CnAids: maioria das adolescentes soropositivas, grávidas, não entram em trabalho de parto
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Agência de Notícias da Aids | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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| 21/FEVEREIRO/08 |
20/02/2008 – 17h35 Entre 2000 e 2007, 105 adolescentes soropositivas, entre idades de 10 a 14 anos, estiveram grávidas, de acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, apenas foram realizados quatro trabalhos de parto. Entre a faixa-etária de 15 a 19 anos, a situação se repete: cerca de 3 mil e 600 mulheres estiveram grávidas, mas houveram apenas 149 trabalhos de parto. Os dados foram apresentados na tarde desta quarta-feira, durante reunião da Comissão Nacional de Aids (CNAIDS). No entanto, a técnica da unidade de Articulação com a Sociedade Civil e Direitos Humanos do Programa Nacional de DST/Aids, Ana Paula Prado, disse que não há informações sobre as diferenças entre os números. “Temos que ainda nos aprofundar e cruzar mais dados para verificar. Também não temos a informação se essas adolescentes se infectaram quando engravidaram ou se já possuem o vírus HIV por transmissão vertical”, lembrou. O tema sobre adolescentes e doenças sexualmente transmissíveis teve destaque na parte da tarde na reunião da CnAids. Durante o evento, em Brasília, Ana Paula alertou que talvez a população adolescente não esteja recebendo a atenção necessária na rede pública de saúde. Outro anúncio realizado pela técnica foi a revisão da portaria 1824 do Programa Nacional de DST/Aids, para, principalmente, apoiar financiamento para casas de apoio específicas de adolescentes, já que a maioria atende dois ou mais grupos ao mesmo tempo. Entre 1999 e 2007, cerca de 370 projetos, voltados para adolescentes, foram financiados pelo Programa Nacional de DST/Aids. A reunião da CnAids desta tarde ainda teve a abrodagem de temas como a assistência e saúde básica no SUS no controle de DSTs. Uma participante também disse que 10% das mulheres grávidas, em um estudo da Fiocruz no Rio de Janeiro, eram positivas para a sífilis. Rodrigo Vasconcellos
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