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Primeiro editorial de soropositivo.org

Primeiro de Dezembro: Um dia de Lutas

No ano dois mil, em agosto, eu criei este site, soropositivo.org e, para dar a impressão que havia “um time trabalhando” eu terminei a

Eu, DJ, que um dia não pratiquei sexo seguro
Apesar de mais de 20 anos de infecção por HIV, não estou ão mas assim.

saudação com “toda a equipe soropositivo.org”.

O fato é que não havia, na época, e não houve, até hoje, uma “equipe”.

Aqui há uma parceria: Deus e eu… E, às vezes, eu e Deus…

Mas este foi o meu primeiro editorial, para primeiro de dezembro de 2000 e eu penso que o ano de 2019 será uma ano com o reinício de “certas lutas”.

E eu aprendi que este é um dia de lutas com uma pessoa para quem prestei alguns serviços e, segundo palavras dele, optou por não aceitar minha amizade. É, ele parece tê-la considerado ineficiente (talvez ele seja um Borg, sei lá). Talvez desagradável. Eu não sei. ou pouco enriquecedora. Cada um sabe a dor e a delícia de se ser oque é.

Eu não bato duas vezes à porta de uma pessoa, com esta intenção, uma segunda vez. E não gosto muito da ideia de reconsidrar decisões de outras pessoas que me fizer sentir dor. Dor, para mim, basta a da neuropatia periférica que, além de crônica, parece-me irremediável.

Já as outras dores…

O que foi conquistado pode ser solapado em, digamos, uma “canetada” ou duas, e eu não sei quem de nós terá de recomeçar esta luta. Anos atrás eu rompi uma *amizade* com uma pessoa que se mostrou, evidentemente contra o tratamento de pessoas soropositivas, em uma “conversa” cujo teor era mais ou menos este:

-“…”

-“O Brasil é o único país que patrocina”.

-“Baseado nesta fala, para você, eu e Mara, mortos, não faz diferença”!?

-“Não vamos bater de frente”…

-“Já batemos”….

Em seguida eu o bloqueei, no MSN Messenger. Infelizmente ele é uma mera amostra de um “coletivo pensante” (…) e, eu posso apostar, ele ainda está vivo!

 

Primeiro de Dezembro

Bem vindo


Dia primeiro de dezembro de 2000 se “comemora” o dia mundial de luta contra a AIDS.
As emissoras de TV não falarão em outra coisa; idem as emissoras de rádio e os jornais. Depois, o assunto cai, novamente, no esquecimento.
Cantamos, neste dia, muitas vitórias. Tvemos mesmo, com a participação ativa das comunidades e das Organizações não Governamenais, muitas vitórias:
Há mais remédios; os exames são mais precisos; as pesquisas em torno de vacinas já progrediram muito.
O portador de HIV vive mais e com uma qualidade de vida maior…

Primeiro de Dezembro é mais do que isso

 

Primeiro de Dezembro. Mais de 20 anos vivendo como portador de hiv
Este sou eu, 24 anos após ter recebido o diagnóstico e a profecia de seis meses de vida!

Sou obrigado a não concordar com a qualidade de vida maior.
Qualidade de vida de vida não é só estar bem de saúde, a custa de remédios.
Qualidade de vida é acordar de manhã e enfrentar um ônibus, metro ou trem e chegar ao trabalho, executar uma função, sair para o almoço com os amigos e voltar para mais umas cinco horas de luta e, com isso, planejar o futuro.
Qualidade de vida é não precisar esconder a doença por medo de ser discriminado, é não precisar se esconder como um criminoso só porque porta um vírus.
Qualidade de vida é poder sonhar com um futuro melhor, com uma casa própria, com casamento, vida familiar.
E a base de tudo isso esta no direito ao trabalho, aliado ao direito à saúde e a igualdade.
Nossa vida não pode permanecer resumida a caixas de remédios e exames de laboratório.
Nossa vida não pode ser vivida em órbita da doença ou da condição soropositiva.
O perfil do portador de HIV mudou; e mudou para melhor.
Já não morremos com tanta freqüência. Já não somos internados tantas vezes, já não desenvolvemos a doença e, em verdade, estamos fortes e saudáveis, aptos ao trabalho e a vida social.

