Estudo defende teste de HPV para mulheres com mais de 35 anos
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19 de janeiro de 2010
O número de mortes causadas pelo câncer do colo do útero poderia diminuir significamente se os exames de baciloscopia, padrão em tratamentos ginecológicos, fossem substituídos por testes de HPV em pacientes com mais de 35 anos.
Com o teste do papillomavirus (HPV), cuja relação com o câncer de colo de útero é bastante estreita, a doença poderia ser diagnosticada precocemente, evitando assim o desenvolvimento do tumor em pacientes que estejam se aproximando da meia-idade, explicaram especialistas do jornal britânico The Lancet Oncology.
A publicação citou uma pesquisa italiana realizada com 95.000 mulheres que mostrou que pacientes que fazem o exame de HPV são menos propensas a desenvolver a doença do que aquelas que, mesmo diagnosticadas com manchas suspeitas, não são instruídas a realizar o teste.
Pesquisa – Os médicos acompanharam as mulheres na Itália por um período de 3 a 5 anos. Segundo os estudos, o teste de HPV é muito mais sensível às mutações celulares do que os tradicionais e rotineiros exames de baciloscopia.
Segundo os dados coletados durante a pesquisa, seria necessário realizar o teste de HPV, pelo menos, cinco vezes por ano. Essa seria a média mais segura para mulheres com mais de 35 anos.
Guglielmo Ronco, um dos médicos envolvidos no levantamento, afirmou que o exame de HPV deveria ser um procedimento padrão e poderia ser realizado antes mesmo dos testes de baciloscopia.
“Quanto mais cedo um câncer for descoberto, mais vidas podem ser salvas”, ressaltou o médico.
VEJA.COM | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
CIÊNCIA |
| 20/JANEIRO/10 |
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