Especialistas recomendam cautela com resultados da pesquisa que descobriu anticorpos para o HIV
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Conhecer esses novos anticorpos é muito importante para o desenvolvimento de mecanismos de defesa. Porém, existe um desafio tecnológico muito grande para transformar isso em produto”, avaliou o coordenador-adjunto do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo, Artur Kalichman, que também faz parte da Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV do Centro de Referência e Treinamento de DST/AIDS do Estado(CRT DST/AIDS-SP). “Esses resultados trazem esperança para o desenvolvimento de uma vacina, mas a médio ou longo prazo. Há um grande caminho até que se consiga criar e testar um produto como esse”, afirmou. O membro do Comitê Nacional de Vacinas e integrante da ONG GIV (Grupo de Incentivo à Vida), Jorge Beloqui, também reconheceu com ressalvas a importância do estudo científico. “Temos os históricos de outras descobertas promissoras que não resultaram em benefício prático”. Mesmo assim, ele considera que esse, como todos os estudos, contribui para a combate do HIV/AIDS. Para o médico infectologista da USP (Universidade de São Paulo) Esper Kallás, o mais importante da pesquisa é a metodologia utilizada. “Acredito que em médio prazo será possível fazer novas descobertas com esses mesmos métodos”, disse. Sobre a pesquisa Um grupo internacional de cientistas isolou dois anticorpos que atacam uma região do HIV que é comum à maioria das variedades do vírus. Esses anticorpos foram testados contra 162 tipos e conseguiram neutralizar mais de 120.
ALAGOAS EM TEMPO REAL | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
GERAL |
| 05/SETEMBRO/09 |
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