Primeiro de Dezembro É Um Dia Para Cobrar Direitos


Houve um erro no inicio da epidemia:
Ela foi atribuída a um grupo específico de pessoas, cuja conduta a sociedade tem por habito reprovar sem conhecer. 


Criaram – se expressões como peste gay, câncer gay, grupos de risco. Todas erradas, mentirosas, discriminadoras. Todas estigmatizadoras. E ninguém desfaz este erro. Todos agem como se nada tivesse ocorrido.

 

primento de dezembro
É preciso prosseguir pesquisando! Cedo ou tarde, mesmo que em 300 anos, a solução aparecerá

A AIDS não é privilégio de uns poucos. O HIV é bem pouco seletivo na hora de “escolher” seu hospedeiro.
Brancos, negros, índios, heterossexuais, mulheres, crianças, homossexuais, bissexuais, qualquer um.
Qualquer um pode contrair HIV e, se não se tratar, desenvolver AIDS.
Mas a grande maioria, quando descobre, entra em tratamento, recupera a saúde! 

E tem condições de conduzir “uma vida normal”, como a de qualquer pessoa.
Mas isso nos é negado. Se um empregador descobre que tem um portador de HIV em seu quadro de funcionários, demite – o, sob qualquer pretexto, para se livrar de problemas futuros, que são apenas teóricos.

Primeiro de Dezembro Quase Um Dia de “Acertar Contas”

CD4
Olha só. Eu vejo muito medo. Muita loucura, muita dor, muito sofrimento e, na boa, você acredite ou não, quando algum me procura e eu vejo a dor e o sofrimento eu penso muito no que poderia levar este autêntic pavor e eu nem sei mais o porquê! Não se desespere! Há vida com HIV

Isso porque o empregador não quer correr o risco de encarar sozinho todo o ônus da eventual doença:
Internações, licenças, ausências para controle, etc.
Tudo isso faz com que o portador de HIV seja considerado um funcionário, um trabalhador pouco atraente.
É preciso mudar isso, gerando estímulos fiscais a quem emprega o soropositivo.


Desempregados, somos um ônus social. Ficamos dependendo do assistencialismo público, quase sempre precário, de nossas famílias, quase sempre de baixa renda, e nossa vida perde em qualidade e expectativa.
Empregados, cuidamos melhor de nossa saúde, consumimos mais, pagamos impostos e vivemos felizes, produtivos e independentes.


Primeiro De Dezembro É Para Isso: A Relação Empregador / Empregado Soropositivo / Governo Precisa Mudar.

O Pior Sintoma É o Preconceito


Não adianta criar um sem numero de leis que proíbam o empregador de demitir o soropositivo; ha leis e leis que proíbem um sem numero de coisas e elas continuam acontecendo, mesmo proibidas. Ou uma lei que proíbe o trafico de drogas acabou com o trafico?
Ao contrário, ao invés de simplesmente “proteger” o portador de HIV, através de dispositivos legais, louváveis é claro, que punam a empresa e/ou pessoa que incorram no crime de discriminação, é preciso estimular o empregador a manter, através de beneficio fiscais, como ja disse, e pela criação de um banco de horas, o portador de HIV saudável e apto ao trabalho em seu posto usual.

É a imagem de uma jovem, com o rosto coberto pela mão esquerda enquando a mão direita sustenta um smartphone em uma notável expressão de transtorno, sofrimento, transe...
Não é maldade então fazer alguém ficar assim… tão triste?

Feiras de artesanato, insisto, não resolvem nada. Nem todas as pessoas tem a habilidade manual para isso ou se interessam por tal oficio. E toda pessoa tem o direito de exercer a sua profissão, que aprendeu a desenvolver com méritos próprios e esforço, muitas vezes, diuturno. A condição sorológica não desfaz estes méritos. A maneira como o individuo “pegou” o vírus também não deve entrar na questão, pois não muda para melhor ou pior a qualidade do profissional em questão. Deve, sempre, permanecer a condição de ser humano, digno de respeito, não de dó, acima de qualquer coisa.


