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A Novela do Beijo Gay

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Beijo Gay  A Novela do Beijo Gay beijo gay 300x225Atores e nov­elis­tas de Globo e SBT comentam a cena que gera polêmica há 20 anos e ainda é tratada como tabu no horário nobre.
Há 16 anos Lui Mendes está prestes a apare­cer na TV bei­jando a boca de um homem.
Lui in­ter­pretou o gay Jef­fer­son Noronha em “A Próxima Vítima”, nov­ela da Globo de 1995, e agora, aos 40, dá vida ao também HO­MOS­SEXU­AL Jeová em “Amor e Re­volução”, do SBT.
Mudou de canal e de década, mas não de per­son­agem: um homem que gosta de homem mas não prat­ica sua opção sexu­al di­ante das câmer­as.
“Em 1993, queri­am que o cas­al gay fosse aceito pelo público, então eles não se bei­javam. Nessa nov­ela, o autor [Ti­ago San­ti­ago] colo­cou o beijo”, diz Mendes ao repórter Chico Fe­litti. “A gente gra­vou uma série de cen­as bem sensíveis.”
Só que a se­quência foi cortada na edição e não chegou aos ol­hos dos telespecta­dores.
Em maio, a mesma “Amor e Re­volução” mostrou o beijo das per­sona­gens de Lu­ciana Ven­dramini e Gis­elle Tigre.
“Entre duas mul­heres choca menos do que entre dois ho­mens”, afirma Ti­ago San­ti­ago, autor do fol­he­t­im do SBT, à repórter Lígia Mes­quita.
Afi­nal, é im­port­ante ou não para uma trama que tem um cas­al gay ex­ibir uma cena de beijo?
“É im­port­ante para os gays e sim­pat­iz­antes, que quer­em ver esse beijo. Al­guma hora vão ver, quando, eu não sei.
Já temos tido muitas con­quistas, va­mos em frente”, diz Gil­berto Braga, autor de “In­sensato Coração”, nov­ela das nove da Globo que tem um núcleo gay.
Para Le­onardo Mig­gior­in, que faz parte do grupo GLS da nov­ela como o pro­moter Roni, mel­hor amigo de Nat­alie Lam­our (De­borah Secco), o grande mérito de “In­sensato Coração” já aconte­ceu, mesmo sem nen­hum beijo gay.
“Há dez anos não se fa­lava as­sim tão aber­ta­mente de ho­mos­sexu­al­id­ade para um público de TV aberta. É um avanço o Gil­berto [Braga] ter colo­cado per­sona­gens ho­mos­sexuais de uma forma tão re­speitosa”, diz Mig­gior­in. O beijo, se­gundo ele, é o último passo.
Um dos motivos pelos quais seu per­son­agem é tão querido pelo público, afirma, “é porque ele não chega qu­er­endo dis­cutir nen­huma questão”.
E por ter uma ver­ossimil­hança grande com o mundo atu­al, pos­suir um vocabulário con­tem­porâneo.
Gil­berto Braga afirma que em “In­sensato Coração” não há nen­hum per­son­agem gay “do mal”, como nos out­ros núcleos, por ser “uma forma de tra­bal­har com minori­as”.
“Aconte­ceu isso com os negros. Agora, já po­demos fazer negros ban­didos, mas de­mor­ou. Acho que os gays também chegam lá em breve.”
Para o at­or Lui Mendes “ter um per­son­agem com­plexo, HO­MOS­SEXU­AL e vilão, é questão de tempo”.
“Se o gay tem boa índole, fica mais fácil de gostar dele.”
“No começo da nov­ela o Gil­berto me avi­sou que o Roni era uma bicha “do bem”. Mas, se pre­star atenção, ele tem muita acidez. Ele é quem desce do salto”, diz Mig­gior­in.
Lui Mendes afirma que o beijo não en­trou na trama do SBT porque muito se falou dele.
“O beijo lésbico não foi tão anun­ciado quanto o nosso. O beijo em si é nat­ur­al. O prob­lema é tudo que se cria ao redor. O barulho que as pess­oas con­trári­as fazem im­pede que vá ao ar.”
“A so­ciedade não quer ver isso porque ainda não aceita. O pre­con­ceito é mais forte”, diz Car­los Thiré.
Ele in­ter­preta Duarte, par romântico de Mendes no SBT. O at­or con­ta que pen­sou duas vezes antes de aceit­ar o per­son­agem, porque era um pa­pel gay. “Mas o Duarte foi su­per­bem aceito.”
“Sabia que o público GLS iria se iden­ti­fi­car. Mas a minha sur­presa é um taxista que me coloca para falar com o filho, a sen­hora da padaria que elo­gia, o carinho que re­cebo de difer­entes ti­pos e gêner­os”, diz Mig­gior­in.
E as pi­ad­in­has não estão descarta­das, se­gundo ele. “Tem gente que fala: “Tá fazendo bem de­mais, hein?”. Mas não dá pra fazer um per­son­agem as­sim e achar que não vão tir­ar sarro.”
Maria Ad­elaide Am­aral, nov­elista re­sponsável pelo re­make de “Ti-Ti-Ti”, nov­ela das sete da Globo que acabou em março, acha uma “bobagem” essa questão do beijo.
“Muito mais im­port­ante que o beijo gay é um homem dizer para o outro, apaix­on­ada­mente, “Eu te amo“.
Isso é mais trans­gressor.
O im­port­ante é as pess­oas saber­em que entre duas pess­oas do mesmo sexo acontece um afeto, igual a to­dos os out­ros.
Isso me parece o fun­da­ment­al, fran­ca­mente”, afirma a autora.
A re­cepção do telespecta­dor de “Ti-Ti-Ti” aos per­sona­gens gays foi muito boa, se­gundo ela.
“Se al­guém re­clam­ou, não chegou até mim.
Nem na igreja que eu fre­quento ouvi nada. Nen­hum dos meus cole­g­as de missa no colégio Sion [em Higi­enópol­is, SP] falou um “A”. E ai deles se falassem”, con­ta. “
As pess­oas aceit­aram de cara.
Mas também de­pende de como você mostra [na tela]. “Você não pre­cisa agredir as pess­oas, en­fi­ar goela abaixo.”
“Tem que ter beijo, mas também tem que con­tar uma história, e não fazer cam­panha so­cial por nada”, diz Ney Lat­or­raca, um bei­joqueiro pre­curs­or.
Em 1980, o at­or prot­ag­onizou “O Beijo no As­falto”, filme em que um homem pres­en­cia um at­ro­pela­mento e, ao tentar ajudar o vitim­ado, ouve dele o último pe­dido. O tal beijo no as­falto foi o primeiro entre dois ho­mens do cinema de grande cir­cuito nacion­al.
Lat­or­raca também tascou uma bitoca em Car­los Kroe­ber na nov­ela “Um Sonho a Mais”, mostrada pela TV Globo em 1985. “Mas eu es­tava vestido de mul­h­er, então não con­ta.”
Para o vet­er­ano, “as pess­oas não são mais con­trári­as”. E para quem se opõe ao beijo que as nov­elas pro­met­em há 20 anos, Lat­or­raca re­lem­bra o ro­teiro do filme. O meu per­son­agem em “O Beijo no As­falto” era acu­s­ado pela cid­ade in­teira de ter bei­jado um homem.
A pess­oa que mais o acus­ava era seu genro.
No fim, esse mesmo genro matava meu per­son­agem e diz­ia:
“Eu sempre fui apaix­on­ado por você”.
E dava um beijão na boca dele.”
“Muito mais im­port­ante é um homem dizer para o outro “Eu te amo”. Isso é mais trans­gressor”
Maria Ad­elaide Am­aral.
Autora de “Ti-Ti-Ti”
“O beijo entre duas mul­heres choca menos do que entre dois ho­mens”
Ti­ago San­ti­ago.
Autor de “Amor & Re­volução”
“Agora, já po­demos fazer negros ban­didos, mas de­mor­ou. Acho que os gays também chegam lá”
Gil­berto Braga.
Autor de “In­sensato Coração”
 – Mônica Ber­ga­mo

