# Vendendo Gato por Lebre? Fim da AIDS para 2030? Como? A que preço? E para quem…

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- Published: 2014-12-25T19:07:03-02:00
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**Por Benjamin Ryan**

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_Conforme os slogans antecipando o fim da epidemia de AIDS ganham popularidade, 
os céticos se preocupam que tais promessas sejam vazias e de um irrealismo ambicioso,
e que a falha ao cumprir irá por fim impedir os esforços para combater o HIV._

_ _

A idéia nasceu em uma cela em Washington, D.C. Charles King, que encabeça a _Housing
Works_, uma organização de serviços em AIDS na cidade de Nova York, foi trancado
por várias horas junto com o diretor-executivo do Grupo de Ações em Tratamentos,
Mark Harrington. Os dois ativistas veteranos tinham cometido seu último ato de desobediência
civil, este diante da Casa Branca durante a Conferência Internacional de AIDS em
Julho de 2012. Esperando o tempo passar, eles se pegaram lamentando o que eles viram
como a natureza ineficaz da administração do Presidente Obama nas Estratégias Nacionais
para a AIDS, a qual, King acredita, “é uma estratégia para manter a epidemia, não
acabar com ela”.

Mas e se eles pudessem achar uma maneira de acabar com a epidemia, pelo menos um
estojo de testes em uma escala menor? Nova York parecia agitada com a possibilidade.
Não só eram tendências-chave epidemiológicas no estado movendo-se na direção certa,
bem como um redesenho pendente de seu programa Medicaid que iria eventualmente liberar
fundos que poderiam ser gastos de maneiras novas e criativas. E mais, a implementação
completa do Ato de Cuidados Acessíveis ficou para abrir novos caminhos na luta contra
o HIV.

Avançando até Junho de 2014: o governador Andrew Cuomo anunciou o ambicioso plano
de sua administração para “acabar com a epidemia de AIDS em Nova York”. A idéia 
é “dobrar a curva” e reduzir o número de pessoas vivendo com o vírus no Empire State
pela primeira vez através de três esforços principais: diagnóstico melhorado do 
HIV e ligação com os cuidados, retenção melhorada para aqueles recebendo cuidados
juntamente com tratamento antiretroviral (ARV) expandido, e um empurrão para colocar
os nova-iorquinos com comportamento de alto risco em tratamento com Truvada (tenofovir/
emtricitabina) como profilaxia pré-exposição (PrEP).

A liderança de King obteve sucesso em trazer inúmeros partidos para uma reunião,
incluindo grupos LGBT, organizações de serviços em AIDS, indústrias farmacêuticas,
o setor da saúde pública e é claro o governo estadual. Ao chegar ao carro-chefe 
do fim da AIDS, estes grupos entraram em sintonia com forças que trabalham em uma
escala ainda maior a caminho de um objetivo ambicioso. Isto inclui a administração
de Obama, a Junta das Nações Unidas em Programas sobre HIV/AIDS (_UNAIDS_, em inglês),
e o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária. Nos últimos anos todas
estas entidades têm se empenhado em colocar um fim não tão distante à epidemia e
se comprometeram com o objetivo com um fervor e um otimismo que não se via desde
meados de 1990 quando a combinação de terapia antiretroviral ao HIV foi introduzida.

Entusiasmo este que alguns olhos vêem com cautela, senão com sincera hostilidade.
Os céticos se preocupam que tais imponentes promessas irão cair por terra, deixando
os uma vez emocionados doadores e outras partes interessadas desiludidas a ponto
de fecharem suas carteiras e voltar seus olhos a outras preocupações.

Em uma longa lista ele amaldiçoou os servidores de e-mail internos às vésperas da
Conferência Internacional de AIDS de Julho em Melbourne, o ex-aluno da ACT UP, Gregg
Gonsalves, invocava a retórica sobre o fim da AIDS como “um estranho esforço utópico”
e “uma miragem nos levando a seguir um mau caminho” sobre as dificuldades muito 
reais de lidar com a crise global de AIDS no presente.

