Dia das Crianças: Prevenção à transmissão vertical do HIV ainda é um desafio no país
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
Temas Tratados Nesta Página
Este site é mantido de forma totalmente independente por Cláudio Souza, diagnosticado com HIV/AIDS em 1994 e enfrentando, mais recentemente, os diagnósticos de Insuficiência Pancreática Exógena e Miastenia Gravis.
Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
Se você pode e quer ajudar a manter esta história no ar, faça um PIX de qualquer valor:
12/09/2009 – 14h
Segundo pesquisa apresentada em 2008 pela Escola Nacional de Saúde Pública com apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o grau de implementação das ações desenvolvidas pelo projeto Nascer-Maternidades em 30 maternidades brasileiras é insuficiente. O projeto foi criado em 2002 pelo então Programa Nacional de DST e Aids com o objetivo de reduzir a transmissão do vírus HIV de mãe para filho. A fundadora e coordenadora do Grupo Rachid, instituição que assiste crianças com HIV/Aids e familiares há 25 anos em Recife (PE), Alaíde da Silva, conhece bem essa realidade. “Muitas vezes a entrega do leite para as gestantes com HIV é realizada com atraso ou não ocorre até os 6 meses de idade do bebê, como deveria ser, de acordo com o projeto.” Outra queixa de Alaíde é o diagnóstico tardio para o HIV. “Isso ocorre, principalmente, pela demora do serviço público de coletar e fornecer o resultado do exame. O governo federal está negligenciando a saúde das crianças”, disse. Em Pernambuco, de acordo com dados do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, o número de crianças com Aids menores de 5 anos aumentou a partir de 2006 e, em seguida, começou a diminuir. Naquele ano, havia 13 crianças com a doença e, em 2007, último em que os dados estão disponíveis, foram notificados 20 casos. “Primeiro é preciso melhorar o acesso da gestante ao serviço de saúde. Quando ela chega nesse serviço o exame de HIV e o fornecimento do resultado têm de ocorrer da maneira mais rápida. O tratamento da gestante soropositivo deve começar o mais cedo possível após o diagnóstico”. avaliou Alaíde. Ela também defende que o leite seja entregue por um ano à gestante soropositivo. “Essa é a minha maior luta. Sei, por exemplo, do caso de uma moradora de rua com HIV que, após receber o leite por seis meses, passou a amamentar o filho.” Bons resultados em São Paulo Diferente de outras cidades, em São Paulo o número de crianças com Aids vem diminuindo ano após ano: em 2006 eram 372 contra 62 em 2007. Para Araújo Lima Filho, presidente da AFXB (Centro de Convivência para Crianças que Vivem com HIV/Aids em São Paulo), isso ocorre porque os ativistas cobraram boas políticas públicas no município. “Existe uma política de continuidade, integração entre estado e municípios, além de investimento do governo federal”, disse. “Em outros locais, principalmente no Norte e Nordeste do país, a população depende do bom humor e vontade política de quem está no poder em determinado momento.” De acordo com o médico sanitarista e chefe-adjunto da Unidade Sanitária e Tratamento do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Marcelo Araújo de Freitas, o resultado do estudo realizado nas maternidades do país não pode ser generalizado. “Cada maternidade possui uma realidade diferente. Depois deste projeto muita coisa mudou.” Marcelo afirmou também que o Departamento está “lutando para garantir acesso universal a antirretrovirais e insumos, ampliando a oferta do teste rápido anti-HIV na hora do parto e qualificando os técnicos que trabalham com as gestantes.” Fábio Serrato e Fernando Fidélis AGÊNCIA AIDS | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
|
| 13/OUTUBRO/09 |
Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.
E se quiser, mande um Pix de R$ 0,25 pelos 25 anos de trabalho:
Chave Pix: solidariedade@soropositivo.org
Você também pode me escrever para: claudio@soropositivo.org
Fale com o Blog Soropositivo
Tem uma pergunta, sugestão ou quer falar sobre janela imunológica, sexo oral, PEP, PrEP ou outro assunto? Use o formulário abaixo.
Error: Contact form not found.
Discover more from
Subscribe to get the latest posts sent to your email.

No Comment! Be the first one.