450 mil vivem com HIV na Costa do Marfim. No Japão, política contra aids é contida
As seleções da Costa do Marfim e do Japão estrearam na Copa do Mundo nesse sábado (14) pelo Grupo C. Os africanos derrotaram o atual campeão asiático por 2 a 1 em mais um jogo eletrizante pela Copa do Mundo. As duas seleções voltarão a campo na próxima quinta-feira. Os marfinenses irão ao Estádio Nacional Mané Garrincha fazer confronto de líderes com a Colômbia, que também neste sábado venceu a Grécia por 3 a 0. Já o Japão enfrentará a campeã europeia de 2004 na Arena das a Dunas, num duelo em que perder dará adeus ao torneio. Conheça a seguir situação da doença nestes países:
Costa do Marfim
Com uma população estimada em cerca de 20 milhões de habitantes, Costa do Marfim tem 450 mil pessoas vivendo com HIV, segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV (ONUSIDA). Desses, 220 mil são mulheres com mais de 15 anos e 63 mil, crianças com idade entre 0 e 14 anos.
Os primeiros casos de síndrome da imunodeficiência Adquirida no país foram registrados em 1985. A epidemia afeta toda a Costa do Marfim; no entanto, a prevalência é maior nas áreas urbanas (4%), do que nas rurais (3%). No geral, a prevalência é de 3,7%, de acordo com o ONUSIDA. O país registrou cerca de 110 mil pessoas em tratamento até o fim de 2012. Neste mesmo ano, 31 mil pessoas morreram em decorrência da enfermidade 32 mil novas infecções foram registradas.
Quando comparados os números entre homens e mulheres, é possível verificar uma taxa de prevalência mais alta em mulheres, com 4,6%, contra 2,7% em homens. Além disso, o índice de transmissão vertical (de mãe para filho) é de até 90%.
Mais números
• Mortes por SIDA: 31 mil
• Órfãos em decorrência da aids com idades entre 0 e 17 : 380 mil
Sobre o país
A Costa do Marfim tem uma população majoritariamente rural (60%), sendo metade das pessoas (51%), analfabeta. Cerca de 45% vivem abaixo da linha da pobreza. O país ocupa o 163º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que reúne 182 países e engloba três aspectos: riqueza, educação e expectativa média de vida.
A cultura japonesa impõe uma abordagem mais contida com relação às campanhas de combate ao vírus HIV. O preconceito no país é grande e a doença ainda é vista como fruto de uma vida promíscua, vinda dos estrangeiros. O diretor da Associação de Espaço e Prevenção Humanizada (Epah), José Araújo Lima, vai frequentemente ao país falar sobre prevenção com os chamados decasséguis, que são os imigrantes temporários, e todos os demais interessados.
Em 2012, a Embaixada Brasileira no Japão estimava que havia cerca de 300 mil decasséguis brasileiros no Japão e 1.200 poderiam ter HIV. O Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids) estima que cerca de 8 mil pessoas vivam com HIV hoje no Japão, o que representa uma incidência de cerca de 0,1% na população de mais de 127 milhões de pessoas.
De acordo com relatório mais recente do Unaids, foram 1.075 novos casos de HIV reportados em 2010, sendo que 92,7% deles eram japoneses, enquanto 7,3% eram estrangeiros vivendo no país.
Quanto às vias de transmissão, 69,2% tiveram relações homossexuais e 18,1%, heterossexuais. Ainda segundo o relatório, apenas três casos vinham do uso de drogas injetáveis e outros três, de transmissão vertical (TV). Outros 8,6% não souberam especificar como foram expostos ao vírus. A infecção por via sexual, ainda segundo o Unaids, vem crescendo constantemente no país.
Sobre o país
O Japão não fica fora de uma Copa do Mundo desde 1998, quando se classificou pela primeira vez. Em sua quinta participação consecutiva, a equipe vai tentar superar as campanhas de 2002 e de 2010, quando terminou na nona posição. Embora o Japão nunca tenha ido além das oitavas de final em uma Copa, incluindo a vez em que foi sede da competição ao lado da Coreia do Sul, o futebol do país vem melhorando a cada ano.
Redação da Agência de Notícias da Aids
Nota do Editor de Soropositivo Web Site: O uso da palavra aidético (veja o video) é uma das coisas mais ignominiosa que existem
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