expor-se a riscos; é inaceitável usar uma
vacina que tenha a mais remota possibilidade de transmitir o HIV e infectar pessoas;
e os participantes devem receber todas as orientações sobre como se proteger contra
a exposição ao HIV.

Em hipótese nenhuma o vírus poderá ser inoculado na pessoa que foi vacinada (isso
é coisa menghelliana), nem ouvir dizer que é para sair por aí tendo relações sem
proteção. O respeito à norma ética é absoluto e o procedimento dos pesquisadores
contradiz o objetivo da pesquisa que é descobrir se as pessoas se infectam ou não
quando em contato com o vírus. Como se vê, conciliar as duas premissas é difícil
e retarda o aparecimento da vacina.

**Drauzio – Instruir os voluntários para não terem relações sexuais desprotegidas
vai contra o interesse do estudo. Não adiantaria, por exemplo, vacinar as freiras
enclausuradas de um convento como teste, porque elas, sem dúvida, não iriam infectar-
se nunca. O ideal seria vacinar uma população de altíssimo risco para avaliar se
a taxa de infecção cai, mas isso é inaceitável. Dizer – “Olhe, não sei se essa vacina
funciona. Você tem que tomar cuidado e reduzir o risco de pegar HIV” – não interfere
no resultado?**

**Esper Kallás –** É claro que interfere, mas não se pode agir de forma diferente.
Por isso, a coisa mais difícil no estudo final que avalia a eficácia da vacina é
identificar o grupo de pessoas altamente expostas, aquelas que, se nada fosse feito,
de 3% a 10% iriam infectar-se com o HIV no primeiro ano. As medidas de proteção 
reduzem o risco, mas não o anulam e é nesse resíduo populacional que a vacina mostrará
se funciona ou não.

**Drauzio –_ _É uma tarefa absurda em termos de trabalho. Na fase 1, cem pessoas
vão ser testadas para ver se suportam a vacina, qual a dose indicada, etc. Na fase
2, mais de mil participam para, por assim dizer, fazer uma sintonia fina da vacina.
Por fim, um número enorme ajuda a verificar se a vacina tem eficácia para a proteção
de pessoas não infectadas. Além disso, há um complicador bastante forte, ou seja,
o tipo ou subtipo do HIV que existe no Brasil, por exemplo, que é diferente do que
circula na África, na Ásia ou na América do Norte. Portanto, esses estudos precisam
ser repetidos em diversos países para se ter certeza de que determinada vacina vai
funcionar nos quatro cantos do mundo.**

**Esper Kallás –** Por isso, em todos os estudos de vacina, é muito importante levar
em consideração as diferenças regionais. Depois, é importante a participação de 
vários centros. Não se pode achar que uma vacina desenvolvida só nos Estados Unidos
ou na França sirva para a população do Brasil, sem que tenhamos tido a oportunidade
de participar do processo de desenvolvimento. Por isso, é fundamental a mobilização
dos cientistas, das autoridades e principalmente das comunidades afetadas pela transmissão
do vírus HIV. Todos precisam entender que essa participação faz parte de um processo
natural pelo qual temos de passar para desenvolver uma vacina que funcione.

**TRABALHO DE PESQUIISA NO BRASIL**

**Drauzio – Gostaria que você descrevesse o trabalho que você e seus colegas vêm
fazendo na área de vacinas na Universidade Federal de São Paulo.**

**Esper Kallás –** Desde 1999, estamos engajados em estudos para entender como funciona
a resposta imunológica das pessoas e como elas se defendem contra o HIV aqui no 
Brasil. Procuramos determinar também qual o perfil do vírus no nosso País, uma vez
que ele sofre alterações diferentes conforme a região do planeta. Além disso, nos
interessa saber como é a defesa imunológica do brasileiro porque, com certeza, é
diferente da dos americanos, franceses, tailandeses ou sul-africanos.

Durante esse período, estivemos nos preparando para fazer estudos com vacinas e 
recentemente obtivemos a aprovação para conduzir um estudo da fase 1 de um produto
vacinal candidato que vai ser testado em diversos países tentando responder a questão
da variabilidade de resposta da vacina ao redor do globo.

**Drauzio – Essa vacina é preparada com vírus morto, com vírus atenuado ou com um
fragmento do vírus?**

**Esper Kallás –** Por causa do princípio de segurança que já mencionamos, essa 
vacina é preparada com fragmento do vírus. Portanto, não há a menor possibilidade
de a pessoa receber a vacina e infectar-se pelo HIV ou desenvolver AIDS. Essa fração
foi escolhida por ser um dos pedaços do vírus que é mais constante, mais conservado
e que sofre menos variações ou mutações, uma das características desse vírus. Utilizar
uma região do vírus que sofra muitas modificações aumenta a possibilidade de ele
adaptar-se e a vacina perder sua serventia.

**VACINA PREVENTIVA**

**Drauzio – Há dois tipos de vacina contra o HIV: as preventivas e as terapêuticas.
As preventivas são usadas nas pessoas não infectadas para que não adquiram o vírus
e as terapêuticas, em quem já se infectou, com a finalidade de exaltar uma resposta
imunológica mais eficaz. Essa vacina que vai ser testada é preventiva ou terapêutica?**

**Esper Kallás –** O objetivo é preventivo. A vacina terapêutica pode até ser a 
mesma e há interesse em saber, por exemplo, se pacientes HIV-positivo, recebendo
tratamento antirretroviral, ou seja, os remédios do coquetel, tomando essa vacina,
não poderiam diminuir as doses ou parar de tomá-los por algum tempo. Essa é uma 
questão a ser respondida, mas não é o objetivo deste estudo que está voltado para
o desenvolvimento da vacina para quem não foi infectado pelo HIV.

