JULIANA COISSI
DA FOLHA RIBEIRÃO
Alto, com 92 kg e uma aparência saudável, o comerciante Ruy Rego Barros, 51, gosta de brincar com o público de suas palestras, ao lado do colega mais baixo e franzino. “Quem de nós tem AIDS“?
“É certo: de dez pessoas, só uma fala que sou eu”, conta Barros, que em 2005 descobriu ser portador do vírus HIV. Ele acredita ter contraído a doença cinco anos antes, em uma relação sexual desprotegida.
A notícia da doença não poderia ter vindo de forma mais solitária. Devido a uma suspeita de tuberculose, foi internado na época no HC. Barros fez uma bateria de exames e ficou em uma ala isolada. Logo após seu namorado ter deixado a sala, no fim de horário de visitas, soube que era SOROPOSITIVO.
“A partir da notícia, eu optei por viver, cada dia melhor de que o outro. Quis imediatamente começar o tratamento.” O namorado também descobriu ser portador, e ambos começaram a se tratar.
De início, o comerciante precisou curar uma infecção do pulmão. Eram 16 comprimidos ao dia. Depois, veio a rotina dos antirretrovirais -três comprimidos de manhã e outros três à noite. Ele conta nunca ter sofrido efeitos colaterais, mas ganhou peso- ele tinha 62 kg.
O comerciante dá palestras sobre como viver bem com a AIDS e representa em Ribeirão uma rede nacional de portadores. Ele usa a aparência como arma contra o preconceito. “As pessoas têm medo do “estigma Cazuza”, cadavérico. Quem vê cara, não vê AIDS.”
FOLHA DE S. PAULO |
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FOLHA RIBEIRÃO |
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27/NOVEMBRO/09 |
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