FOLHA DE S. PAULO – SP | ILUS­TRADA

 NOTA DO ED­IT­OR DE SOR­O­POS­IT­IVO.ORG

Eu não sou Gay.

MAs vivi 15 anos da minha vida num meio misto onde havia mui­tos gays.

Cheguei a tra­bal­har numa casa de en­ten­dida sna rua Santo Ant­o­nio, cha­mada Sky Pere­pepes e, no que tange à nor­mal­id­ade, lá, o anor­mal era eu, que sou hétero.

Sei, in­clus­ive, que choquei mul­t­idões e houve, sobre mim comentário do tipo:

“Aquele hétero…”

Rsrs

Sei, de longa data, que as mul­heres são mais flexíveis que os ho­mens em suas iden­tidades sexuaois e isso es­ta in­tim­a­mente li­g­ado à nossa evolução, onde o macho mais forte ficava com to­das, para re­pas­sar os mel­hores genes, e as mul­heres aceitavam isso com tran­quil­id­ade porque era ele, o Macho Alfa, que garantia (Deus sabe como) a sobre­vivência do Grupo.

Isso le­vou a mil vari­antes e não é pre­ciso ser gênio para ver que, ao menos na maior parte do tempo, são os homnes que matam e mor­r­em por suas “fẽmeas”, en­quanto as  mul­heres pref­er­em chor­ar.

 Di­vaguei  e es­capei do tema, que é o beijo gay.

 Eu não en­tendo que espécie de con­trovérsia é es­ta sobre o fato de dois ho­mens se bei­jar­em.

 É só um beijo… PQP

 Ho­mofóbi­cos e re­li­giosos fas­cis­tas me per­doem, mas es­ta coisa de re­jeit­ar beijo gay é, para mim, coisa de vi­ado de filho da puta…

A Belíssima Cena


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