Tráfico de pessoas na África Oriental e Austral é alarmante
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Agência Lusa | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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| 17/JUNHO/07 | |
16-06-2007 18:28:48
Nairobi, 17 Jun (Lusa) – A África Oriental e a África Austral poderão se tornar duas das principais regiões de origem das crianças vítimas de tráfico de seres humanos, informa o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) num comunicado divulgado em Nairóbi (Quênia), neste sábado.
Anualmente, milhares de crianças oriundas dessas regiões pobres, devastadas pela Aids e com um turismo em desenvolvimento, são forçadas a se prostituir ou a trabalhar como empregadas domésticas, relata o documento da Unicef.
Sem uma ação urgente, essas duas regiões, onde vivem “mais de oito milhões de crianças órfãs da Aids”, poderão se tornar as principais áreas de origem das crianças exploradas, afirma o diretor regional da Unicef para a África Oriental e Austral, Per Engebak, citado no comunicado.
A agência da ONU apela aos países envolvidos a que “intensifiquem os esforços para pôr fim ao tráfico de crianças”.
“Os traficantes exploram as aspirações dos que vivem em condições atrozes, sem darem atenção de fato a qualquer risco de serem perseguidos”, diz a nota da Unicef.
Dos 20 países desta região, 11 ratificaram o protocolo que visa a prevenir, reprimir e punir o tráfico de pessoas, em particular de mulheres e crianças, e três o assinaram. Apesar disso, “apenas Moçambique e a África do Sul fizeram progressos, ao adotar legislações nacionais contra o tráfico de crianças”, destaca a agência da ONU.
“Em numerosos países, a ausência de uma lei específica sobre o tráfico de crianças é uma grave lacuna que afeta o esforço global para pôr fim ao tráfico de crianças. Leis existentes, que respeitam a aspectos do tráfico de crianças, como o seqüestro, a violação ou a exploração sexual, não punem, contudo, os culpados por esses crimes”, afirma a Unicef.
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