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sábado, abril 4, 2026

Em 2010 a UNAIDS fez um levantamento que apurou a seguinte realidade: quase 30% dos brasileiros se recusam  a trabalhar com soropositivos

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Pesquisa da ONU mostra que rejeição é de 20% no mundo

Business. Business team showing unityLevantamento feito pelo Unaids , em 2010, indicava que 29% dos brasileiros não trabalhariam ao lado de pessoas soropositivas para o HIV, o vírus causador da Aids. Este estudo também foi feito em mais 24 nações

A AIDS é o tema de um encontro que começa m um domingo, na Áustria onde deu-se a18ª Conferência Internacional da ONU sobre a Aids e reuniu, por cinco dias, cientistas, políticos, religiosos, voluntários e artistas para discutir sobre uma doença que já tirou mais de 30milhões de vidas e que, em 2008, atingia um pouco mais de 33 milhões de seres humanos, conforme informado pela ONU (Organizações das Nações Unidas).

Em função da discriminação aos portadores de HIV no trabalho, o governo brasileiro proibiu, no fim de maio (em 2010), as empresas do país de exigirem o exame de detecção do Vírus da Imunodeficiência Humana, o HIV, de seus trabalhadores, tanto no processo de contratação, e mesmo dos profissionais que já estejam no quadro funcional das empresas.

O relatório da ainda demonstra que, dentre os entrevistados, de todo o mundo, 61,2% trabalhariam com pessoas infectadas com o HIV, enquanto 20,1% preferem não dividir o mesmo espaço de trabalho.

Contanto, no Brasil, o preconceito é maior: 55% dos entrevistados afirmam que trabalhariam com portadores do vírus da Aids e 29% dizem que se recusariam a fazer isso de qualquer maneira, admitindo, inclusive, que prefeririam ser demitidos.

Preconceito debaixo dos olhos do Cristo Redentor
Toda esta discriminação acontece aqui no Brasil, bem debaixo do olhar do Cristo Redentor (…). E a Igreja, como um todo, apesar das raras exceções, permanece praticamente imóvel

Em meio aos países que participaram do levantamento feito pela UNAIDS, a resistência só é maior que no Brasil na China, Egito, França, Indonésia e Letônia.

Por outro lado entre os outros dezenove 19 países, como a Índia, a Jamaica, o México, o Japão, os Estados Unidos, a Rússia e a África do Sul, o preconceito tem sido menor que no Brasil.

Segundo o relatório da UNAIDS, a AIDS ainda é considerada um dos problemas mais importantes do mundo.

– A aceitação das pessoas que vivem com HIV é maior nos países da África Subsaariana e Caribe, onde 80% das pessoas demonstram atitudes positivas.

A pesquisa, realizada em parceria com a Zogby International, entrevistou-se 11.820 mil pessoas pela internet entre 30 de março e 27 de abril de 2010. No Brasil, foram 804 entrevistas. Apesar dessa resistência ao compartilhamento de atividades no local de trabalho, o Brasil mostrou-se um dos países mais avessos às restrições de viagens contra portadores do HIV – medidas que impedem as pessoas infectadas de entrarem nos países. Pelo menos 75% dos brasileiros entrevistados não concordam com esse tipo de limitação – na China, 61% dos consultados aprovam a medida.Brasileiros são contra restrições em viagens

O relatório da ONU diz que brasileiros estão divididos quanto a capacidade do(s) governo(s) em enfrenta a Aids. Segundo o levantamento, metade dos entrevistados crêem que o país sabe combater a doença, e um pouco menos da metade, cerca de 40% afirma que o Brasil não enfrenta o problema como deveria enfrentar.

Brazilian National Congress in Brasilia, Brazil

Para os brasileiros, o que impede um trabalho mais efetivo de combate à doença é, em primeiro lugar, a disponibilidade de recursos, seguida pelo preconceito contra os portadores e pela quantidade de serviços de saúde.

O resultado disso é que um quarto (25%) dos brasileiros afirmam que estão sujeitos a se infectar com o vírus. Nos Estados Unidos e na África do Sul, essa taxa está em torno de 5% e 14%, respectivamente.

Na atualidade, a presidente Dilma Rousseff instituiu uma lei que torna CRIME qualquer ato de discriminação à pessoa vivendo com HIV ou AIDS. Clique aqui para saber mais


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