Trabalha-se com vacinas contra o HIV contando com duas possibilidades. Primeira 
é provar se a pessoa que recebeu a vacina tem o sistema imunológico fortalecido 
contra o vírus a ponto de barrar sua entrada, se houver contato com o de outra pessoa.
Esse seria o efeito preventivo ideal.

Segunda possibilidade: a pessoa entrou em contato com o HIV, mas a vacina não conseguiu
barrar sua entrada. Ele entra, mas não causa deficiência imunológica, ou, se a causa,
o faz muito lentamente. Obviamente a atenuação ou o bloqueio da doença serão analisados
em qualquer estudo que atinja a fase 3.

**Drauzio – Nesse estudo, vocês esperam juntar quantos voluntários para participarem
da fase um?**

**⌊bouton conseils pratiques⌉⌊bouton conseils pratiques⌉Esper Kallás –** São 435
voluntários no mundo todo, 87 dos quais irão fazer parte do estudo em quatro centros
da América Latina: um no Peru e três no Brasil. Em São Paulo, na UNIFESP (Universidade
Federal do Estado de São Paulo) e no CRTA (Centro de Referencia e Treinamento em
DST/AIDS), e no Rio de Janeiro, na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Não podemos ainda precisar o número de voluntários que nos caberá acompanhar, mas
é uma fração desses 87.

**Drauzio – Esses voluntários já estão inscritos?**

**Esper Kallás –** Eles estão fazendo a inscrição via nossa página na internet no
portal da escola: [www.vacinashiv.unifesp.br](http://www.vacinashiv.unifesp.br/)

**Drauzio – O que vocês esperam obter com esse estudo?**

**Esper Kallás –** O objetivo principal é conseguir induzir uma resposta imunológica
suficientemente forte para proteger a pessoa contra o HIV. Espera-se que seja tão
forte que possamos percebê-la logo nas primeiras análises, o que abreviaria o tempo
de decisão para iniciar a fase 2.

Quem lida com vacinas precisa ser otimista. Nesse campo de vacinas contra AIDS, 
já enfrentamos muitas frustrações. São 20 anos de estudos e pesquisas que, em muitos
casos, resultaram em fracasso. Recentemente, foram divulgados três trabalhos que
não deram certo na fase 3. O problema é que a cada dia morrem de AIDS milhares de
pessoas. A epidemia afeta 14.000 pessoas por dia no mundo, sendo que 95% são infectadas
em países em desenvolvimento ou muito pobres. Se por um lado o Brasil é um deles,
por outro é um exemplo, porque há tratamento para todos os doentes. Em muitos países
africanos, porém, esse é um sonho distante. Para dar uma idéia, em vários deles 
a renda per capita anual é de US$100,00 e o tratamento mais barato que existe atualmente
custa por volta de US$250,00.

**Drauzio – Você disse que o mais barato tratamento sai por US$250,00 anuais. Quando
surgiram os antivirais, o tratamento custava US$12.000,00 por ano. O Brasil teve
papel de destaque nessa queda de preços dos anitivirais.**

**Esper Kallás –** Teve e continua tendo. O sucesso do programa brasileiro no tratamento
da AIDS é espelho para o mundo. Isso está patente não só nos congressos e nos textos
publicados, mas nas ações. Por exemplo, a OMS tem procurado levar brasileiros

para Genebra a fim de colaborarem nos programas internacionais, inclusive nos programas
para os países mais pobres.

**Drauzio – Vou fazer uma pergunta que provavelmente está na cabeça de todas as 
pessoas. Você acredita que teremos uma vacina contra AIDS em quanto tempo?**

**Esper Kallás –** Eu me considero um otimista, mas tenho medo de dar uma data e
criar falsas expectativas. Bill Clinton assegurou que em dez anos teríamos uma vacina
contra a AIDS. Passaram-se cinco e até agora não conseguimos. No entanto, temos 
que ser otimistas e acreditar que quanto mais rápido vier, melhor. Para atingir 
esse objetivo vamos fazer tudo o que pudermos.

**Site**

[www.crt.saude.sp.gov.br/vacinas](http://www.crt.saude.sp.gov.br/vacinas)

Nota do editor de Soropositivo Web Site: A **Vacina contra AIDS** é, de certa forma,
como o encontro da pedra filosofal….

## Leia também

 * [Possível vacina contra Aids repercute no mundo](https://soropositivo.org/possivel-vacina-contra-aids-repercute-no-mundo/)
 * [Estudo sobre prevenção do HIV com o uso de antirretrovirais deve ter resultados divulgados no Brasil até o fim do ano](https://soropositivo.org/estudo-sobre-prevencao-do-hiv-com-o-uso-de-antirretrovirais-deve-ter-resultados-divulgados-no-brasil-ate-o-fim-do-ano/)
 * [Campanha no Minhocão em São Paulo chama a atenção sobre a necessidade de uma vacina contra a AIDS](https://soropositivo.org/campanha-no-minhocao-em-sao-paulo-chama-a-atencao-sobre-a-necessidade-de-uma-vacina-contra-a-aids/)

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