Pesquisa da ONU mostra que rejeição é de 20% no mundo

A AIDS é o tema de um encontro que começa m um domingo, na Áustria onde deu-se a18ª Conferência Internacional da ONU sobre a Aids e reuniu, por cinco dias, cientistas, políticos, religiosos, voluntários e artistas para discutir sobre uma doença que já tirou mais de 30milhões de vidas e que, em 2008, atingia um pouco mais de 33 milhões de seres humanos, conforme informado pela ONU (Organizações das Nações Unidas).
Em função da discriminação aos portadores de HIV no trabalho, o governo brasileiro proibiu, no fim de maio (em 2010), as empresas do país de exigirem o exame de detecção do Vírus da Imunodeficiência Humana, o HIV, de seus trabalhadores, tanto no processo de contratação, e mesmo dos profissionais que já estejam no quadro funcional das empresas.
O relatório da ainda demonstra que, dentre os entrevistados, de todo o mundo, 61,2% trabalhariam com pessoas infectadas com o HIV, enquanto 20,1% preferem não dividir o mesmo espaço de trabalho.
Contanto, no Brasil, o preconceito é maior: 55% dos entrevistados afirmam que trabalhariam com portadores do vírus da Aids e 29% dizem que se recusariam a fazer isso de qualquer maneira, admitindo, inclusive, que prefeririam ser demitidos.
Em meio aos países que participaram do levantamento feito pela UNAIDS, a resistência só é maior que no Brasil na China, Egito, França, Indonésia e Letônia.
Por outro lado entre os outros dezenove 19 países, como a Índia, a Jamaica, o México, o Japão, os Estados Unidos, a Rússia e a África do Sul, o preconceito tem sido menor que no Brasil.
Segundo o relatório da UNAIDS, a AIDS ainda é considerada um dos problemas mais importantes do mundo.
– A aceitação das pessoas que vivem com HIV é maior nos países da África Subsaariana e Caribe, onde 80% das pessoas demonstram atitudes positivas.
A pesquisa, realizada em parceria com a Zogby International, entrevistou-se 11.820 mil pessoas pela internet entre 30 de março e 27 de abril de 2010. No Brasil, foram 804 entrevistas. Apesar dessa resistência ao compartilhamento de atividades no local de trabalho, o Brasil mostrou-se um dos países mais avessos às restrições de viagens contra portadores do HIV – medidas que impedem as pessoas infectadas de entrarem nos países. Pelo menos 75% dos brasileiros entrevistados não concordam com esse tipo de limitação – na China, 61% dos consultados aprovam a medida.Brasileiros são contra restrições em viagens
O relatório da ONU diz que brasileiros estão divididos quanto a capacidade do(s) governo(s) em enfrenta a Aids. Segundo o levantamento, metade dos entrevistados crêem que o país sabe combater a doença, e um pouco menos da metade, cerca de 40% afirma que o Brasil não enfrenta o problema como deveria enfrentar.
Para os brasileiros, o que impede um trabalho mais efetivo de combate à doença é, em primeiro lugar, a disponibilidade de recursos, seguida pelo preconceito contra os portadores e pela quantidade de serviços de saúde.
O resultado disso é que um quarto (25%) dos brasileiros afirmam que estão sujeitos a se infectar com o vírus. Nos Estados Unidos e na África do Sul, essa taxa está em torno de 5% e 14%, respectivamente.
Na atualidade, a presidente Dilma Rousseff instituiu uma lei que torna CRIME qualquer ato de discriminação à pessoa vivendo com HIV ou AIDS. Clique aqui para saber mais
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