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Home » Blog » Em 2 anos, 1 milhão a mais com câncer

Em 2 anos, 1 milhão a mais com câncer408 visualizações desde a publicação original em 19/06/2009. Tempo estimado de leitura acumulado: 1 dias, 3 horas, 12 minutos.

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O Estado de S. Paulo

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Vida &

 

27/NOVEMBRO/07

 

             nca estima alta de quase todos os tipos de tumor entre 2008 e 2009

Fabiana Cimieri

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O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que haverá quase 1 milhão de novos casos de câncer em 2008 e 2009 – 466 mil a cada ano. A expectativa é de que haja um aumento na incidência de todos os tipos de tumor, com exceção dos localizados no estômago e no colo do útero.
O problema é que, enquanto nos países desenvolvidos a incidência aumenta e a mortalidade diminui, no Brasil a ocorrência e a letalidade estão aumentando. No ano passado, 130 mil pacientes morreram por causa da doença.
"A palavra-chave é acesso. A população tem que ter acesso ao sistema de saúde, às políticas de prevenção e ao diagnóstico precoce. Alguns medicamentos e tratamentos que prometem ser revolucionários ainda não são fornecidos no sistema público, pois estão em fase de estudo", disse o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini, que apresentou ontem a Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil, no Congresso Internacional de Controle de Câncer.
A dona de casa Neide Barbosa Bernardes agradece a sorte de ter conseguido tratar o filho no Inca. Yuri, de 8 anos, tinha um ano e meio quando foi diagnosticada a leucemia. A família teve de se mudar de Brasília para o interior do Rio durante o tratamento. Três anos depois, Yuri foi considerado curado e levava uma vida normal.
Em novembro de 2005, teve uma recaída da doença, mas graças ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) encontrou um doador. "Ainda fazemos um acompanhamento mensal, mas ano que vem ele já deve poder voltar à escola", comemora a mãe, que mora com o menino num abrigo para crianças em tratamento contra o câncer.
Como as tecnologias e remédios estão cada vez mais caros, cresce a importância do diagnóstico precoce. Os gastos do governo federal na assistência oncológica de alta complexidade dobraram em cinco anos. Segundo o Inca, entre 2000 e 2005 os gastos com o tratamento contra o câncer subiram 103%, atingindo R$ 1,2 bilhão por ano.
"O Inca gasta 14% do seu orçamento com um único medicamento fundamental no tratamento de um pequeno grupo de pacientes", revelou Santini. Um Estudo da Unimed de Belo Horizonte, que será apresentado no congresso, afirma que o custo do paciente com câncer em estágio avançado é oito vezes maior do que na fase inicial.
Segundo Santini, os tumores malignos já são a segunda maior causa de morte dos brasileiros – a primeira são as doenças cardiovasculares. A tendência é de que, com o aumento da expectativa de vida da população, se torne a principal, como já acontece em alguns países europeus, afirmou.
No Brasil, os Estados do Norte e Nordeste têm as menores incidências. "Temos que trabalhar as políticas de prevenção, porque quando projetamos os gastos públicos, vemos que será impossível pagar essa conta", afirmou o coordenador de Prevenção e Vigilância do Inca, Claudio Noronha.
Apesar de cada tipo de tumor ter fatores de risco distintos, alguns hábitos ajudam a reduzir os riscos. Uma alimentação balanceada, rica em verduras, frutas e legumes e pobre em gordura, sal e proteína animal; praticar atividades físicas e não fumar estão entre as recomendações dos especialistas.
REDUÇÃO
Pela primeira vez o estudo observou uma redução na estimativa do número de casos de câncer no colo do útero. Esse tipo de tumor, o segundo mais comum entre as mulheres, é desenvolvido principalmente por uma infecção causada pelo vírus HPV.
A estimativa também espera uma diminuição do número de tumores no pulmão de homens jovens, já como reflexo da política antitabagista do governo brasileiro, elogiada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O câncer de estômago, que era a primeira causa de morte pela doença há algumas décadas, hoje está em terceiro lugar em incidência nos homens e quinto entre as mulheres. Segundo Noronha, essa redução explica-se pela melhoria na conservação dos alimentos.
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