# Yes, nós temos ponto G

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- Published: 2009-06-19T22:55:58-03:00
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 * [A Gazeta – MT](https://soropositivo.org/yes-nos-temos-ponto-g/#a-gazeta-ndash-mt)
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## **A Gazeta – MT**** **

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**Opinião**

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**24/FEVEREIRO/08**

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Margareth Botelho

Agora é oficial: as mulheres possuem sim o famoso ponto G. Pesquisadores italianos
dizem ter comprovado a existência do local ao examinarem 20 mulheres, das quais 
11 relataram falta de prazer intenso no ato sexual e 9 que descreveram a ocorrência
de orgasmos frequentes. Na verdade, desde a década de 50, o cientista alemão Ernest
Gräfenberg já havia – digamos assim – desvendado que uma região erógena no órgão
sexual feminino é capaz de levar às mulheres a um prazer indescritível. O ponto 
G ganhou este nome exatamente em homenagem ao seu primeiro descobridor.

A versão italiana do ponto G relata a existência de uma anatomia diferente na genitália
feminina. Seria uma espécie de tecido mais espesso, capaz inclusive de ser visualizado
por ultra-som. Sem querer brincar com os cientistas pela "grande constatação", quando
vi a notícia exibida em reportagem no Jornal da Globo de quinta-feira (21) me deu
vontade de rir. Fiquei imaginando as filas que poderiam se formar em clínicas médicas
para se fazer ultra-som. Afinal, encontrar com segurança esse localzinho já tirou
o sono de muitas mulheres e homens mundo afora na hora do sexo. E pensei até nas
faixas de promoção: "Não perca tempo! Encontre seu ponto G em 5 minutos – ultra-
som por apenas R$ 120,00"…

Convenhamos que um ponto G mapeado por um ultra-som é realmente demais! E a receita
para o prazer desmedido, enlouquecedor, seria quase básica. Para aquelas mulheres
com parceiro fixo bastaria mostrar o exame ao companheiro e caberia a ele diante
da imagem real e da digitalizada conseguir a localização exata do ponto G. Depois,
claro, estariam prontos para o ato sexual. Já para aquelas mulheres sozinhas que
podem encontrar um parceiro no meio do dia ou da noite, vai se tornar imprescindível
ter na bolsa, além de toda a parafernália feminina e a recomendada **CAMISINHA**,
o bendito ultra-som.

Sim, a rotina das mulheres jamais será a mesma depois que os italianos anunciaram
a novidade. O ponto G talvez vire uma questão de honra. Com a tecnologia em mãos,
imagine fazer sexo sem dar de cara com o tal ponto G. Um vexame com certeza para
os machões e uma decepção para as mulheres ávidas por um orgasmo tipo "bipolar e
trifásico". Sexólogos dobrem o expediente nos consultórios, a demanda vai aumentar.
Pior: a frustração também. Pense nas mulheres que, em tese, não teriam o ponto G
ou de tão preocupadas em tê-lo acabariam não chegando lá na hora H.

Eu particularmente considero a pesquisa frágil pelo universo estudado, se é que 
posso fazer essa avaliação por ser somente uma jornalista. Não discordo que o ponto
G seja realmente motivo para estudos e pesquisas. Sinceramente não sei se a satisfação
e/ou desempenho sexual de uma mulher ou de um casal dependa tanto desse ponto G.
Talvez seja preciso outros pontos para temperar a relação, que passam pelo amor,
carinho, sinceridade, companheirismo… Quem sabe o G, cuja procura parece exaustiva
para a ciência, seja um simples G de gentleman.

Margareth Botelho é jornalista em Cuiabá e diretora de Redação de A Gazeta

## Leia também

 * [Por minha culpa, minha máxima culpa](https://soropositivo.org/)
 * [O fim do ponto G](https://soropositivo.org/o-fim-do-ponto-g/)
 * [Divulgando a vida – Editorial](https://soropositivo.org/divulgando-a-vida-editorial/)

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