Waafa M. El-Sadr, Médico, Mestre em Saúde Pública, diretor da organização em saúde
global ICAP na Universidade de Colúmbia, liderou um grupo de três pessoas que publicou
um editorial no jornal científico _Science _em 11 de Julho intitulado “Fim da AIDS:
Publicidade _versus _Esperança.” O artigo argumenta que campanhas que prometem “
sucesso iminente” na batalha contra a AIDS “podem ser percebidas como campanhas 
que minimizam os desafios que restam, resultando na remoção de recursos e um conseqüente
ressurgimento do ‘controle’ presumido da doença”.

**Velhas ferramentas, uma nova descoberta, esperança renovada**

** **

De qualquer maneira, campanhas para por fim à epidemia estiveram em ascensão ultimamente.
O movimento recebeu um impulso científico maior em Maio de 2011 quando as descobertas
do famoso estudo HPTN 052 foram anunciadas. Para a grande alegria da grande comunidade
internacional sobre AIDS, o estudo mostrou que os ARVS cortam o risco em casais 
heterossexuais de _status _misto em 96 por cento. Anthony S. Fauci, Médico, Diretor
do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas escreveu um editorial no
_Science _que saiu em Julho daquele ano na qual ele entusiasma-se: “Nós finalmente
validamos cientificamente modalidades de prevenção que claramente funcionam, sugerindo
que pôr fim à pandemia é possível”. O Tratamento como prevenção (_TasP_, em inglês)
tornou-se um farol de esperança.

Por volta de Novembro de 2011, a então Secretária de Estado, Hillary Clinton, discursou
sobre os novos esforços para uma “geração livre da AIDS”, o qual permaneceu a pedra
angular da administração global estratégica de Obama em relação a AIDS. O combustível
por trás deste esforço são as três “modalidades de prevenção” de Fauci, cada uma
das quais foi cientificamente provada em reduzir o risco de transmissão do HIV: 
tratamento expandido do HIV, circuncisão médica masculina voluntária (o que diminui
o risco de transmissão do HIV do homem para a mulher em 60%) e o tratamento de mães
HIV-positivo para prevenir a transmissão do vírus da mãe para o filho (_MTCT_, em
inglês). Além disso, há as antiqüíssimas estratégias dos testes e aconselhamentos
em HIV e a distribuição de preservativos.

Em 1º de Dezembro de 2011, Dia Mundial da AIDS, tanto o Presidente Barack Obama 
quanto o Secretário-Geral das Nações Unidas Ban ki-moon também fizeram apelos específicos
para o fim da AIDS.

O dialeto teve um “efeito cascata”. Adotando tais idiomas em suas estratégias de
relações públicas estavam grupos tais como a amfAR, a Fundação para Pesquisas em
AIDS, que freqüentemente fala de um fim para a AIDS em seus campos de arrecadação
de fundos. Há ainda a _Whitman-Walker Health_, a organização de serviços em AIDS
Washington, D.C., que recentemente mudou seu nome de Caminhada para a AIDS (_AIDS
Walk_, em inglês) para “A Caminhada pelo fim do HIV” (_The Walk to End HIV_, em 
inglês). A campanha publicitária deste evento é chamada “O Fim da Linha” (_The Finish
Line_, em inglês).

A _UNAIDS _vem fazendo apelos mais específicos para “acabar com a epidemia de AIDS
como uma ameaça pública” até 2030, um objetivo partilhado e apoiado pelo Fundo Global.

Todos os quais trazem à tona a pergunta: “O que é o “fim da AIDS”?

“Em um extremo não haveria mais pessoas no mundo vivendo com HIV, e no outro extremo
não haveria mais pessoas no mundo vivendo com doenças avançadas em decorrência do
HIV, significando AIDS,” diz El-Sadr. “entre estes dois extremos, há tudo que há
no meio”.

**Ajustando a mensagem **

** **

Em última análise, os _slogans _são sobre a arte de vender, independente de eles
estarem nos lembrando que “Coca-cola é tudo” ou que “Somente Você Pode Prevenir 
Incêndios nas Florestas”. No que diz respeito aos campos do fim da AIDS, o _slogan_,
apesar de mais nebuloso ou ilusório que seu significado atual, é tipicamente projetado
para priorizar os interesses daqueles assinando os cheques ou abrindo as portas 
políticas necessárias (ou não as fechando, como possa ser o caso). Então, claro,
há o comportamento do público em geral, que, quando agitado pela eficácia da mensagem,
pode ajudar a pôr fim à epidemia (ou talvez favorecer um político que eles percebam,
precisamente ou não, como sendo pró-ativo). Este campo também leva em consideração
quais ferramentas o grupo trabalhando com o _slogan _têm ou pode esperar a ter à
sua disposição. Conseqüentemente, cada definição do “fim da AIDS” é limitada pela
abordagem particular de cada entidade em alcançar aquele objetivo.

