Home » Blog » Medo ainda afasta doadores de sangue

Medo ainda afasta doadores de sangue392 visualizações desde a publicação original em 19/06/2009. Tempo estimado de leitura acumulado: 13 horas, 4 minutos.

0 comments
276

Apenas 2% da população doa sangue anualmente

Doar sangue em estabelecimentos credenciados é mais seguro que submeter-se a alicates em salões de beleza pouco familiares, nos quais pouco se sabe sobre os métodos de esterilização empregados.

E, mesmo assim, o medo continua a afastar o brasileiro dos bancos de sangue. “”Apenas 2% da população doa sangue anualmente. Se toda pessoa apta a doar fizesse isso uma vez por ano, os problemas de estoque estariam resolvidos””, diz a médica hematologista da Fundação Pró-sangue, Cyntia Arrais.

Em alguns países europeus e nos Estados Unidos, onde existem alguns programas de doação remunerada, a participação da população na atividade é mais efetiva. Para Cyntia, mais que estímulo financeiro, falta informação ao brasileiro. “”O fato do País nunca ter vivido uma grande guerra ou catástrofes naturais importantes, que afetassem a população inteira, fez com que essa tradição em doar sangue não se instalasse por aqui. Ainda assim, o brasileiro é solidário por natureza. O que falta é informação, não solidariedade. Há quem pense que doar sangue provoca anemia, engorda ou emagrece, provoca doenças… São apenas mitos””, garante a médica.

Para os especialistas, a segurança do procedimento de doação depende do respeito a regras básicas: o voluntário deve ter entre 18 e 65 anos, pesar no mínimo 50 quilos e apresentar boas condições físicas e laboratoriais. “”A incidência de algumas doenças, como aids, hepatite após os dez anos de idade, doença de Chagas e malária, assim como o uso de drogas injetáveis, inviabiliza a doação””, ressalta Cyntia.

Menos difundida que a doação de sangue, a doação de plaquetas é outro programa mantido pela Fundação. O material coletado – em um procedimento conhecido como aférese – garante o bem-estar de quem precisa passar por quimioterapia. “”Com o aumento da expectativa de vida da população, é natural que a incidência de câncer aumente também. Assim, mais pessoas terão de fazer uso de plaquetas doadas.””

A médica explica que todo sangue, ao ser coletado por um procedimento convencional, passa pelo fracionamento -de modo que hemácias, plasma e plaquetas são isoladas em três partes. “”Ainda assim, a quantidade de plaquetas que se obtém em uma bolsa de sangue é muito pequena. Para um adulto de 70Kg, seriam necessárias sete bolsas de sangue que podemos obter com apenas uma bolsa coletada por aférese.””

Giuliana Reginatto
Agência Estado

Este blog existe há 25 anos.
Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.

E se quiser, mande um Pix de R$ 0,25 pelos 25 anos de trabalho:
Chave Pix: solidariedade@soropositivo.org

Você também pode me escrever para: claudio@soropositivo.org

Fale com o Blog Soropositivo

Tem uma pergunta, sugestão ou quer falar sobre janela imunológica, sexo oral, PEP, PrEP ou outro assunto? Use o formulário abaixo.

    Este formulário usa Akismet para reduzir spam. Descubra como seus dados são processados.


    Descubra mais sobre Blog Soropositivo Arquivo HIV

    Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

    You may also like

    Descubra mais sobre Blog Soropositivo Arquivo HIV

    Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

    Continuar lendo

    Descubra mais sobre Blog Soropositivo Arquivo HIV

    Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

    Continuar lendo

    Sair da versão mobile