Líbia: equipe médica mais perto da pena de morte
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
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Búlgaros são acusados de infectar crianças com HIV TRÍPOLI. Promotores pediram ontem à Justiça da Líbia a confirmação da pena de morte para cinco enfermeiras e um médico búlgaros, acusados de infectarem deliberadamente com o vírus da Aids 438 crianças, 55 delas já mortas. O caso está sendo julgado em apelação na Suprema Corte da Líbia, que dará a sentença definitiva no dia 11 de julho. Estados Unidos e União Européia estão pressionando Trípoli para que a decisão final livre os réus da pena capital. Mas o governo líbio deixou claro que não pretende intervir no processo. Fontes, no entanto, dizem que uma solução negociada pode ser anunciada nos próximos dias. — Esse é um bom instrumento de negociação e acredito que o governo não vai deixar de lado a oportunidade — disse um funcionário da Fundação Kadafi, envolvida nas negociações. Réus estão presos há oito anos e alegam inocência As enfermeiras Kristiana Valcheva, Nassia Nenova, Valia Cherveniachka, Valentina Siropulo e Snejana Dimitrova, e o médico Achraf Jumaa Hajuj, palestino naturalizado búlgaro, são acusados de ter inoculado conscientemente o vírus HIV em crianças internadas em um hospital de Benghazi, no interior do país. Presos há oito anos, os réus, que alegam inocência, não estavam presentes na audiência de ontem. Seus testemunhos são apoiados por especialistas internacionais, entre eles um dos descobridores do HIV, o médico Luc Montagnier.
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