De acordo com Kevin Frost, CEO da amfAR, alcançar o fim da AIDS será uma “jornada
muito, muito longa e que requer instrumentos que francamente nós ainda não temos.
Ela requer uma vacina, ela requer uma cura, e ela requer uma série de coisas que
simplesmente não existem”.

Tal posição se encaixa com um foco central de esforços da amfAR que é a cura para
o HIV. A mensagem de arrecadação de fundos sem fins lucrativos sugere que apoiar
esta pesquisa irá levar ao fim da AIDS. A estratégia funcionou: enquanto outros 
grupos de combate a AIDS ao longo do país viram seus fundos diminuírem, a amfAR 
dobrou durante os sete anos do mandato de Frost, o que ele atribui a quão bem-sucedida
tal mensagem aspiracional ressoa nos apoiadores da amfAR.

Quanto à definição do fim a AIDS, Frost diz: “Eu acredito que o objetivo deveria
ser erradicar completamente esta doença. E assim como a varíola, eu creio que isto
possa ser feito”.

Enquanto isso, a _UNAIDS_, o Fundo Global, e a administração de Cuomo em Nova York
são, cada um por si, claros em sua posição que nós temos as ferramentas necessárias
para por fim à epidemia de AIDS e que tal fim seria ver muitas pessoas viverem vidas
mais longas e saudáveis com HIV.

As várias partes interessadas ajudando a moldar as particularidades do plano do 
estado de Nova York têm duas referências que eles esperam alcançar em um futuro 
próximo e que eles dizem que irá ajudar a anunciar a chegada de um fim para a epidemia
de AIDS.

O primeiro objetivo é reduzir em 75% o número de novas infecções no estado, de 3,000
em 2012 para 750 em 2020. Considerando que há 150.000 pessoas no estado de Nova 
York vivendo com o HIV, este esforço poderia acabar com a “taxa de transmissão” 
anual de 2 por cento para 0,5 por cento e provavelmente causar o encolhimento da
epidemia no estado. A outra referencia no plano do estado é reduzir o número de 
nova-iorquinos testados positivo para o HIV e que então recebem um diagnóstico de
AIDS dentro de dois anos, de 10 por cento para 5 por cento, também por volta de 
2020.

Mais objetivos e uma clareza maior no significado preciso do fim da epidemia de 
AIDS em Nova York estão para emergir conforme os detalhes são forjados na preparação
da proposta de orçamento do governador em Janeiro.

O plano da _UNAIDS _é ligado ao redor de um par de objetivos para a epidemia global
de HIV. O primeiro é ter 90 por cento das pessoas vivendo com o vírus ciente de 
seu _status_, 90 por cento deste grupo em ARVs e 90 por cento deste grupo alcançando
uma carga viral indetectável – tudo por volta de 2020. (O que significa que 72 por
cento da população HIV global teriam o vírus totalmente suprimido.) Isto,  de acordo
com um modelo matemático, deveria colocar o mundo em uma meta, por volta de 2030,
uma redução de 90 por cento de novas infecções – a 200.000 por ano – e uma redução
de 80 por cento em óbitos relacionados à AIDS, comparado com os dados de 2010. Enquanto
Gonsalves em particular descobre falhas na falta de referências mais específicas
no plano da _UNAIDS_, há, de fato, outros nos projetos.

Frost é crítico sobre o conceito da _UNAIDS _do fim da AIDS, dizendo, “Se você pegar
o conceito da _UNAIDS_ e trocar a palavra ‘pólio’ por ‘AIDS’ você poderia argumentar
que nós acabamos com a pólio. E por esta definição, você pode argumentar que você
pode estar certo, desde que ‘acabar com uma epidemia’ e ‘erradicar uma doença’ sejam
diferentes. Mas com o HIV, a definição da _UNAIDS_ refletiria minha [posição] que
uma definição que deixe milhares de pessoas vivendo com HIV, mas apenas não morrendo
da doença não reflete o que uma pessoa na rua poderia interpretar o que significa“
acabar com a AIDS”.

