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Publicado há 12 anos, 5 meses e 20 dias
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Amigo Gay

A Marcha das Vadias: o corpo é MEU, só MEU e quem manda nele sou EU

a marcha das vadias

Em janeiro de 2011, em uma apresentação feita às alunas da Universidade de Toronto, o policial Michael Sanguinetti sugere que as mulheres evitem “se vestir como vadias” como forma de evitar que elas se tornassem as próximas vítimas da onda de violência sexual que assolava o campus na época. Em reposta ao conselho dado por Sanguinetti,  três mil pessoas tomaram as ruas de Toronto, dando início ao movimento que no Brasil ficou conhecido como a Marcha das Vadias.

Em São Paulo, a manifestação aconteceu pela primeira vez em 2011. Amanhã (25/5), homens e mulheres se reunirão mais uma vez na capital paulista para passar uma mensagem simples: a vítima de violência sexual não pode ser responsabilizada pelo crime cometido contra ela, estupradores são os únicos responsáveis pela agressão e precisam ser punidos.

Eu já disse isso algumas vezes, mas como o assunto é importante bora repetir. Não importa o tamanho da saia. Não importa a profundidade do decote. Não importa a quantidade de bebida ingerida. Não importa se o lugar era escuro e deserto. Não importa se era tarde. Não importa se não tinha ninguém por perto. A vítima não tem nenhuma culpa pela agressão que sofreu. Simples assim.

Manifestações como a Marcha das Vadias e as reações que elas provocam deixam claro que a questão da autonomia da mulher sobre seu corpo está longe de ser resolvida. Ainda temos um longo caminho a percorrer antes de chegarmos ao ponto em que o gênero do agressor e da vítima não seja mais fator de relativização de culpa ou atenuação de gravidade.

Os caras acham mesmo que vão pegar mulher gritando “gostosa” para menina caminhando na calçada? Ou que é bacana passar a mão na bunda da garota que caminha perto deles na balada? Em que realidade distorcida esses homens vivem, na qual é legítimo agarrar alguém pelo braço e usar a força para obrigar alguém a ter qualquer tipo de “intimidade”?

a marcha das vadias

O mais bizarro é que são esses mesmos caras que se dizem ofendidos quando levam cantadas de gays. São esses mesmos sujeitos que se sentem invadidos e agredidos quando são abordados por outros homens e veem seu espaço pessoal e sua sexualidade invadidos por atos de intimidade não consentidos. O detalhe é que nesses casos geralmente estamos falando de olhares, sorrisos e só nos casos mais raros abordagem oral. Algo muito mais sutil do que as coisas que esses trogloditas costumam fazer com as mulheres. Nota do editor de soropositivo.org: Considero a Marcha das Vadias um autêntico meio para as mulheres, e os homens que sabe lidar com uma mulher, de se manifestar apodo contra estas noções esteotipadas de macho e femea. Há raízes ancenstrais, é verdade, mas nós deixamos de caçar mamutes há cerca de dez mil anos e instintos tem de ser controlados!

a marcha das vadias

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