Enquanto isso, a sociedade precisa ser conscientizada, pelos meios de comunicação, sobre a segurança do convívio com o portador de HIV.


A imprensa em geral deve isso à população, no seu mister de informar e esclarecer.
As campanhas de esclarecimento devem ser boladas por quem entenda do assunto, por quem viva o assunto e por quem conheça a fundo o assunto.


A visão social da AIDS é equivocada. NÃO morremos como moscas. E não transmitimos a doença pelo ar, por aperto de mão ou contato social.
A relação sexual precisa ser protegida; mas não é para evitar “apenas AIDS” (como se o resto não importasse), é para evitar sífilis, gonorréia, hepatite, condiloma acuminado e uma miríade de DST´s.

Tão ou mais perigosas que a infecção por HIV. E mais, evita a gravidez indesejada ou, pior, a gravidez adolescente.


Esta visão social sobre a AIDS precisa ser acertada, corrigida. E só os meios de comunicação de massa, em parceria com as Organizações não Governamentais e o Governo tem condições de reparar este dano causado por eles mesmos e pela comunidade científica, num momento em que muito pouca luz havia sobre o problema.

Você considera que a população esta devidamente esclarecida? Clique Aqui.

Acha que eu estou exagerando? Que o preconceito não é tão grande assim? Clique Aqui (são noticias antigas) e depois, Clique Aqui

Acredita que ninguém se arrisca mais? Clique Aqui  (são noticias antigas) 

Sente – se segura porque vive uma “relação estável”? Clique Aqui (são noticias antigas) chegará a conclusão que não está tão segura assim.

 

o ogro.
Quase 30 anos depois e eu ainda não pude apagar aquela noite. Eu nãio encerrei minha carreira como DJ! E…. Digamos, foi uma carreira meteórica, tendo em vista apenas e tão somete o tempo que “gireis os pratos e, com ele, “a galera”, durou pouco mais de treze anos! Parece te familiar? Pois é!!!
Primeiro De Dezembro É Para Isso: Nos Lembrar O Ques Somos E Reforçar O Que Conquistamos.

Depois procure na seção depoimentos pessoais as histórias de mulheres que contraíram o vírus de seus maridos e que abrem seus corações aqui, no afã de que isso não se repita…

A AIDS é um problema de todos, sem distinção possível de gênero ou “modo de vida”. Mas já não é a sentença de morte ou a “vingança de de Deus”(…).

E  é possível mudar estas coisas com conscientização e esclarecimento, informação e boa vontade e empatia.

De todos os sintomas da AIDS o pior deles ainda continua sendo, depois e trinta e “tantos” anos, em que a maioria tem TV e acesso a Internet, o preconceito.

Urge que isso mude, e mude para melhor.
Cláudio, e toda a equipe da soropositivo home page.

Algo em que tento me espelhar….

Sexually transmitted disease

Nota do Editor: Clique aqui, para ver o texto em seu ambiente original

 

Um Apoio A Este Trabalho. Eu digo a Vocês que este trabalho gera custos, e que eu não tenho, exatamente, uma “renda”. Durante ano e anos eu sofri com preconceito. Hoje eu já não teria como, só posso digitar com os indicadores. e olhe lá. isso dói

É. Se eu colocasse aqui, as despesas dos últimos três meses, de 10/2018 a 12/2019, sem poder, você se ssustaria!

R$10,00

😍😍😍😜💫☮Sim, este da foto sou eu ! Minha sobrinha pediu que eu pusesse esta foto m meu perfil !.... Eu tinha aqui uma descrição a meu respeito que, uma pessoa classificou como “irreverente”. Esta é, realmente, uma forma eufêmica de classificar o que estava aqui. Tudo o que sei é que uma “ONG”, que ocupa um prédio de 10 andares estabeleceu uma parceria comigo, e eu tenho os logs do tempo de parceria, que foi mais um vampirismo pois, para cada 150 pessoas que saiam do meu site, clicando no deles, havia, em média, um que entrava. QUANDO ENTRAVA E SE ENTRAVA

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