**Não preste atenção ao homem atrás da cortina**

** **

Mas podem estes grandiosos objetivos serem na verdade alcançados, e dentro do limite
de tempo prometido? Pegue o objetivo da administração de Obama de uma geração livre
da AIDS. Nas palavras de Hillary Clinton, a expressão significa que “praticamente
nenhuma criança nasça com o vírus. Conforme essas crianças se tornam adolescentes
e adultos, elas correm um risco muito menor de serem infectadas do que seriam hoje
graças a uma ampla gama de instrumentos de prevenção. E se eles adquirirem o HIV,
eles têm acesso ao tratamento que os ajuda a preveni-los de desenvolver AIDS e transmitir
o vírus a outros”.

Quatro anos após o anúncio do plano, esta visão já está se provando ilusória. Um
dos objetivos iniciais da administração era alcançar o zero de transmissões de mãe
para filho até 2015. Mas enquanto de 2001 a 2013 se viu uma queda de 60 por cento
na incidência anual de MTCT, por volta de 500,000 para 200,000, a tendência coloca
um apelo longínquo de alcançar o zero no próximo ano. Além disso, o investimento
americano de batalhar contra a epidemia global estagnou amplamente desde 2011. O
orçamento do Presidente para o Plano de Emergência no Alívio da AIDS, que inclui
contribuições ao Fundo Global, ficou em 6,725 bilhões de dólares quatro anos atrás
e está estimado em 6, 756 bilhões de dólares hoje. O orçamento proposto para 2015
é de 6, 403 bilhões.

A administração de Obama também é culpada de lapsos de lógica graves ao fazer promessas
sobre o fim da AIDS. Durante o discurso no Dia Mundial da AIDS de 2013, o Secretário
de Estado John Kerry proclamou que uma geração livre da AIDS estava “dentro do alcance”.
Mas de acordo com suas muitas definições explicadas por seu antecessor, a geração
livre da AIDS não nascerá até que a transmissão de mãe para filho seja praticamente
erradicada; e de uma vez, e será necessário que duas décadas se passem para que 
estas crianças cresçam e passem isto a todas as outras referências.

“Você deve ter uma visão realmente muito boa para ver” a geração livre da AIDS, 
observa com sarcasmo Mitchell Warren, diretor-executivo da AVAC.

Referindo-se aos objetivos de tratamento do HIV da _UNAIDS _para 2020, Warren diz:“
Sou a favor de ser arrojado e audacioso, mas estar além daquilo que se pode aspirar,
dizer que nós estamos em 72 por cento de supressão viral global em menos de uma 
década não é, eu acho, um alvo realista. Eu quero algo que seja possível, mas ambicioso”.

Por comparação, somente 28 por cento dos americanos vivendo com HIV têm supressão
viral completa. No editorial de El-Sadr para a _Science_, ela e seus co-autores 
ressaltam que, em países de renda baixa e média, apenas 34 por cento das mulheres
e 17 por cento dos homens com HIV têm acesso ao tratamento.

Warren se preocupa com a contabilidade destas promessas. Como eu disse para o [diretor-
executivo da _UNAIDS_] Michel Sidibé e outros [na Conferência Internacional sobre
AIDS] em Melbourne, ‘Nenhum de vocês ainda terá seu emprego por volta de 2030’, 
ele relembra. “Isso é daqui a 16 anos. A quem eu irei responsabilizar quando eu 
não atingir o alvo?”.

**Coloque um sorriso **

** **

De acordo com Kent Buse, PhD, conselheiro sênior ao diretor-executivo e chefe de
direcionamentos políticos estratégicos na _UNAIDS_, as decisões da organização em
adotar tais imponentes estratégias de campanha pelo fim da AIDS ocorreu no contexto
de forças compensadoras que solicitaram uma pausa nos programas de doenças e angariação
de fundos das Nações Unidas. Além disso, dado o meio-ambiente economicamente austero,
os críticos dizem que a _UNAIDS _deveria ser cedida para a Organização da Saúde 
Mundial. Enquanto isso, o interesse público no HIV minguou, claro, conforme poucos
viam a doença como uma questão pressionadora. Então, em uma virada irônica, convencendo
o mundo que a AIDS não acabou, requereu-se falar sobre como ela _poderia _acabar,
assim lembrando às pessoas comuns da ameaça sempre presente.

“A AIDS precisa reter e manter alguma visibilidade”, diz Buse, “e mesmo no setor
de saúde nós vemos a AIDS até certo ponto sendo empurrada por doenças não-comunicáveis
e cobertura universal na saúde. E isto não é dizer que nós achamos que isto é um
jogo zero a zero”.

“Nós achamos que se nós não implantarmos este tipo de linguagem que nós seremos 
ignorados”, diz ele sobre os _slogans _do fim da AIDS. “Eu acho que a resposta a
AIDS têm estado razoavelmente sem precedentes em termos do progresso que ela está
alcançando. E nós precisamos continuar a contar esta história para continuarmos 
a atrair investimentos”.

O diretor-executivo do Fundo Global, Mark Dybul, Médico, diz que atrair investimentos
das nações requer uma _finesse_ que é informada pelas tendências epidemiológicas
e modelos matemáticos e é, de fato, apoiada pelos históricos das organizações em
combater a doença.

“Se você está dizendo ‘a AIDS acabou e nós podemos ir embora’, isto é um problema,”
diz Dybul. “Se você está dizendo que nós estamos em uma trajetória agora, que nós
estamos realmente em um ponto de inflexão onde nós temos a habilidade de chegar 
ao fim da epidemia – como uma epidemia, não de eliminar o HIV, mas de chegar ao 
nível mais baixo de endemicidade – isto é razoavelmente atraente aos doadores. Dizer
que nós vamos pagar por isso pelos próximos 75, 100 anos e dizer que não há saída
não é algo muito atraente para a mobilização de recursos.”

No que diz respeito ao “nível baixo de endemicidade” do HIV, Dybul diz que a comunidade
científica global ainda está resolvendo estes detalhes.

E no que diz respeito ao ponto de inflexão, Dybul e Buse apontam para o modelo que
diz que um modelo acelerado e imediato de ataque a doença pode dirigir a tendência
para baixo. Espere até mesmo uns poucos anos para ampliar os esforços, e o monte
de tempo, dinheiro e esforços necessários para alcançar o mesmo resultado serão 
muito maiores.

Enquanto isso, a facção de Nova York está se sentindo especialmente confiante que
a mensagem sobre o fim da AIDS ressoe entre as pessoas e que os esforços se provem
em última análise bem-sucedidos.

“Eu acho que esta conversa [sobre o fim da AIDS] na verdade energiza as pessoas”,
diz Dan O´Connell, Diretor do Instituto da AIDS no Departamento de Saúde do Estado
de Nova York. “Se você fizer isto em um certo contexto onde há um ponto no céu e
não seja realista, você irá definitivamente conseguir alguma resposta negativa e
as pessoas ficarão preocupadas que você está tentando exagerar em alguma coisa. 
Mas eu acho que onde nós estamos em Nova York é perfeitamente possível fazer o que
nós dissemos que vamos fazer”.

“Eu realmente vejo isto como um momento de definição”, diz Charles King da _Housing
Works_, “e eu sinto um tremendo sentimento de responsabilidade. Porque a verdade
sobre o assunto é que eu acredito honestamente que se o estado de Nova York de fato
implementar um plano que fará a curva chegar até o zero, nós estaremos abrindo caminho
para que outros estados façam o mesmo. E se nós falharmos e isto for apenas um _slogan
_e ninguém tirar proveito disto, nós estaremos provavelmente retrocedendo o movimento
nos Estados Unidos por pelo menos uma década. E se passará muito tempo até que outro
governador dê um passo à frente e diga ‘Ah sim, nós podemos”

     Tradução [Rodrigo Pelegrini  _ _](https://soropositivo.org/vendendo-gato-por-lebre-fim-da-aids-para-2030-como-a-que-preco-e-para-quem/tearosp@gmail.com)

## Leia também

 * [Vendendo gato por lebre](https://soropositivo.org/vendendo-gato-por-lebre/)
 * [,  Por fim à AIDS, acabar com a AIDS até 2030, encerrar “isso” de](https://soropositivo.org/acabar-com-a-aids/)
 * [AIDS Isso não é o Fim](https://soropositivo.org/aids-isso-nao-e-o-fim/)

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